Seriedade total na decisão de hoje (por Paulo-Roberto Andel)

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A vitória do Botafogo ontem certamente frustrou muita gente por aí, e é uma prova de que, se quiser ser campeão, o Fluminense terá que mostrar sua aplicação em grau máximo à enésima potência.

Primeiro, passando pelo Vasco logo mais, o adversário mais complicado que temos tido nos últimos 25 anos, por diversos motivos. É certo que vivemos num momento melhor, temos um time melhor e a vantagem do empate, mas isso não significa absolutamente nada se não for ratificado em campo. É um clássico, tudo pode acontecer e a dita vantagem só se confirma se o resultado nos for favorável ao fim dos 90 minutos. Seriedade total diante do rival na decisão de hoje à noite.

Depois, se for o caso – e todos torcemos para que seja – encarando o Alvinegro na decisão, o que não acontece desde 2012, quando tínhamos um timaço e passamos o trator.

Por ora, o que precisamos é de total sintonia entre time e torcida para a decisão de logo mais. Torcer, agir positivamente, deixar de lado os inúmeros trambolhos do universo Fluminense – que não são poucos – e se concentrar em arquibancada + campo. Quem não atrapalhar, já ajuda praca.

A se confirmarem as ausências de Sornoza e Marcos Jr., o Fluminense perde na sua dinâmica. Um é o organizador, o outro é a máquina de garra e luta. Torçamos para que o quadro seja revertido até a hora do jogo. Todavia, se chegamos até aqui, temos que dar crédito ao grupo. Domingo passado, cumprimos uma ótima atuação e, se ela for repetida, as chances da Colina ficam mais reduzidas.

Se valerem as lembranças e a superstição, eu fico com dois jogos Fluminense x Vasco dos tempos em que o Maracanã era o Maracanã: o primeiro, em 1987, com aquele gol de placa de Washington driblando o mundo inteiro até marcar; o segundo, em fevereiro de 1989, com outro golaço do camisa 9 na prorrogação, tocando por cobertura na saída de Acácio, um 3 a 2 histórico pela Copa União. Em ambos, o adversário tinha timaços, muito superiores ao atual. Até mesmo na decisão de 1993, também disputada no meio de semana à noite, quando Pomeroy nos deu uma volta, perdemos o título, mas não o jogo: empate em 0 a 0. E no momento mais difícil da vida tricolor, pelo Rio x São Paulo de 1999, metemos 4 a 2 debaixo de uma tempestade provocada por Magno Alves.

Lembranças e brincadeiras à parte, que seja uma noite de paz e que o Fluminense, contrariando todos os prognósticos formais, chegue à final do Carioca 2018. Um vez alcançado este objetivo, será uma vitória de todos os tricolores, até mesmo daqueles que torcem mais pela política do que pelo clube. Mas estes ficam de lado, pois o que importa é agregar e não destruir.

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Apoiar o Fluminense acima de tudo, mas sem esquecer a decepção que a atual gestão traz a muitos de seus eleitores, dentre eles este humilde escritor. Meu único consolo é que, se não fosse o ruim, teria sido o muito pior.

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Marina Lima, “Novas famílias”. Um dos álbuns do ano. Gata que é gata chega aos 60 com a corda toda, e Marina não deixa mentir em seu mais novo trabalho. Confiram.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#JuntosPeloFlu

Imagem: rap

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