Fluminense no sangue! (por Babi Braga)

 

Vamos lá: meu nome é Bárbara. Embora o nome seja lindo, pouquíssimas pessoas me chamam assim, então… prazer, Babi!

O convite do Paulo para escrever no PANORAMA me deixou surpresa, bem surpresa na verdade, mas cá estou eu para primeiramente contar como fui apresentada a esse amor de três cores. Prometo tentar ser sucinta.

Vovô e vovó vieram do interior do Ceará com seis filhos e muita garra para trabalhar. O filho mais velho, apaixonado por futebol, foi notado por um olheiro que o chamou para jogar – na época – o “dente de leite”, que era uma das categorias de base das Laranjeiras. Ele foi, porém deveria deixar de estudar a tarde e ir para o turno da noite no intuito de treinar integralmente. Como se tratava de uma criança de 13 para 14 anos, meus avós não permitiram (versão contada por minha mamãe Ana).

Veja bem, a partir daí o Fluminense virou um amor incondicional na família Fonseca. Dona Eunice, minha avó que não está mais entre nós, era o Fluminense (e Portela) na terra e Deus no céu.

Minha mãe Ana ama futebol, respira futebol. Na adolescência fugia para ir aos jogos e já tomou uns pescotapas por isso; afinal, estádios eram lugar para HOMEM.

Muito nova se casou, teve primeiramente Isabela e depois eu. Por ironia do destino, o marido era meu pai, que apesar de ser um ser humano maravilhoso… detesta e abomina futebol. Ok, ela continuou fugindo para ver os jogos (essa é minha mãe!).

Aos meus quatro anos, fui pela primeira vez ao Maracanã. Vinte anos se passaram, e algumas cenas desse dia ainda vêm à cabeça. Não entendia nada, só estava adorando aquilo tudo. E assim eu cresci… em meio a jogos de futebol, idas a estádios, pinturas no rosto, ursinhos do Flu, faixas de campeão e me crescia cada vez mais esse amor incondicional.

O Fluminense é minha principal ligação com a minha mãe, desde bebê, desde o primeiro uniforme. Ela é um exemplo. Ela me educou “tricolormente”, se é que existe, aliás… existe, eis-me aqui!

Ana é mulher. Ana é sócia. Ana é um exemplo de torcedora. Ana é amor. Ana é vibração. Ana é paixão. Ana é clubismo. Ana é: “Odeio o flamengo”. Ana é: “Não posso, hoje tenho jogo do Flu”. Ana tem sangue grená. Ana tem coração fervoroso, a ponto de ir parar no posto médico do Maraca por soprar vuvuzelas em um jogo decisivo. E foi isso que Ana me ensinou: o Fluminense não é só um time, o Fluminense é simplesmente O FLUMINENSE, no amor e na dor.

E Ana me ensinou que a arquibancada sempre foi (embora a sociedade relutasse) e sempre será lugar de MULHER SIM!

Muito obrigada pela atenção. Semana que vem eu volto. ST.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem:bb

 

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