Vindo de oito derrotas consecutivas, o Red Bull Bragantino foi implacável sem precisar ser poderoso, sem piedade, em menos de cinco minutos já ganhava de dois a zero. Gols de Jhon Jhon e Eduardo Sasha.
Renato resolveu escalar um misto de novas contratações com alguns velhos conhecidos, tendo ainda Guga como capitão. Lucho Acosta fez sua estreia, completando sete estrangeiros em campo, nenhum atuante em suas seleções nacionais, deflagrando que o modelo de trazer estrangeiros pode não ser para trazer qualidade real à equipe.
Depois passou a administrar, com certa tranquilidade a vantagem conquistada, enquanto o Fluminense portava a bola mas não era ofensivo. Somente nos acréscimos conseguiu sua primeira finalização e para nossa sorte a bola entrou, com passe em profundidade de Lucho Acosta, Canobbio dentro da área rolou para Hércules diminuir.
No início do segundo tempo, sem nenhuma alteração pelo lado tricolor, novamente o Reb Bull foi impiedoso e ampliou para três a um, desta vez com Laquintana, um dos melhores em campo, se não o melhor.
Novamente a equipe multinacional da fabricante de bebidas açucaradas energéticas, pode ‘descansar’ em campo, enquanto obrigava o visitante, detentor da terceira pior defesa da competição, a correr atrás do resultado.
Em dezoito minutos da segunda etapa, o Flu pareceu voltar ao jogo, diminuindo novamente a fatura/fratura, em bola rebatida, ela sobrou para Guga que finalizou forte da entrada da área, o bom goleiro Cleiton defendeu e o rebote se apresentou ao Lucho que, de pronto, parecendo jogada de futevôlei, mandou a bola para o fundo do barbante.
O jogo, ainda sonolento, deu pequenas mostras de que poderia gerar alguma emoção. Mas o Fluminense esbarrou em muitos percalços, dentre eles o árbitro que fez a egípcia em lance que poderia ter um penal a favor do Flu, além de uma possível expulsão de Ignacio Laquintana.
Já o Bragantino poderia ter feito uma estrondosa goleada, pois conseguiu marcar apenas mais um gol, com Davi Gomes que entrara no início da segunda etapa, após passe de Thiago Borbas. Depois desperdiçou dois lances em contra-ataques, praticamente sem defensores.
Renato após a partida espinafrou seus jogadores na coletiva, dizendo que reuniu o grupo, que estava sentindo que eles não estavam focados no trabalho e insistiu que poderia acontecer o pior. Aconteceu.
Embora o clube esteja avançando nas copas, após meses de trabalho do treinador, é imperceptível algum padrão de jogo, nenhuma melhora no sistema defensivo, pior, os números mostram precariedade nesse setor, além da equipe não conseguir ser dominante em nenhum jogo.
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RB BRAGANTINO 4 x 2 FLUMINENSE
Campeonato Brasileiro – 21ª Rodada
Estádio Municipal Cícero de Souza Marques – Bragança Paulista/SP
Sábado, 23/08/2025 – 16:00h (Brasília)
Renda: R$158.295,00
Público: 4.017 pessoas presentes
Arbitragem: Lucas Paulo Torezin. Assistentes: Sidmar dos Santos Meurer e Andrey Luiz de Freitas. Quarto Árbitro: Denis da Silva Ribeiro Serafim.VAR: Rafael Traci
Cartões Amarelos: Ignacio Laquintana 38’, Pedro Henrique 45’, Cleiton 51’ (RB BRAGANTINO); Luciano Acosta 26’, Agustín Canobbio 61’, Marcelo Pitaluga (FLUMINENSE)
Gols: Jhon Jhon 2’, Eduardo Sasha 4’, Ignacio Laquintana 48’, Davi Gomes 81’ (RB BRAGANTINO); Hércules 45’+2’, Luciano Acosta 63’ (FLUMINENSE)
RB BRAGANTINO: 1-Cleiton©; 45-Nathan Mendes, 14-Paulo Henrique (16-Gustavo Marques 80’), 2-Guzmán Rodríguez e 12-Vanderlan (31-Guilherme Lopes 78’); 5-Fabinho e 7-Eric Ramires; 25-Bruno Praxedes (27-Bruno Praxedes 46’), 33-Ignacio Laquintana (30-Henry Mosquera 69’) e 10-Jhon Jhon; 8-Eduardo Sasha (18-Thiago Borbas 69’). Téc.: Fernando Seabra. 4-2-3-1
FLUMINENSE: 1-Fábio; 23-Guga, 26-Manoel (16-Nonato 76’), 22-Juan Freytes e 12-Gabriel Fuentes; 5-Facundo Bernal e 35-Hércules; 90-Kevin Serna, 17-Agustín Canobbio (7-Yeferson Soteldo 76’) e 32-Luciano Acosta (30-Santiago Moreno 84’); 14-Germán Cano. Téc.: Renato Portaluppi. 4-2-3-1