Vasco 0 x 3 Fluminense: atuações (por Mauro Jácome)

mauro jácome panorama green

 

Sob os protestos de Abel, devido à marcação de clássico logo para a primeira rodada, o Fluminense escalou, pela ótica do técnico, o que tem de melhor: Lucas estreando e Gustavo Scarpa reassumindo a camisa 10, depois de boa participação na Seleção Brasileira.

1º TEMPO

Apesar do calor, o jogo começou morno, de meio-campo. Após os 15’, o Vasco cercou o Fluminense e forçou pelos lados do campo, o Fluminense tentava sair em velocidade, principalmente com Lucas pela direita, mas errava os passes.

Depois da metade da primeira etapa, o Fluminense recuou Sornoza para ajudar na saída de bola e, com isso, desequilibrou o jogo naquele momento. Primeiro, aos 26’, Sornoza lançou Henrique Dourado na área, que ajeitou de calcanhar, Douglas entrou, dividiu com Martin Silva e Wellington chutou para o gol. 1 x 0. Seis minutos depois, Sornoza carregou a bola pela intermediária, passou no meio de dois vascaínos, foi ao fundo, rolou para Henrique Dourado, que só tocou para o fundo das redes. 2 x 0. Um golaço.

A partir daí, com o jogo nas mãos, o Fluminense atacava com rápidas trocas de passes, começando por Orejuela e prosseguindo com Sornoza ou Scarpa para chegar em Wellington ou Henrique Dourado. No entanto, não fossem erros da arbitragem ou precipitações de Wellington, o Fluminense poderia ter saído para o intervalo com um placar maior.

2º TEMPO

Sem alterações, o Fluminense quase marcou logo no início. Cavalieri bateu tiro de meta, Douglas raspou de cabeça, Henrique Dourado idem e lançou Wellington. No entanto, mais uma vez, o atacante tricolor enrolou e se enrolou. Era uma bela chance. A casa do Vasco estava arrombada. O Fluminense chegava com muita facilidade, no entanto, faltava aquele passe decisivo. Por outro lado, o Fluminense dava espaços em sua área e, quando o Vasco conseguia avançar rapidamente, encontrava alguém em condições de concluir.

O Fluminense parou de colocar a bola no chão. Com isso, tinha dificuldades para fazer a transição e, ao mesmo tempo, dava volume de jogo ao Vasco. A bola passou a frequentar a área de Cavalieri com frequência. Mas foi só o Fluminense voltar a trabalhar seus contra-ataques que as chances apareceram. Num ótimo lançamento de Orejuela, Henrique Dourado rolou para Gustavo Scarpa livre, mas o 10 tricolor demorou e perdeu a chance do terceiro. Logo em seguida, num outro lançamento de Orejuela em profundidade, Scarpa passou pelo lateral Henrique e rolou para Lucas. O estreante bateu mal e perdeu mais uma ótima chance.

A partir daí o jogo voltou às mãos do Fluminense. No entanto, até devido ao desgaste, o Fluminense passou a administrar a posse de bola e esperar um contra-ataque para matar o jogo. Essa postura chamou o Vasco para o seu campo, mas abriu o campo para os avanços tricolores. Numa dessas, aos 35’, Gustavo Scarpa arrancou, esperou o momento certo e rolou para Marcos Junior tocar com categoria e fazer o terceiro.

Ainda teve tempo para o Fluminense mandar na trave, Henrique bater para grande defesa de Martin Silva. Marcos Junior desperdiçar um contra-ataque… Cabia mais…

DIEGO CAVALIERI

Um primeiro tempo seguro, com defesas em chutes de média distância. Aos 16’2ºT, saiu nos pés de Madson e impediu o primeiro gol do Vasco. No fim, fez outra boa defesa. Voltou bem.

LUCAS

Um bom primeiro tempo. Soube aproveitar os espaços criados por Gustavo Scarpa. No segundo tempo, segurou mais e só foi na boa. Perdeu grande chance aos 19’. Cansou e saiu. Defensivamente, teve altos e baixos, com dificuldades principalmente nas jogadas rápidas.

RENATO

Não acrescentou muita coisa, inclusive, errou alguns passes perigosos.

RENATO CHAVES

Melhorou muito em relação ao jogo contra o Criciúma. Bom posicionamento, tempo de bola e saída de bola com segurança.

HENRIQUE

Aos 17’1ºT, deixou o Luan entrar livre e cabecear na trave. Depois, cresceu com o time. Tem dificuldades de se posicionar nas bolas aéreas, mas no chão sabe se colocar. Perdeu boa oportunidade.

