Quando os erros da mídia matam (da Redação)

escola base

No futebol, já virou lugar comum: graças a uma campanha sórdida e planejada, o maior escândalo recente da história do futebol brasileiro teve seu foco desviado de modo a culpar o Fluminense pelos crimes cometidos por terceiros.

Os acontecimentos na rodada 38 do campeonato brasileiro de 2013 hoje passam em largo silêncio daqueles que, outrora defensores da ética e da moral jornalísticas ano passado, agora fingem ter esquecido a situação.

Então o Flamengo escalou André Santos de maneira irregular, seria rebaixado com a perda líquida e certa de quatro pontos em posterior julgamento no STJD e, numa situação que beira o incrível, a Portuguesa escalou Hewerton irregularmente 24 horas, posteriormente foi punida também e o “culpado” foi… o Tricolor.

Numa verdadeira caravana do ódio, difamação, calúnia e outros crimes previstos no Código Penal, comandada por nomes como Fábio Sormani, Judas Kfouri, Antero Treco, Renato Maurício Zandonaide, Flávia Prado, Mauro Cezar Constipação Pereira e outros, a situação chegou a tal ponto que torcedores do Fluminense passaram a ser acossados, ofendidos e agradidos em vários lugares do país, numa situação que até hoje não foi contornada devidamente e, como sempre, sem qualquer retratação dos criminosos da mídia, sempre a utilizarem o argumento da liberdade de imprensa para validar uma inacreditável imunidade constitucional. Por pouco, não houve assassinatos.

Contudo, a deturpação midiática a serviço da mentira e do lucro criminoso, pouco importando a fidedignidade dos dados, nem de longe é exclusividade do futebol no Brasil.

Recentemente o período eleitoral também registrou um número sem par de manchetes e matérias descompromissadas com a veracidade dos fatos, tendo como único objetivo influir nos resultados finais de modo a favorecer interesses privados.

Um dos casos mais aviltantes de deturpação midiática no Brasil aconteceu em 1994, em São Paulo.

A escola de educação infantil Base foi noticiada como palco de orgias sexuais infantis, num verdadeiro cenário de horror.

Seus proprietários, o casal Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada, mais a professora Paula Milhim Alvarenga e o seu esposo, Maurício Monteiro de Alvarenga, foram injustamente acusados pela imprensa de praticar atos de pedofilia contra alguns alunos de quatro anos de idade.

O caso da Escola Base tornou-se um marco de atitudes precipitadas e muito questionadas por parte do delegado policial responsável pelo caso, que supostamente teria agido pressionado pela mídia televisionada e pelas manchetes jornalísticas. 

Em 1995 Icusiro, Maria, Paula e Maurício moveram uma ação por danos morais contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo.

Em 2007, Maria morreu em decorrência de um câncer.

Em abril de 2014, Icusiro faleceu, sem ver a sentença definitiva contra os que destruíram sua reputação e patrimônio.

Algumas indenizações dos processos foram pagas; entretanto, não constituíram plena reparação.

Os órgãos de imprensa processados por danos morais foram os seguintes: Folha de São Paulo, Estadão, Rede Globo, SBT, Record, Rádio e TV Band, revistas Istoé e Veja.

Se você vê qualquer semelhança entre os nomes das empresas acima e a perseguição contra o Fluminense, principalmente em 2013/2014, tenha certeza: é tudo apenas “coincidência”.

Confira abaixo o programa “Caminhos da Reportagem”, da TV Brasil. Uma excelente reflexão sobre crimes de mídia e o que vemos nas manchetes esportivas regularmente.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

4 Comments

  1. E a entrevista do presidente da lusa ao Jorge Nicola, no yahoo esportes, ninguém da imprensa fez qualquer comentário

  2. O silêncio da fra-press não é nenhuma surpresa. O problema maior é o silêncio da diretoria do Fluzão. Não movem uma palha. Saudações tricolores.

  3. Nem irão Fazer Comentário Nenhum. Essa Imprensa Marrom, ou Sei Lá o que, Quer Mais é que Isso Tudo Caia no Mais Completo Esquecinento. Imprensa Injusta, Parcial, Desonesta, Pilantra, Safada, Bandida, Rabo Preso, etc.

  4. Nem irão Fazer Comentário Nenhum. Essa Imprensa Marrom, ou Sei Lá o que, Quer Mais é que Isso Tudo Caia no Mais Completo Esquecinento. Imprensa Injusta, Parcial, Desonesta, Pilantra, Safada, Bandida, Rabo Preso, etc.

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