O STJD e a festa na zona (por Marcus Vinicius Caldeira)

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O futebol brasileiro é uma verdadeira festa na zona. Um vale tudo sem fim. Um retrato da corrupção sistêmica e endêmica no Brasil. Uma vergonha, com o beneplácito de quem deveria cuidar pelo cumprimento das regras, o STJD.

Já tivemos de tudo no futebol brasileiro da década de 1980 para cá: Papeletas Amarelas em 1986; José Roberto Wright expulsando meio time do Atlético Mineiro na Libertadores de 1981, colocando o Flamengo na outra fase por decreto; caso Ives Mendes de compra de juízes, articulado por Corinthians e Atlético Paranaense em 1996; o escandaloso campeonato do Corinthians de 2005 com anulação de resultados; o caso Sandro Hirochi em 1999; a Flamenguesa, onde na maior coincidência do futebol brasileiro, o Flamengo escala um jogador irregular no sábado, seria rebaixado e, no dia seguinte, a Portuguesa escala um jogador irregular salvando o Flamengo do rebaixamento. Que coisa, não?

A nova moda que surgiu nos últimos dois anos foi a interferência externa ilegal em decisões de arbitragens. Ia dar merda. Deu, no Fla-Flu. O final todos sabem.

Para completar, o STJD acata o pedido do Fluminense para julgar o mérito e depois volta atrás. São mais frouxos e canalhas que os juízes do jogo.

Na boa, tem de ser muito apaixonado para continuar assistindo a essa palhaçada. Jogos e mais jogos sendo decididos não no onze contra onze em campo, mas sim por árbitros e agora pelo tira teima mequetrefe da TV Globo. E não me venham com o discurso vazio de que o resultado de campo tem de ser mantido, pois o resultado de campo no último Fla-Flu deveria ser 1 a 1 já que, no primeiro gol do Flamengo, Rever, à frente de Julio Cesar, está em condição ilegal. Mas, nesse caso, não teve interferência externa. Ela é seletiva.

Sou totalmente favorável à adoção da tecnologia para auxiliar a juizada. O jogo hoje é muito dinâmico, corrido, difícil para o árbitro marcar. Mas isso tem que ser institucionalizado e não esse “rebu na encruza” tupiniquim.

E a imprensa? Essa se presta a um papel nefasto de legitimar isso tudo. Até hoje não apuraram o FlaLusaGate, Ficou por aquilo mesmo.

Uma vergonha.

O futebol brasileiro – que me perdoem as putas que ganham seu dinheiro honestamente – é uma verdadeira festa na zona.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: mvc/party

4 Comments

  1. Tô achando que o presidente deste tribunal de m***a, fez uma pesquisa informal entre os julgadores e viu que ia dar ruim pro time do capeta que não teria os votos pra manter o resultado, então chamou o procurador pra dar essa moral e dizer que o que está fartamente documentado, na verdade não ocorreu. Não precisava nem ter medo do Flu, só respeito seria suficiente.

    ST

    1. Esse ruy castro eu até achava que era alguém, mas esta coluna dele foi de uma canalhice sem tamanho.

      ST

  2. Ahhhhh…que saudades do delegado Antonio Lopes! Quando ele achava que o lance prejudicava o time dele, entrava no campo, dava uma peitada no juiz e ameaçava dar ordem de prisão.
    E o Leão…lembram dele? Entrava distribuindo porrada.
    Agora, vencedor foi sem dúvida o Príncipe Fahd Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sababe. Após o juiz validar o gol legítimo da França contra o Kuwait (1982), ele invadiu o campo e com o dedo no nariz do juiz, disse: “شخص فجر صافرة. أي هدف”. Gol anulado!
    Viva a…

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