A semana decisiva para o Fluminense (por Aloísio Senra)

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Tricolores de sangue grená, esta semana que se inicia hoje será definitiva para nossas pretensões no primeiro semestre de 2018. Teremos o jogo de hoje, contra o Nova Iguaçu, num provavelmente vazio Maracanã, já que a expectativa de público para esse confronto já não era lá muito elevada mesmo; enfrentaremos o Avaí pelo jogo de volta da Copa do Brasil na Ressacada na quinta-feira próxima, precisando vencer por dois gols de diferença para conquistar a vaga, ou pelo menos por um gol de diferença para levar a decisão para os pênaltis; e fechamos a sequência pela Taça Rio contra a Cabofriense no Moacyrzão. Três jogos em oito dias decidirão nossa sorte.

A partida de mais tarde só será carne-de-pescoço se o Abel colocar um time muito modificado em campo, pois o Nova Iguaçu não ganhou de ninguém na Taça Rio, embora tenha conseguido uma vitória na Taça Guanabara. O time deles é realmente fraco e precisamos aproveitar esta fragilidade para, quem sabe, até mesmo confirmar nossa classificação às semifinais, dependendo dos resultados de Portuguesa x Cabofriense e Volta Redonda x Botafogo. Como não está havendo folga na pontuação, temos que seguir vencendo de qualquer maneira, mas concordo que esse seria o jogo para poupar quem estiver já a ponto de estourar (o que para mim é incompreensível, mas não sou preparador físico).

Não posso falar o mesmo do jogo do dia 15 contra a equipe alvianil: esse certame será muito encardido. Temos time para vencê-los, se nosso bravo comandante não inventar moda, mas eles vão jogar de modo ainda mais retrancado do que fizeram no Engenhão. Logo, a tática nessa partida será fundamental pra não tomarmos gol em contra-ataque, que será o que eles tentarão fazer o tempo todo, pois isso colocará tudo a perder, já que precisaríamos de um placar mais dilatado ainda para alcançar a classificação. O ideal é conseguir um gol logo no começo do jogo e buscar ampliar o placar no decorrer da partida, para forçá-los a sair da sua zona de conforto e, quem sabe, eles mesmos provarem de seu próprio veneno, em um contra-ataque puxado por nosso querido Kuririn.

Já a partida contra a Cabofriense no próximo domingo, pela última rodada da Taça Rio, pode variar de um extremo a outro: ou pode ser decisiva e dramática, ou um descanso para os titulares. Tudo depende mesmo da rodada de hoje. Em caso de vitória nossa, se tanto Portuguesa quanto Botafogo vencerem seus jogos (ou a Portuguesa empatar, mas o Botafogo vencer), ainda precisaremos de uma vitória contra a Cabofriense para garantir a classificação. Caso a Portuguesa perca seu jogo, provavelmente já estaríamos classificados devido ao saldo de gols, que seria difícil para a equipe da Ilha tirar. O mesmo vale em caso de empate do Botafogo. Se empatarmos a partida, aí não terá jeito: ficará para a última rodada. E se este for o caso, precisamos abrir o olho.

A equipe da Cabofriense não é tão fraca quanto as demais. Está em terceiro lugar no grupo B e, dependendo dos resultados da rodada, pode chegar à partida contra o Flu com chances ainda para se classificar. Não foi muito bem na Taça Guanabara, mas se recuperou no segundo turno. Historicamente, a equipe de Cabo Frio já foi uma pedra em nosso caminho algumas vezes, então temos que abrir o olho. Será muito ruim se precisarmos somar pontos contra eles, pois seria o compromisso ideal para Abel escalar uma equipe mista e descansar os titulares que realmente precisarem, já que a sequência vai ser dura, com semifinais de turno e de campeonato, e talvez etapas de Copa do Brasil e Copa Sul-Americana nesse ínterim.