LÉO

Um primeiro tempo mais ofensivo. Chegou algumas vezes ao lado da área, no entanto, não conseguiu cruzar bem. No segundo tempo, ficou preso e foi envolvido diversas vezes por Madson. Por ali, quase o Vasco marcou por algumas vezes.

DOUGLAS

Um belo jogo. Com Orejuela, ganhou autonomia para se lançar à frente. Por duas vezes chegou na cara de Martin Silva, mas o goleiro chegou primeiro por detalhes. Foi seu o passe que deu início ao contra-ataque que resultou no terceiro gol.

OREJUELA

Partidaça. Tem grande capacidade de marcação: consegue dominar a intermediária, se colocar na linha de zaga e, ainda, soltar-se e fazer lançamentos precisos. Ao recuperar a bola ou ao receber um passe, olha o jogo de forma objetiva e logo procura um companheiro mais à frente. Com a entrada de Luiz Fernando, fez a função de Sornoza e fez com muita qualidade: velocidade e bons lançamentos. Além das qualidades técnicas, tem excelente preparo físico. Precisa se acostumar com outro tipo de arbitragem. No Brasil, os árbitros marcam qualquer falta e, ainda, dão cartão amarelo em qualquer disputa mais forte.

SORNOZA

Colocou sua ótima visão de gol e facilidade de direcionar a bola para o Fluminense abrir o placar. Ótimo lançamento para Henrique Dourado. Em seguida, fez uma jogada brilhante, passando por dois adversários na entrada da área, correu em profundidade e rolou mansinha para Henrique Dourado só empurrar para o gol. No segundo tempo, cansou e saiu.

LUIZ FERNANDO

Entrou para guardar posição e liberar Orejuela. Foi o cão de guarda que Abel esperava.

GUSTAVO SCARPA

Como sempre, jogou com inteligência. Em determinados momentos foi um autêntico ponta-direita. Com isso, atraía o lateral e abria espaços para Sornoza ou para Lucas. Em outros, voltava ao próprio campo para buscar a bola e partir em velocidade. Deu bela assistência para Marcos Junior fechar o placar.

WELLINGTON SILVA

Começou tímido, mas deslanchou na segunda metade do primeiro tempo. Marcou o primeiro gol com oportunismo. Aos 41’, perdeu uma chance incrível ao se precipitar num lance em que o goleiro vascaíno estava batido: tinha vários companheiros livres e em melhor condição para concluir. Não manteve o ritmo na etapa complementar e saiu.

MARCOS JUNIOR

Entrou para matar o jogo e na chance que teve foi cirúrgico ao tocar na saída de Martin Silva. Poderia ter aproveitado outras oportunidades para ampliar, mas errou nos passes.

HENRIQUE DOURADO

Mais um bom jogo em que fez o que faltou ano passado. Correu, movimentou-se, abriu espaços, saiu da área para fazer o pivô e, principalmente, fez gol. No primeiro gol, recebeu um lançamento de Sornoza e ajeitou de calcanhar para Douglas dividir com Martin Silva e Wellington abrir o placar. Logo em seguida, acompanhou brilhante jogada de Sornoza e só completou para fazer o segundo. Precisa melhorar o posicionamento, principalmente na antecipação, quando a bola vem do fundo.

ABEL

Surpreendeu no posicionamento de Sornoza e Gustavo Scarpa no começo do jogo, colocando os dois do mesmo lado. Por ali o Fluminense construiu a vitória com os dois primeiros gols. Depois, foram decisivas a entrada de Luiz Fernando e a liberação de Orejuela e Douglas para os contra-ataques. Tem o time na mão e vai conquistando uma torcida ressabiada pelo que aconteceu nos últimos anos.

VASCO

Um meio-campo aberto contra um meio-campo rápido e de qualidades técnicas não poderia ter resultado diferente.

ARBITRAGEM

Um erro enorme aos 39’1ºT ao marcar um impedimento inexistente, cujo lance tinha grandes chances de proporcionar o terceiro gol tricolor. Noutro, numa entrada dura de Julio dos Santos em Sornoza, o árbitro afinou e não deu amarelo ao jogador vascaíno. Outros erros fáceis de serem evitados. Mais uma arbitragem fraca.

…SAINDO DE CAMPO

A torcida esperava uma boa atuação, mas foi surpreendida com um grande jogo.

 

 

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: maj

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres