Sem palavras (por Ise Cavalieri)

DOWNLOAD GRÁTIS – LIVRO “RODA VIVA”

PROCESSO PARA DESTRUIR O LIVRO “DUAS VEZES NO CÉU”

Sempre fui do tipo de torcedora que acreditava de todas as formas no Fluminense, por mais impossível que parecesse, mas após o jogo contra o Grêmio, ainda pela Copa do Brasil, meus olhos foram cada vez mais abertos e por mais que tentasse, não conseguia mais levar fé nesse elenco, com uma ou duas exceções.

Mais um ano que me fez perder a vontade total de apoiar, indo pela Instituição. Confesso ter sido surpreendida com a atuação do time no primeiro tempo do segundo Fla-Flu. Por alguns bons minutos acreditei que o nosso Fluminense havia voltado, até virem as substituições equivocadas, até o Romarinho entrar em campo, até começar a perder todas as bolas… Até recuar o time.

Por que, Abel? Por que, Fluminense?

Aqueles minutos de alegria, de orgulho, de ver o time dominando, atacando, goleando, virou motivo de vergonha. A obrigação de vitória até poderia ter sido do Flamengo, mediante a folha salarial, diferença técnica etc., mas, pior que isso foi o fato de termos aberto vantagem e simplesmente entregar a classificação nas mãos do rival.

Com todos os problemas desse ano, embora o placar fosse totalmente reversível, não conseguia enxergar uma “virada”, uma classificação, mas ver o time jogando de maneira tão “fácil” fez a esperança saltar dentro do peito e começar a sonhar com as semifinais da Sul-Americana.

Mais um ano jogado fora, como todos os outros desde 2013, apenas pensando nos 47 pontos, contra o rebaixamento no Brasileiro. Talvez a ficha não tenha caído ou simplesmente tenha ficado um sentimento de “sei lá”, de não saber explicar. A minha coluna número 100, que poderia ter vindo com um toque de alegria, foi escrita com sentimento de perplexidade, com uma ponta (enorme) de tristeza. De não conseguir colocar para fora uma palavra se quer.

Sensação estranha, de vazio, de não conseguir mais falar sobre os erros, substituições, posicionamentos. Para alguém que sempre acreditou, apoiou e esteve presente, esse sentimento é muito pior do que o de raiva. Talvez seja um “eu sabia”, talvez seja medo do que virá pela frente ou o medo de não ter mais certeza de um futuro.

O apoio jamais deixará de existir, o orgulho de ser Fluminense jamais desaparecerá, mas o que aconteceu nessa quarta-feira, não será superado tão cedo…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @isefinato

Imagem: ise

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres