A questão da velocidade (por Paulo-Roberto Andel)

O momento ainda é complicado, mas a atitude do time do Fluminense no Fla-Flu já aumentou um pouco a confiança da torcida para os próximos – e decisivos – compromissos, a começar pela partida deste domingo diante do Avaí.

No começo da temporada, quando o time realizou excelentes atuações, a força do conjunto em campo estava localizada em três pilares: 1) disposição física; 2) qualidade técnica de peças como Sornoza, Orejuela e Scarpa; 3) a velocidade de Richarlison e Wellington Silva, fundamental para os gols de Dourado. Ao se verificar as quedas nestes três itens, é possível entender a queda de rendimento tricolor. Some-se a isso outras consequências, como a piora da defesa, a má fase de Cavalieri (felizmente superada) e outras como contusões, a escassez de peças de reposição etc.

A disposição física parece estar de volta. Sobre a qualidade técnica, é preciso que Sornoza e Scarpa retornem às suas melhores formas e não fiquem na mesma faixa de campo. O problema maior ainda está no arranque do ataque. Richarlison foi embora e seu substituto natural, o contratado Robinho, vindo de ótima jornada no Figueirense, ainda não emplacou. Ninguém melhor do que o próprio Abel para saber quem deve entrar, quando e como, mas as recentes tentativas com Romarinho e Peu têm sido inócuas. Sem esta solução, Dourado precisa se afastar da área para buscar jogo, desgasta-se fisicamente e não tem a velocidade para suprir o que se espera. É preciso resolver este problema para ontem.

A mensagem claríssima de Abel para Wendel na coletiva pós Fla-Flu é um alerta para outros jogadores também, de certa forma. Wellington já tinha se apagado quando sua transferência deu água. Orejuela, que encantou a torcida no primeiro semestre com sua inegável categoria, desabou de produção. E o caso Wendel levou pelo menos dois meses para estourar, tamanha a paciência do treinador com o jovem boêmio. Ficou claro que, diante do momento, garra e atitude estão acima de nome e pompa.

Os jogos contra Avaí, Chapecoense e São Paulo são fundamentais para o destino tricolor em 2017. Sete pontos encaminham o Tricolor para a segurança na fase final do Brasileirão. Nove deixam na cara do gol. E o Fla-Flu foi a mostra de que, na Sul-Americana, a Gávea hoje não tem a menor condição de comemorar a pré-classificação, ao menos se bom senso houver por lá.

Hora da torcida fazer a sua parte: apoiar e empurrar o time numa situação delicada, até porque quando tudo está bem, não falta gente para ocupar a arquibancada. O primeiro passo aí está diante do Avaí. É um jogo decisivo. Precisamos muito destes três pontos debaixo do sol. Vamos lá.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: Cezar Guedes

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