A tragédia da espanholização do futebol no Brasil (por CH Barros)

Prezadxs leitorxs, antes do jogo de hoje, gostaria de falar acerca de um tema que vem me incomodando há um certo tempo: a espanholização do futebol brasileiro.

É um processo bastante preocupante para o futebol do nosso país, visto que o Brasileirão até há pouco tempo era o campeonato mais equilibrado do mundo, onde o lanterna conseguia vencer do líder fora de casa, algo que raramente acontece nos campeonatos europeus.

Não que o Brasileirão já tenha um ultra time que é incapaz de perder um jogo, mas a verdade é nua e crua: está difícil de acompanhar Flamengo e Palmeiras dentro de campo, e a prova está aí: o Palmeiras de 2015 pra cá faturou dois Campeonatos Brasileiros e uma Copa do Brasil e tem o Flamengo que, hoje, possui um poder econômico altíssimo e um elenco recheado de excelentes jogadores, vivendo a sua melhor fase nos últimos dez anos. Hoje, o Fla está se afastando cada vez mais de seus rivais em muitos aspectos, principalmente no campo e no cenário monetário.

O Fluminense, por sua vez, vive uma situação muito ruim internamente. Falta harmonia entre o clube e a torcida. Ainda por cima atravessa um grave problema financeiro, que reflete diretamente no campo. Contra o Flamengo no domingo passado, um pouco mais de mil tricolores viram um Fluminense irreconhecível em campo, completamente diferente dos times de 1969, 1976, 1983, 1984, 1995 e até mesmo de 2012, num passado recente. Infelizmente, quem perde com isso é o clube.

O Fluminense é simplesmente a raiz do futebol carioca. Foi dentro do nosso clube onde tudo começou e hoje somos obrigados a vê-lo num patamar onde nunca deveria estar: na parte baixa da tabela do Campeonato Brasileiro, eliminado da Sul-Americana e com muitas dificuldades em fazer no mínimo um clássico digno. Ou seja: precisamos reagir o quanto antes e reverter esse terrível quadro.

A situação é crítica, e só quem é tricolor de verdade suporta tudo isso e continua amando o Fluminense incondicionalemte, ao contrário de alguns falsos tricolores que estão virando rubro-negros por causa do atual momento do Fla. Ah, se eles soubessem metade da história linda que habita dentro das Laranjeiras. Vida que segue.

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Se hoje nossa realidade é fugir do rebaixamento, vencer a Chapecoense logo mais será fundamental para nos afastarmos ainda mais da zona da confusão.

Iremos enfrentar um dos times mais fracos (senão o pior) do Campeonato Brasileiro e o nosso dever é puro e simples: vencer o jogo. Com o mando a nosso favor, as coisas tendem a ficar mais fáceis.

Mesmo assim, precisamos estar com os olhos abertos; tomara que Marcão faça a melhor escalação para conquistarmos os sonhados três pontos.

Saudações tricolores.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#credibilidade

4 Comments

  1. Barros, acho que a nossa redenção passa por esquecer os rivais, deixar de culpá-los pela nossa desgraça, colocar para fora essa diretoria tão incompetente e corrupta quanto as anteriores (espero que vc não seja parente do CB) e eleger alguém mais interessado em salvar o clube. ST

    1. Caro Marcos, enxergo que a situação do Flu hoje é fruto de muitas “cagadas” que as diretorias passadas fizeram. E quanto aos rivais, eu não vejo tamanha diferença entre Fluminense, Vasco e Botafogo. Infelizmente o Fla, por diversos fatores, encontra-se muito superior aos demais. E com isso nós vemos que o processo de espanholização ganha cada vez mais força no futebol do nosso país. A disparidade técnica entre umas equipes e outras é gigantesca. Percebemos isso no último Fla-Flu. Ah, e só pra…

  2. Barros, estamos nessa lama toda graças ao nossos erros. Se tivéssemos nos preparado para a saída da Unimed, hoje estaríamos bem melhor. Mas o Peter, além de querer brigar com o CB, não se preparou para a saída. Resultado, estamos correndo o risco de cair para a segundona e, se isso acontecer, não voltaremos mais para a série A.

    1. Complicado. O que nos resta neste momento é torcer e fazer o dever de casa, tentar pontuar ao máximo no Maracanã para se livrar do pior: cair pra segundona. ST

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