Retrospectiva e perspectivas – Parte III – O Ataque (por Mauro Jácome)

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Por fim, hoje é a vez do ataque (de nervos?) do Fluminense. Um ano em que tivemos Fred até certa parte e, depois, vimos sair da forma como saiu e com sua história jogada no lixo pelo comando tricolor. Isso causou a revolta em muitos torcedores. Óbvio que Fred nunca foi unanimidade, é amado e também odiado, mas ninguém pode negar a sua importância para a nossa história recente.

RICHARLISON

Foi adquirido como o suprassumo da nova geração. Caro toda vida. No entanto, não chegou nem perto do investimento. Não é um atacante com muitos recursos além da velocidade. Por jogar com a cabeça baixa, não consegue ver a movimentação dos companheiros e erra muitos passes, desperdiçando muitos ataques e anulando a qualidade da velocidade. É novo, pode melhorar muito.

MARCOS JUNIOR

O autor do gol do título da Primeira Liga não fez uma boa temporada. Alguns lampejos e alguns gols importantes, mas o saldo não foi positivo. Às vezes, deu aqueles chiliquinhos irritantes. Por outro lado, em alguns momentos foi esquecido pelos técnicos e trocado por outros atacantes piores.

WELLINGTON

Chegou arrebentando. Nem todos que voltam ao futebol brasileiro conseguem uma rápida readaptação. Ao contrário, Wellington voltou e caiu nas graças da torcida. Foi o responsável por boas vitórias, principalmente, em Edson Passos. Sentiu-se muito à vontade lá. Depois, perdeu a motivação e empurrou o resto da temporada com a barriga. Mostrou potencial e, com um técnico de verdade, deve ser muito útil.

HENRIQUE DOURADO

Conceito perfeito de bonde. Para agravar a situação, chegou para ocupar a vaga do maior ídolo recente do Fluminense – Fred. Não tem presença de área, não acha a bola aérea – apesar de ser alto -, não sabe fazer o pivô, é uma tragédia com a bola nos pés. E pensar que o contrato ainda vai longe…

PEDRO

Ante o estágio atual dos homens de área do Fluminense, carrega a esperança da torcida para os gols que sumiram. No entanto, é preciso algum cuidado para não queimar o garoto. A pressão e a irritação da torcida estão muito grandes.

OSVALDO

Ninguém mais o aguenta. Todos não veem a hora que suma das Laranjeiras e, para alegria geral, parece que não emplaca 2017.

MAGNO ALVES

Este merece uma homenagem. Com toda a idade, não faltou ao compromisso. No entanto, não teve o suporte necessário. Sofreu uma grande injustiça de Levir Culpi: depois de uma partidaça contra o Atlético, quando foi responsável por uma virada espetacular, foi preterido vários jogos seguidos. Está de saída e deixou uma história dentro das Laranjeiras.

*** Contratar um cara de área, goleador, em suma, DE QUALIDADE, é obrigação da nova diretoria tricolor. O que fizeram em 2016 foi um absurdo. Dispensaram Fred sob o argumento do custo e investiram muito mais num monte de gente sem a menor condição de vestir a camisa do clube. Se não repararem o erro e com os que ainda têm contrato, a coisa vai ser pior no próximo ano.

ABEL BRAGA

Com todos os prós e contras, gostei da contratação. O Fluminense precisava de alguém com voz e com história para tentar recuperar o desastre que foi o futebol do clube, coincidência ou não, exatamente depois que Abel saiu.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: maj

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