Não sei se Abel tem feito isso, mas é imperativo começar a treinar o time em um novo esquema tático, para ter uma opção clara ao 3-5-2, que começa a ser manjado pelos adversários (vide o 0x0 com o Vasco). O time claramente enfraquece quando joga no 4-4-2, então não acho que seja produtivo usar esse esquema em qualquer circunstância que seja. Talvez fosse interessante deixar Ayrton Lucas avançado como ala mesmo, e escalar Marlon para fazer a consistência defensiva na esquerda, mais ou menos como está sendo feito com Renato Chaves e Gilberto, embora o dente dourado não seja lateral. Ibañez foi mal no último jogo, mas foi um jogo de exceção. Prefiro vê-lo na zaga central no lugar de Gum que, serviços prestados à parte, já não é mais o mesmo de 2009-2012.

Airton, a menos que esteja mal, deve ganhar a vaga de Richard eventualmente na volância. Jadson tem jogado uma barbaridade, mas em determinados jogos é melhor que ele seja o primeiro volante, e que tenhamos um segundo meia ao lado de Sornoza. É imprescindível para vencermos partidas em que nosso Papá esteja demasiadamente marcado. Eu começaria a testar o Luquinhas de qualquer maneira e, se ele não corresponder, apenas deixará claro o quanto precisamos de uma contratação imediata para a posição. O ataque tem sido nosso calcanhar-de-aquiles. Marcos Jr. tem sido guerreiro, mas esse esquema não o privilegia. Antigamente, a função que Gilberto hoje faz era dele. Hoje, ele parece meio deslocado algumas vezes, porque embora se posicione bem, não tem característica de centroavante.

O ideal seria que nosso bravo baixinho tivesse 1,90m, para ser o nosso 9, mas isso é impossível, infelizmente. Os gols de oportunismo que ele tem feito não são possíveis contra adversários com uma zaga alta e/ou forte marcação (como o Vasco). Nessa hora prescindimos de um jogador com a característica de fazer o pivô, disputar (e ganhar) de cabeça dentro da área e realmente incomodar os zagueiros (e não sumir no meio deles). Pedro não é esse cara, e por mais que Abel goste dele, isso não fará o menino jogar bola. Aliás, acho que um empréstimo cairia bem para ele. Ayrton Lucas voltou do Londrina voando. Precisamos urgentemente achar o segundo meia e o centroavante, senão continuaremos capengas e enfraquecidos na hora de decidir contra os grandes. Que esses nomes venham pra ontem.

Curtas:

– Muitos não entenderam como o Sornoza perdeu aquele gol contra o Vasco, então eu explico: ele simplesmente calculou mal a distância entre ele e Martín Silva. Ele não imaginou que o goleiro adversário chegaria a tempo e, quando viu, ele já estava em cima. Ele posicionou o corpo para cabecear no canto que estava à sua frente, e não conseguiu mudar a postura corporal a tempo. Só restou a ele tentar tirar do arqueiro cruzmaltino, o que o fez jogar a bola pra fora. Um pecado aquele chute no segundo tempo ter parado na trave.

– Dudu ainda vestir a camisa do Fluminense após aquele episódio de provocação à torcida que aconteceu logo depois de ele ter marcado contra o Macaé é um acinte. Esse borra-botas faz o primeiro gol pelo time profissional e manda a torcida se ferrar? É muita falta de opção mesmo o Abel precisar colocar esse moleque no banco e depois em campo. Por mim, já tinha sido emprestado para algum pequeno da segunda divisão do Rio.

– Que fim levou o episódio de agressão ao Calazans? Ele seria muito útil hoje no time.

– Por que não o Matheus Alessandro em vez do Dudu, Abel? Por que não o Reginaldo no time titular, Abel?

– Aguirre preferiu o anão do Rio ao gigante Fluminense. Azar o dele. Que venha outro.

– #voltaLaranjeiras

– Júlio César tem sido firme o bastante para merecer a titularidade, mas convenhamos, está também com a bunda virada pra lua. De Amores se lesionou quando poderia estrear e mostrar a que veio, Rodolfo pelo visto não é ameaça à sua posição e essa defesa com os pés evitando o gol contra de Ibañez no clássico foi de uma sorte ímpar. Que continue a leiteria!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri 

#JuntosPeloFlu

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