O time de um tempo só (por Paulo Rocha)

Aconteceu nos duelos contra o Goiás, pela Copa do Brasil. No primeiro tempo contra o Vasco, na semifinal do Carioca, e nos dois Fla-Flus decisivos da mesma competição. E também nas duas partidas contra o Liverpool, do Uruguai, pela Copa Sul-Americana. Pelo que temos visto nestes jogos, o Fluminense, que foi tão elogiado no início da atual temporada, se transformou  num time de um tempo só.

Não sei se é falta de concentração, de empenho ou do que for. Mas a constatação é essa: dos 90 minutos das partidas, só conseguimos jogar bem em 45. Não sei o que acontece no vestiário durante o intervalo. E torna-se mais difícil compreender já que não há uma regra exata: às vezes o time vai bem no primeiro tempo, porém, mal no segundo. E vice-versa. Tornou-se quase utópica a ideia de que iremos cumprir bom papel durante o tempo integral.

O jogo com o Liverpool, no Centenário, foi de dar pena. Senti vontade de desligar a televisão e até agora não sei por que não o fiz. Só pode ser explicado pelo amor que nutro pelo Fluminense e que me faz sonhar com uma melhora repentina, uma substituição que dê resultado… Mas foi um esforço danado ir até o apito final.

Talvez seja a hora de Abel mexer no time. Orejuela, por exemplo, já não está bem há algum tempo. Wellington idem, Richarlison, ibidem. É preciso dar um choque nos caras. O treinador tem a obrigação de detectar o que ocorre e tomar as devidas providências.

Espero que domingo, contra o Santos, no Maracanã, não comecemos o Brasileirão fazendo vergonha. O adversário é um time de muita qualidade e que, graças a Deus, também jogou no meio de semana, fez a até uma viagem mais desgastante que a nossa – foi a Belém-PA e venceu o Paysandu por 3 a 1, pela Copa do Brasil. O time paraense, por sinal, é melhor do que o uruguaio para o qual perdemos.

Vou confessar: a pífia atuação diante do Liverpool me fez pensar em desistir de ir ao Maracanã no domingo. Mas como eu já havia prometido ao meu filho, não irei frustrá-lo.  Estaremos lá para empurrar o time e torcer para que, além de conseguir uma vitória, o Fluminense possa mostrar que não esqueceu como se joga futebol. Durante os 90 minutos, é claro.

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Começo a achar que a estratégia de não promover logo a volta de Gustavo Scarpa (ou pelo menos de relacioná-lo) tem a ver com o fato de não perdê-lo na janela de meio do ano.  Precisamos muito dele. Deixar Sornoza sozinho na tarefa da criação chega a ser covardia com o equatoriano, que não se omite, mas não consegue resolver o assunto sozinho.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paro

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