Uma máfia no apito (por Marcus Vinicius Caldeira)

caldeira verde

“É melhor ter apito amigo do que apito inimigo”,  disse o presidente do Corinthians após a escandalosa operação da arbitragem para levar o Corinthians às quartas de final da Copa do Brasil.

Levir de forma bem inteligente,  também resumiu o escândalo: “Em seis lances capitais, o juiz acertou três para o Corinthians e errou três a favor do Corinthians”.

Gum foi na lata: “Nos três últimos jogos lá eles foram beneficiados”.

Peter Siemsem desabafou forte e terminou com um “Acorda CBF” no final que virou hashtag no Twitter.

O fato é que mais uma vez o Fluminense foi operado no Itaquerão.

E pela segunda vez seguida, somos eliminados da Copa do Brasil para um time paulista com interferência da arbitragem. Ano passado, dois pênaltis inexistentes, um no Maraca e outro no estádio do Palmeiras selaram a não ida do Fluminense à final da Copa do Brasil. Na boa: é melhor ser eliminado antes e disputar a Sul-Americana.

A frase do presidente do Corinthians, após o desabafo do Peter Siemsem mostra o deboche de quem deveria zelar pelo bom futebol, mas se beneficia de esquemas e pode proferi-la à vontade porque tem amparo na mídia e na justiça desportiva.

A verdade é que este tipo de coisa contribui ainda mais para a perda de adeptos do futebol brasileiro. Imagine o sentimento de amigos que gastaram dinheiro e tempo e saíram do Rio para ver o seu time ser eliminado graças ao trio de arbitragem?

Isto também ajuda para que o já difícil mercado do futebol siga mais retraído aqui no Brasil. Qual empresa vai querer investir dinheiro nessa bagunça desse futebol brasileiro corrompido? A gestão faz maior esforço para se aproximar de uma das maiores empresas de eletroeletrônicos da China com 75.000 funcionários e valor de revenda de 16 bilhões de dólares, para no primeiro dia da marca estampada na camisa acontecer esse tipo de coisa. Que investidor sério vai meter dinheiro nesse “merdelê” que é o futebol brasileiro?

E a imprensa que acoberta esse tipo de coisa? Os da Globo e afiliadas brigam contra as imagens para tentar mostrar que o produto que o patrão pagou caro é idôneo. Outros órgãos de imprensa vão a reboque sem nenhum senso crítico.  O pior são os argumentos: “Necessário para a saudável discussão do dia seguinte”. Bizarro. O pior: “erram para todos”.  Hipocrisia. Sabem que uns são muito mais beneficiados que outros.

Onde CBF e Globo querem chegar com isso? Será que é a busca pela espanholização do futebol brasileiro? Nas cotas de televisão já é. Mas, o nosso futebol é tão particular que não conseguem ver só Corinthians e Flamengo campeões. Aí já viu, vale tudo.

O fato é que estão destruindo o futebol brasileiro. A isonomia, o embate justo em campo é o maior atrativo. O oposto afasta. Eu só sigo porque sou muito apaixonado e muito teimoso. Qualquer outro desistiria e iria para NFL. Vôlei ou algo do gênero.

Este tipo de coisa tem que acabar no futebol brasileiro.

Acorda, CBF.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: g8

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