Show do Roteirista! Só os loucos duvidam da força dessa camisa (por Marcelo Savioli)

Amigos, amigas, vivemos um domingo histórico. Como pode um time batido, tendo sofrido três gols em menos de 25 minutos sair de campo vencedor? O que pode explicar tal idiossincrasia?

Talvez, o fato se deva a essa idiossincrasia chamada Fluminense. Explica-se tudo pela camisa e estamos resolvidos. A camisa que dizem que não vai ser grande em alguns meses ou anos. Além de não entenderem de história, não entendem de futebol.

O Fluminense mostrou hoje que não é um mero aspecto de um projeto bandido. O Fluminense é o time dos Deuses do Futebol. Logo, só o Fluminense pode protagonizar o maior espetáculo futebolístico do ano.

Nunca se viu um time acreditar de forma tão contundente em sua proposta de jogo. O Fluminense perdia de 3 a 0 e não abria mão de sua forma de jogar. Vieram os Deuses e nos socorreram, não no primeiro, mas no segundo gol.

Merecíamos ter perdido o primeiro tempo de 3 a 0, mas reagimos e fizemos 3 a 2. O que explica isso? A camisa, os Deuses e um time que acredita até o inferno em sua proposta de jogo. Não mudou nada em momento algum. Méritos para Fernando Diniz, embora a escalação fosse para lá de duvidosa.

Mas eis que Diniz coloca Daniel no intervalo e o craque inicia a jogada do gol de empate. Mais que isso, dá volume, intensidade e consequência ao nosso jogo ofensivo. Quase viramos, mas tinha que ter o sofrimento de um gol achado pelo Grêmio. Mas nós tínhamos o Yony Gonzáles, que, na ausência de Everaldo se encontrou.

Mas vocês querem uma análise tática, estou certo? Que diabos de análise tática coisa nenhuma. Nós ganhamos na Arena do Grêmio de 5 a 4 depois de estarmos perdendo de 3 a 0 com menos de 25 minutos de jogo.

Pois a análise tática é que Daniel não pode não ser titular desse time, assim como Allan. O resto a gente vai ter que discutir, porque Pedro tem que ser titular também.  Além disso, com a entrada de Daniel, Bruno Silva subiu de produção, Guilherme – que diabos ele veio fazer aqui?- também subiu.

A explicação é muito simples. Jogo se constrói no meio de campo e o diabo do Daniel é um dos melhores organizadores de jogo do Brasil. Será que o Diniz não percebeu isso?  Bom, talvez tenha percebido agora, porque os 20 minutos iniciais do segundo tempo foram antológicos.

De resto, não duvidem dessa camisa. Ela é a única que está no cardápio do Roteirista, que já estava em falta com a construção de histórias sensacionais. A volta do Roteirista é um bom sinal.

Saudações Tricolores!

O TRICOLOR – informação relevante.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#credibilidade

2 Comments

  1. Que bom que o Diniz não colocou o Dodi é que bom que ele não escalou mais um jogador já comprometido com um adversário. Sempre achei que o Daniel, embora não seja um craque, estava sendo injustamente descartado. Acho que o Renato Gaúcho não ficou tão chateado assim. Por que será? Ou se lembrou de um gol de barriga quando um resultado já parecia decidido.

  2. Boa tarde. É verdade. Já temos uma filosofia de jogo. Independentemente dos protagonistas em campo. E isto que nos livrou “de fechar a casinha” prá não levar mais, rifar a bola, alçá-la constantemente na área em desespero. Velho “chavão” do futebol. Nos meus 66 anos o Fluminense já me deu muito. Mas ontem precisei de um “frontalzinho” prá aguentar a intensidade e a emoção. A imprensa ainda vai nos castigar muito e a nova Direção precisa abraçar o Diniz. Como se diz: o tempo é o senhor da…

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