Por que os agressores do Scudi ainda estão soltos? QUEREMOS JUSTIÇA! (por Antonio Gonzalez)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

No empate de ontem na cidade de Cariacica-ES, considerado pelo Abel Braga como uma derrota, algumas constatações:

• Xerém está nos dando subsídios que permitem dizer que começamos a ter mais do que um time, estamos formando um elenco;

• O Wendel não é um diamante bruto e sim uma GRANDE pedra preciosa;

• O Osvaldo, o Marquinhos, o Gum, o Pierre e o Maranhão deveriam ser colocados para treinar à parte, se possível em horário alternativo, tipo 6 da manhã.. e em Xerém;

• O Diego Cavalieri, infelizmente, jamais voltará a ser o goleiro de 2012;

• A bola aérea continua sendo o terror para a nossa defesa.

O certo é que os Moleques de Xerém estão crescendo e, hoje mais do que nunca, acredito que o Fluminense esteja próximo a repetir, com alguns ajustes, o feito dos “Meninos da Vila” de 2002. Basta com que a nossa torcida tenha a paciência necessária.

Sem embargo, enquanto dentro das quatro linhas o ziriguidum está funcionando as mil maravilhas, o mesmo não posso dizer das arquibancadas Tricolores.

Temo, diante do vazio de soluções, tornar-me repetitivo, mas é correto afirmar que a vaidade tomou conta de todos que se veem como possíveis lideranças. Falo com a tranqüilidade de quem há algum tempo apregoa que a torcida do Fluminense deve ter uma arquibancada única.

Apregoo, mas é nítido que é pregação para o deserto.

Seja porque as Organizadas não abrem as suas mentes, seja porque a Bravo 52, que é hoje o maior grupo, ache que tem a maturidade suficiente para seguir o seu caminho, seja porque quem de direito acredite que tem todas as respostas, seja porque o Fluminense abre mão da experiência de pessoas como eu e como o Campinho, que sem falsa modéstia (e falo sem consultar o mesmo), mas com humildade, fomos as últimas grandes lideranças dos anos 1980, 1990 e 2.000 que moveram as massas, que nunca foram massas atrasadas, nas arquibancadas.

O que acontece hoje é de fácil leitura: cada um faz o que quer, na hora que quer… seja ao decidir que tem que ser mosaico no primeiro jogo, seja em esquecer o talco, seja em não abrir mão do seu bandeirão.

TODOS TEM RAZÃO…

e…

quem sou eu para questionar?

O certo é que agora tem entendido para tudo, principalmente para ditar o rumo das coisas: tem que levar batida argentina, peças de nylon sem afinação, batida reta sem viradas e sem 1ª e 2ª de marcação, com velocidade de tartaruga.

Ora bolas, disso eu, Antonio Gonzalez, tô fora.

A cara da torcida do Fluminense sempre foi outra e para nada tem que ver com o atualmente proposto, nem mesmo serve juntar tudo e colocar no liquidificador, porque o suco certamente sairia aguado.

É preciso ver na frente – e isso a torcida do Cruzeiro viu -, juntamente com o seu Departamento de Marketing, bateria única, canto unificado, cada grupo mantendo a sua identidade, sem endeusamentos às causas próprias. Bem ao estilo do que faz o Frente Atlético, do Atlético de Madrid, desde 1983: torcida unificada, um paredão de bandeirinha de corner até a outra bandeirinha de corner.

E nós por aqui no Fluminense?

Esquecemos as nossas tradições, não temos força junto ao GEPE, cada um atira no que vê, desde que seja em causa própria.

Então… o que eu decidi fazer, uma vez que ninguém quis a minha mão estendida?

Resolvi sorrir para a vida e rir de tudo o que eu vejo de errado… e quem não gostar… que reclame, que se desculpe… mas que não me tente convencer…

Menos ainda me calar!

Vou bater palmas para o correto e criticar o equivocado… só que se alguém reclamar, vou rir mais ainda.

Espero que os torcedores Tricolores entendam este texto, saibam ler nas entrelinhas e, que o clube comece a pensar, de fato, quais são as melhores soluções.

Com certeza, o medo não pode passar perto.

É só procurar saber o que o Presidente do Barcelona, Joan Laporta, fez a partir de agosto de 2003 com os Boixos Nois e o Presidente do Real Madri, Florentino Perez, com os Ultra Sur, em 2013… Ou se pega o touro à unha, pelo chifre, ou nada será realizado, por melhor que seja a intenção.

Portanto, neste momento, com relação ao quesito torcida do Fluminense e os seus novos rumos, eu não vou dar um passo atrás, vão ser 10… por antever o fracasso.

Oxalá, na próxima quarta-feira a nossa torcida leve o nosso time nos braços em direção não só a uma vitória, mas também a uma goleada que nos permita dizer que já estamos classificados.

Num momento em que os assassinos do botafoguense Diego Silva dos Santos, no entorno do Engenhão, já foram identificados, tiveram a prisão decretada, com o resultado da maioria presos e até mesmo os playboys que mataram o turista argentino Matías Carena, que foi espancado na saída de um bar em Ipanema, também foram identificados, tiveram a prisão decretada e um deles já foi preso… Lamento apenas que os ILUMINADOS, que de tudo sabem na torcida do Fluminense, nada conseguiram junto à Polícia Civil para a detenção dos quatro integrantes da torcida do Clube de Regatas Vasco da Gama, que de forma covarde e selvagem, agrediram o Tricolor Pedro Scudieri, na noite do domingo, 05/02/2017…

Por que será?

A parada do argentino foi na madrugada do dia 26/03/2017 e a do botafoguense foi no dia 12/02/2017… Ou seja, ambas em datas posteriores à agressão ao Scudi, que ainda se encontra internado e em estado delicado de saúde.

Ou alguém vai me dizer que não existiam câmeras nas cercanias das Ruas Eurico Rabelo e São Francisco Xavier naquele 05 de fevereiro?

Ou alguém vai me dizer que o sangue dele vale menos que o sangue de outras pessoas? Ou que a tentativa de assassinato e a formação de quadrilha não são elementos para levar para o xilindró quem deles participa?

Ora, senhores líderes, sub-líderes e representantes da torcida do Fluminense… Antes de cagar qualquer tipo de regra, defendam aos seus…

E eu não falo de defesa física, porque isso é para poucos e, nos novos tempos pertence somente à Polícia Militar e Civil… Eu falo de defesa INSTITUCIONAL, tanto por parte do clube, mas PRINCIPALMENTE por quem se mete a liderar a torcida do Fluminense.

E quando se trata de gente, de ser humano, só existe uma lei: ou se cuida ou se cuida.

De outra forma, se não sabe brincar não desce para o play!

Está dado o toque.

Dedico essa coluna a dois jovens Tricolores que faleceram este fim de semana, no sábado: Cristiano Calil, de 36 anos, vítima de sórdida enfermidade, e Yago Viana, o Don, de 21, vítima de um fortíssimo acidente de trânsito no Aterro do Flamengo. Eram garotos que como eu que amavam o Fluminense. Que tenham descanso eterno, assim como as suas famílias encontrem a paz nestes momentos de dor.

De resto, que tal colocar mais de 50 mil Tricolores no Maracanã!

Fica o desafio… a Sul já esgotou, façamos a nossa parte!

Vencer ou Vencer, sempre!

PS – Para nada sou o dono da verdade, mas sim da minha história.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon

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