Pontos sem jogar (por Marcelo Vivone)

Quando a fase é boa, mesmo sem entrar em campo o Fluminense ganha pontos na tabela. Foi isso o que aconteceu na noite de quarta-feira. Com o empate do segundo colocado, o tricolor pôde contabilizar mais 2 pontos na sua campanha pelo tetra. O time está agora 8 pontos à frente do seu concorrente mais próximo e, portanto, muito próximo do grito de campeão.

Obrigado a jogar “a vera”, um dos nossos rivais regionais, conhecido por sua pouca dignidade e moral duvidosa quando o assunto é perder pontos para nos prejudicar, conseguiu arrancar um empate até certo ponto surpreendente na casa do Galo. Ainda mais porque jogou com menos 1 jogador durante todo o 2º tempo.

Impressionante como o treinador Cuca reclama e chora. Mais incrível ainda é a desfaçatez de lembrar somente os lances que lhe convém na hora em que tem um microfone à sua frente. Não sei se é falta de caráter ou algum complexo de perseguição. Sua visão distorcida de todos os jogos do Atlético lembra-me muito uma das características de pessoas esquizofrênicas.

Não é possível a uma pessoa normal, sem problemas psicológicos ou de caráter, que ele não tenha visto a quantidade de faltas que seu time fez, ou a falta absurda que o juiz marcou a seu favor no final do jogo e que culminou com a cobrança de falta do Dentuço na trave. Um parêntese: será que se essa bola entra a imprensa iria fazer o mesmo barulho que fez por conta da falta que originou o 2º gol do Fluminense no jogo contra a Ponte?

E será que o treinador chorão não acha estranho que o seu time tenha jogado com um jogador a mais durante todo um tempo em 397 jogos que fez em casa nesse campeonato? Mas é claro que é muito mais fácil culpar terceiros pela incompetência de seu time de, diante da sua torcida, não conseguir ganhar de um time inferiorizado numericamente e que disputa no campeonato somente pela sua permanência na 1ª divisão.

Pensando bem, acho um mal para um clube grande a contratação do Cuca. Tal como fez com o Botafogo, está transformando o time de Minas em um clube de chorões. Muito por sua influência, o comportamento da torcida e dos próprios jogadores é o mesmo: qualquer lance é contestado e em qualquer disputa de bola na área do adversário é cobrada a marcação de pênalti. O próprio Ronaldo dentuço que nunca foi de reclamar, não para de gesticular e cobrar algum tipo de favorecimento ao pobre do juiz. Isso definitivamente não é futebol.

Bom, mas o tricolor não tem nada com isso e está cada vez mais próximo do título. Na próxima rodada tem talvez o adversário mais difícil dos 5 que faltam. O jogo contra o São Paulo no Morumbi será duríssimo, muito por conta da bela fase que passa o garoto Lucas. Como joga bola esse menino e que velocidade ele tem. É muito difícil pará-lo e uma pena que já esteja de partida para a Europa.

Mas o Fluminense também tem suas armas, principalmente com a habilidade e a velocidade de Nem e o senso de definição de Fred. O time certamente jogará explorando os contra-ataques que são a sua grande arma. Saliento apenas que o time não pode abusar de dar espaços para o adversário e ficar se defendendo durante os 90 minutos.

Projetando a pontuação após a rodada do fim de semana, acho que, no mínimo, a diferença ao seu final subirá para 9 pontos. Acredito que o Fluminense consiga pelo menos um empate e que o Atlético sairá derrotado do Couto Pereira. Se o Coritiba repetir a atuação que teve contra nós na última rodada, tem tudo para vencer o time mineiro.

Por ora, a expectativa do título é grande, mas é ainda somente uma expectativa. Mesmo a configurar-se a rodada conforme descrito acima (assim espero), ainda não seremos matematicamente campeões. Nesse caso, ficaríamos com pelo menos 9 pontos de diferença em um total de 12 a serem disputados e ainda teríamos que esperar mais 1 ou 2 semanas para comemorar. O pré-campeonato, como bem descreve o amigo Paulo Andel, é coisa de outro time da zona sul.

 

Marcelo Vivone

Panorama Tricolor/ FluNews

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin

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