O momento de perdas no Flu (por Crys Bruno)

Oi, pessoal.

Abel comemorou que estamos há cinco jogos sem perder. Na visão dele, isto é um feito a ser comemorado. Entendo. A competição está embolada e perdemos por muitos jogos os dois mais importantes jogadores: Sornoza, pela habilidade em segurar a bola no meio, e Welington Silva, o atacante que fura as linhas com o drible frontal.

A queda era esperada; por fim, foi técnica. Mas então o crescimento de Wendel, a entrada de Calazans no ataque e o retorno do Scarpa costuravam a manutenção do perfil de time com intensidade, tanto na transição de jogo e meio-campo quanto com bom passe. Mas onde estava o camisa 10 para ditar a cadência? Para acalmar, explico que segurar a posse é a premissa porque o contra-ataque não é regra, mas sim golpe fatal.

Esse camisa 10 vinha sendo Sornoza. Mesmo o equatoriano sendo segundo atacante ou o meia ofensivo, suas habilidades lhe permitem exercer essa função tão rara e fundamental para o equilíbrio do time.

Esse camisa 10 não é nosso querido Gustavo Scarpa. Este tem a leitura, escolhe a jogada certa, mas não a executa com precisão porque não possui fundamentos necessários para a função. Está quebrando um galho.

Juntem isso as perdas de critério do Abel, para citar algumas:

– Mascarenhas e Norton são lançados no Fla x Flu e fazem muito bom jogo. Na partida seguinte, Mascarenhas é barrado. Norton, pelo retorno do titular, Orejuela, retorna para o banco.

– Na última partida, ficamos sem Wendel. Norton, o reserva imediato, perde a vaga para Marlon, que chegou “ontem” do Samorin da Eslováquia e pulou a fila. Pior: em vez de liberar o Orejuela para segundo volante, por ser mais técnico e ter o passe vertical, como ele atua na Seleção equatoriana, Abel posicionou o Marlon Freitas à frente. Com Scarpa perdido, fora da sua posição e Marlon Freitas responsável pela saída de bola, até o meio-campo do Bahia nos engole.

Isso sem lembrarmos de certas invenções como Renato de atacante aberto pela direita, Calazans na lateral e “os Marquinhos e Marcos Juniors” da vida. Sem falar que Lucas Fernandes e Maranhão são invisíveis. Olhe que para a maioria da torcida, ano passado, Richarlison e Henrique Dourado foram tratados com a mesma indiferença…

Sim, vivemos um momento de perdas. Os comemorados cinco jogos sem derrotas, comemorados por aqueles cujo objetivo é evitar o rebaixamento e, outros, compreensivos pela juventude do time, não se justificam porque os erros nos gols sofridos raramente vieram dos meninos.

O momento de perdas de pontos que estavam ganhos, bem como perdas de foco por conta da janela de negociação que deve nos tirar o Calazans e Wendel (os melhores revelados esse ano), provavelmente negociados a preços de banana porque o Fluminense deve milhões a empresários/investidores (como a maioria dos clubes brasileiros), deixando os raspa tachos como Richarlison, Marcos Jr. e cia., têm me afligido.

Todo momento de perdas é como uma tempestade. Mas ela não cai somente no Fluminense. Por isso torço que, finda a janela de vendas, com o retorno do meu príncipe de Manabí, o time se reencaixe e arranque com a garotada que ficar, focada, para a conquista do G4 e/ou da Sul-Americana.

Toques rápidos:

– Sem o Ceifador, mas com o retorno de Richarlison, espero que Abel o centralize, jogando com Wellington Silva e Calazans abertos. Mas o principal num time: que o meio-campo, caso Wendel não retorne, não tenha Marlon Freitas de armador com Orejuela jogando na cobertura dele, e sim o contrário.

Aliás, por que não o Norton de primeiro novamente, já que foi bem contra o Flamengo?

– Chega de perder… pontos ganhos. Chega de inventar, retomando o foco. Que seja hoje contra o Botafogo, no Maraca. Porque se ainda não é tempo da bonança que, ao menos, a tempestade diminua, trazendo “chuva com sol, casamento de espanhol” e a vitória do Fluzão.

Ao Maraca!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @CrysBrunoFlu

Imagem: bic

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