Palmeiras 3 x 1 Fluminense (por Felipe Fleury)

Não dá para resenhar uma partida do Fluminense atual sem considerar a interminável lista de desfalques, que hoje ganhou mais um nome: Luiz Fernando. Mas não dá para deixar de considerar, também, a insistência de Abel Braga com Marquinho e os repetidos erros de uma defesa que, se não receber reforço, deverá ser uma das mais vazadas ao fim do campeonato.

O Flu até que fez um primeiro tempo razoável. Ainda durante o alvoroço decorrente da lesão – tomara que não seja mais grave – do Luiz Fernando, por quem eu estava começando a me afeiçoar, o Palmeiras fez o seu primeiro gol: a partir de uma cobrança de lateral. O time ainda estava se arrumando, após a entrada de Nogueiro e o deslocamento de Henrique para o meio, mas a falha foi grotesca.

O Tricolor passou, então, a buscar o empate, mas como Wendel, Scarpa e Lucas estavam muito mal, as jogadas só se desenvolviam pela esquerda com Calazans. Assim, após bela jogada do jovem Tricolor, Dourado recebeu de frente para o gol e bateu de primeira para empatar o jogo e isolar-se na artilharia da competição.

Equilibradas as ações, o Flu jogava um “feijão com arroz”, mas não sofria sustos. Ao perder uma bola que não poderia ter perdido, porém, no campo de defesa, Dourado deu ao Palmeiras a oportunidade que esperava. Após boa jogada pela direita, o jogador palmeirense passou fácil por dois do Flu e cruzou para o seu companheiro, que se livrou com tranquilidade de Nogueira e virou para o Porco.

O Flu ainda poderia ter empatado, com o mesmo Dourado, que livre, na cara de Prass, chutou para uma excelente defesa do goleiro palmeirense.

Os primeiros momentos do segundo tempo indiciaram que o Palmeiras havia melhorado e o Flu mergulhara numa apatia tétrica, que nem a saída de Marquinho, aos 16’, corrigiu. Como disse o comentarista do Premiére, Vilaron, o Flu jogava como se estivesse vencendo. Sem qualquer opção ofensiva, o Tricolor sequer chegou ao gol de Prass. Calazans, que esteve bem no primeiro tempo, foi anulado no segundo e aí morreu a única jogada de ataque do Flu.

Aos 46’, me corrijam se estiver errado, o Calazans cruzou da direita para Marcos Junio cabecear livre, em cima do goleiro palmeirense. A chance de um empate morrera ali. Num contra-ataque, um minuto depois, o Palmeiras aproveitou a desorganização defensiva Tricolor e fechou o placar marcando o seu terceiro e definitivo gol.

A equipe comandada por Cuca estava há quatro jogos sem vencer e marcar gols. Venceu e marcou três contra o Flu. Portanto, não há como se tapar o Sol com a peneira. Embora, como disse, a bruxa esteja à solta nas Laranjeiras, algo é preciso ser feito para reforçar o elenco. Um zagueiro e bom e, agora, com a iminente saída de Richarlisson, também um atacante com suas características.

O Fluminense não tem elenco para suportar tantos desfalques por tanto tempo e a consequência será o despencar gradual e inevitável na tabela. Também tem o Abel. Juro que tentei ser paciente com Marquinho, mas não vi, nos 60 minutos em que esteve em campo, qualquer relevância para o jogo do Flu. Não atrapalhou, mas não ajudou, não teve qualquer ímpeto ofensivo e não tornou o sistema defensivo mais seguro. Uma nulidade.

Abel precisa rever alguns de seus conceitos. A começar por Marquinho.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

Imagem: f2

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