#JuntosPelaPrimeiraLiga (por Marcus Vinicius Caldeira)

Caldeira Vermelho

Quarta-feira, finalmente, começa a Primeira Liga (Copa Sul-Minas-Rio), campeonato organizado pela Primeira Liga do Brasil e que conta com doze clubes: Fluminense, Flamengo, Internacional/RS, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, América Mineiro, Atlético Paranaense, Coritiba, Criciúma, Avaí e Figueirense.

Com campeonatos regionais deficitários, mal organizados, que atendem apenas às respectivas federações que parasitam os grande clubes do Brasil e a CBF envolvida em dezenas de escândalos de corrupção, os grandes clubes brasileiros resolveram criar um novo torneio e fundaram uma liga, seguindo o sucesso da Copa do Nordeste.

Rompidos com a carcomida e corrompida Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Flamengo e Fluminense resolveram aderir de pronto à nova causa.  A Federação não deixou barato, tirou as cotas de TV de Flamengo e Fluminense (a TV passa os valores financeiros à Federação que repassa aos clubes) e pior: movimentou peças na CBF (principalmente Walter Feldman) para que esta combatesse e tomasse posição contrária à realização do torneio.

A CBF e a FERJ esbravejam, ameaçam, fazem terrorismo, mas os clubes estão amparados pela Lei Pelé, priincipalmente nos seus artigos 16 e 20. Vejamos:

Art. 16.  As entidades de prática desportiva e as entidades de administração do desporto, bem como as ligas de que trata o art. 20, são pessoas jurídicas de direito privado, com organização e funcionamento autônomo, e terão as competências definidas em seus estatutos ou contratos sociais.

Art. 20. As entidades de prática desportiva participantes de competições do Sistema Nacional do Desporto poderão organizar ligas regionais ou nacionais.   

§ 2o As entidades de prática desportiva que organizarem ligas, na forma do caput deste artigo, comunicarão a criação destas às entidades nacionais de administração do desporto das respectivas modalidades.

§ 3o As ligas integrarão os sistemas das entidades nacionais de administração do desporto que incluírem suas competições nos respectivos calendários anuais de eventos oficiais.

§ 4o Na hipótese prevista no caput deste artigo, é facultado às entidades de prática desportiva participarem, também, de campeonatos nas entidades de administração do desporto a que estiverem filiadas.

§ 5o É vedada qualquer intervenção das entidades de administração do desporto nas ligas que se mantiverem independentes.

§ 6o As ligas formadas por entidades de prática desportiva envolvidas em competições de atletas profissionais equiparam-se, para fins do cumprimento do disposto nesta Lei, às entidades de administração do desporto.     

Ou seja, a Lei Pelé permite a criação de ligas independentes e veda a intervenção de entidades como CBF e FERJ nas ligas.

Mas vamos esquecer por ora as leis. Analisemos a questão política. Na nova Liga estão seis dentre os doze gigantes do futebol brasileiro. Dos doze integrantes, dez participam da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro da CBF, ou seja, metade dos participantes do Campeonato Brasileiro pertencem à nova Liga. Se estes se mantiverem unidos, vocês acham que a CBF irá peitar e ameaçar a existência da sua principal competição de clubes?

O fato é que a Primeira Liga começa nesta quarta dia 27/01 com três jogos: Fluminense x Atlético/PR, Flamengo x Atlético/MG e Internacional x Criciúma. A Globo já pagou pelo campeonato.

A hora é essa.

Que os torcedores desses doze times encampem o campeonato. Que compareçam aos estádios e divulguem-no ao máximo.

E que aqui no Rio boicotemos o Campeonato Carioca, com público zero em jogos de Flamengo e Fluminense.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: mvc/pra

#ForaFerj #ForaCBF

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