Perseveremos, pois (por Paulo-Roberto Andel)

Vencendo o Atlético Paranaense no próximo domingo, naquele horário de matar, o Fluminense volta a brigar na parte de cima da tabela. Num campeonato onde quase todo mundo é japonês, quem se aplicar e tiver mais energia nos 90 minutos estará entre os maiores pontuadores.

Ainda que a derrota para o Botafogo tenha sido muito injusta (e também com bobeiras nossas), ficou o clima positivo do campo: o Flu brigou, lutou, atacou, pressionou e, se tivesse conclusões melhores – sem o Jefferson de goleiro -, poderia perfeitamente ter empatado ou vencido o Clássico Vovô. Fomos muito superiores.

Há muito tempo não vivemos duas semanas de quase paz: a vitória em Salvador, a batalha na altitude e, apesar do resultado do clássico, vimos o Fluminense como ele tem que ser, independentemente de dinheiro ou escalação: grande, pra cima, ousado, valente, Fazendo jus à sua tradição de coletividade, de sentido de equipe. O assunto voltou a ser o Fluminense e não a eterna luta política do clube.

É claro que, se tivéssemos grana para contratações, o patamar seria outro. Imagine um meia de velocidade e força alternando com o Sornoza, ou um atacante matador, demolidor, atazanando as defesas e tabelando com Pedro, hein? Sonhar não custa nada, mas vamos em frente.

O principal: sentir que, apesar dos inúmeros problemas extracampo, dentro das quatro linhas o Fluminense está sendo honrado por seus jogadores, que passam por cima de todas as limitações pessoais para o máximo dos onze.

Se é o que podemos ter, que seja a mil por hora, na pressão. É bem melhor ver gente com vontade, com disposição e atitude do que velhos grandes nomes entediados.

Que assim continue, e espante os maus agouros de vez. Ninguém está falando de título, nem de G4, mas de um time de pegada, de vontade, ignorando os diagnósticos de pré-rebaixamento. De dignidade.

Perseveremos, pois.

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Outro dia alguém cochichou sobre o Orejuela, ou ele mesmo, tentando a cavadinha.

Se tiver aprendido a lição, parado de sacanagem e se dedicar como o time atual faz, acho um reforçaço havendo a hipótese de retorno, por menor que seja. Mas somente nestas condições, sem abrir mão de um milímetro.

De resto, joga como poucos: cabeça erguida, precisão no passe, desarmes.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#JuntosPeloFlu

Imagem: rap

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