Sport 2 x 2 Fluminense (por Marcelo Vivone)

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1º tempo

O jogo começou igual e devagar, em clima de fim de festa. Postura normal para o Sport, mas estranha para o
Fluminense, já que os jogadores declararam depois do vexame de quinta-feira que ainda acreditavam na classificação e que iriam correr atrás dela.

A mim não estranha a diferença entre o discurso e o que se vê dentro do campo. Tem sido há muito tempo assim, discursos vazios e futebol medíocre.

O Sport saiu na frente numa falha individual. Incrível que tenha sido do Fabrício, nosso grande zagueiro, que foi contratado a pedido do estudioso Cristóvão. Palmas para ambos.

O zagueiro adversário fez um lançamento de muito longe, da intermediária do campo adversário. Fabrício prega-presa apenas acompanhou com os olhos a bola passar por cima da sua cabeça. O atacante adversário deixou a bola quicar à sua frente e fuzilou para o gol tricolor, sem chance para Cavalieri.

O jogo continuou devagar por parte das duas equipes.

Na nossa única chegada concreta saiu o gol. Fred, depois de alguns meses, conseguiu fazer uma jogada de pivô e rolou na entrada da área pela direita para Jean, que chutou cruzado. O zagueiro adversário tentou cortar e colocou para dentro. O gol saiu na primeira jogada depois que Jean e Edson trocaram de posição.

Mais lentidão de ambos os lados, apenas com uma pequena melhora do lado do Fluminense.

O segundo gol do Sport saiu em jogada pela esquerda de ataque. Numa triangulação, Fabrício, sempre ele, chegou vendido no lance e não ofereceu qualquer resistência para o jogador adversário, que foi à linha de fundo e chutou rasteiro para o atacante do Sport completar de carrinho para o nosso gol.

Interessante observar que no primeiro tempo Cristóvão abriu mão de jogar com dois atacantes para colocar cinco no meio. Incrível ver que, mesmo com tantos jogadores no nosso meio de campo, o adversário teve tanta tranquilidade para jogar, especialmente na nossa intermediária, onde qualquer bola trabalhada pelo adversário pode ser fatal. O fim do primeiro tempo chegou com falta de interesse dos dois times.

2º tempo

Finalmente gostei de uma alteração do nosso técnico. Tirou o Fabrício. Quem entrou, no caso o Kenedy, pouco importa. O importante é que o zagueiro saiu.

A entrada de Kenedy nada acrescentou. Nosso jovem atacante foi mais uma nulidade no ataque, mantendo o mesmo padrão de Fred, Walter e Sobis.

Voltamos a abusar dos inúteis cruzamentos de qualquer lugar do campo para a área. Impressionante que nosso time não consegue ganhar uma bola sequer no ataque. Ainda assim, essa é a única jogada que temos. O Sport poderia ter aumentando a vantagem no placar.

Nos acréscimos, Fred lembrou o antigo jogador que foi até o ano de 2012 e meteu um lindo gol.

Fim de jogo, empate e, para aqueles que ainda acreditavam, o adeus definitivo da busca pela classificação para a Libertadores de 2015.

Parece que faltou vontade para os nossos jogadores. Difícil acreditar somente porque esse grupo merece muito crédito. Será que vai ter bicho? Acho que merecem muito ganhar gratificação, mesmo no empate ou na derrota.

Rápidas

– Deu pena ver Marlon e Conca no meio desse time desorientado. Salvaram-se também Jean e Edson.

– Diretoria, será que vamos acompanhar esses mesmos jogadores diminuindo nossa camisa até o final do campeonato? O que falta para que finalmente seja tomada uma medida profissional e dura?

– Mario Bittencourt, você estava certo na sua única declaração após o vexame da semana. Era importante dar moral para os jogadores. Deu muito certo!

– Será que agora nós, torcedores, vamos ganhar alguma moral e ver a limpa no elenco finalmente ser promovida? Acho que não, né? O torcedor é o que menos importa.

– Independentemente da atuação do jogador (isso realmente é que menos importa atualmente) é uma vergonha, um escárnio com o torcedor, ver o Carlinhos novamente de titular.

– Lamentável ver Fred se arrastar durante 90 minutos. Não é porque fez bonito gol no final que sua lamentável atuação não deve ser apontada. Já que não joga mais bola e não para de falar, nosso centroavante talvez fosse mais útil se assumisse o lugar do Cristóvão.

– #meenganaqueeugosto. Essa hashtag define bem o que é o futebol do Fluminense hoje em dia.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

O ENGENHEIRO E A ESFINGE 19 11 2014

4 Comments

  1. O Fluminense não pode ser chamado de time. É um amontoado de jogadores que normalmente não sabem o que fazem em campo. Muitos sequer sabem quarto são seus posicionamentos. E pior que muitas vezes é porque são improvisados criminalmente por esse arremedo de técnico, tendo jogadores especialistas no elenco.
    E é bem provável que deem moral para esse péssimo técnico e seus medalhões. O que esperar para 2015?
    Mas ST!

    1. Vivone:

      Verdade, Frederico.

      E tome cruzamento inútil para a área.

      Mas não é de estranhar. Jogamos durante mais ou menos 1 mês aos sábados. Em todos os casos, sem exceção, o elenco somente se reapresentou na tarde da terça-feira seguinte.

      Mesmo tendo a semana livre, fizemos somente 2 treinamentos semanais de 1,5h. Como é que se treina assim?

      Foi para isso que os jogadores entregaram os 2 torneios paralelos, para não jogar e nem treinar.

      Um abraço.

  2. Nobres tricolores, assim como todos vocês, tenho grande amor por este clube, mas o que esses dirigentes, juntamente com essa comissão técnica, capitaneada por este asno e pelo presidente de fato do clube chamado Fred, estão fazendo com o nosso amado Fluminense, sinto-me cansado e humilhado por estes pulhas, não tenho mais esperança, estou apenas no aguardo da possível renovação com este projeto de técnico, para decidir se cancelo ou não o meu sócio torcedor. Que Deus nos ajude.

    1. Vivone:

      José, o cenário está muito complicado.

      O mínimo que eu exigira seria a limpeza do elenco começar amanhã. Mas, infelizmente, tenho certeza de que nada vai acontecer.

      Talvez tenhamos que ouvir novamente o diretor de futebol dar entrevista elogiando os “atletas”.

      É muito difícil. Mas, se me permite, gostaria de solicitar que você não cancelasse seu sócio torcedor. Esse é o único meio de tornar o clube independente do patrocinador.

      Um abraço.

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