Um chute no saco (por Marcus Vinicius Caldeira)

CALDEIRA VERDE

Que me perdoem as senhoras e senhoritas. Sei que pode parecer uma frase chula, até para alguns homens mais educados. Mas, não encontrei expressão melhor para definir o segundo tempo apresentado ontem pelo Fluminense do que “um chute no saco”. E todo homem sabe o que significa um chute no saco.

É de foder.

E o pior. Na mesma semana em que dias antes apresentou um segundo tempo de cinema, virando um jogo contra um dos reais postulantes ao título.

Perder para Chapecoense, de virada, da forma que foi, é um verdadeiro chute no saco.

A derrota começou a ser construída na escalação de Magno Alves. Que me perdoe o jogador que é ídolo e esteve na pior fase do Fluminense em campo ajudou a reerguer o time naquela fase. Mas, hoje, ele não pode entrar jogando. Já está com quarentinha.  É jogador para segundo tempo.

A derrota continuou sendo construída com o gol logo no começo, o que deu uma impressão de vitória fácil. Nenhum jogo é fácil. Futebol de hoje, não tem mais bobo. É para entrar mordendo o tempo todo. Foi assim, segunda. Mas, parece que staff do futebol do Fluminense isso não é cobrado.

Por fim, a derrota foi definida numa péssima noite de Levir Culpi e numa patacoada do excelente garoto Douglas que quis chutar em cima do adversário para ganhar um lateral e acabou gerando o contra ataque do primeiro gol.

Levir errou tudo ontem. Destroçou o time no segundo tempo com as substituições. Parece que ele quer encontrar um falso nove a qualquer custo. Ontem, tentou com Magno Alves e com Marco Jr. Segunda, com Danilinho. Aliás, Marco Jr era para ter saído no primeiro tempo. Mas, como ele colocou Magno Alves de saída e esse não aguenta o tempo inteiro foi este que saiu no intervalo. E depois errou ao tirar Marquinhos e colocar Maranhão. Poderia colocar Maranhão no lugar do Marco Junior. Por fim, o desespero de não ter achado o falso nove e colocou o nove fixo lá. Mas, já estava no desespero.

Perdemos a chance de vez de brigarmos pelo G-4 e ouso dizer que selamos nossa saída da disputa pela vaga da Libertadores.  Quem quer disputar G-4 não se pode dar ao luxo de tomar uma virada da fraca Chapecoense em casa.

Espero que a diretoria não cometa a loucura de ouvir parte da torcida que pede demissão de Levir. Estamos em setembro, em fim de mandato, Levir é um dos melhores do Brasil e a demissão só se justifica se detectar que o treinador está desgastado ou coisa do gênero. Não me parece o caso.  Esta ciranda de técnicos no Brasil é absurda e espero que se encerre de vez no Fluminense.

Derrota ridícula. O Fluminense dificilmente sabe exercer seu franco favoritismo. É histórico.

Vou ali passar um remédio no saco.

Está doendo.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: calder

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