Heroísmo, o tempero da vitória do Fluminense

O triunfo de 2 a 1 sobre o Coritiba, obtido no mesmo palco que consagrou o termo Time de Guerreiros – o Couto Pereira -, foi fruto de muita dedicação, sorte e competência. Alguns fatores foram decisivos e vou tentar citar alguns deles. Sem esquecer-me da dose de heroísmo que nos possibilitou conquistar estes importantíssimos três pontos.

Primeiro a sorte. O pênalti cobrado pelo coxa-branca Henrique Almeida por cima do travessão, logo no início da partida, fez justiça àquela máxima de que “pênalti roubado não entra”. Não discuto se houve falta de Marlon Freitas, afinal, ela existiu. Mas antes de chegar à área tricolor, a bola foi roubada de Orejuela com uma falta sobre o equatoriano.

Julio César, que tantos criticam (inclusive eu), fez defesas notáveis. Nem me recordo, ao certo, quantas delas. Contudo, a mais importante foi naquela cabeçada do Alecsandro na reta final do confronto – não Alecgol, desta vez você não fez gol na gente.

A dramática perda de nossos dois zagueiros de área no primeiro tempo deu a Abel a oportunidade de encontrar uma solução criativa. Orejuela foi recuado para atuar na zaga ao lado do garoto Frazan e o resultado foi o melhor possível. Levamos poucos sustos e não podemos esquecer a contribuição que o jovem Marlon Freitas deu na proteção da defesa.

O principal ocorrido em minha opinião foi que o Fluminense, mesmo quando pressionado pelo adversário, manteve uma postura de time grande. Mereceu a vitória e ela foi importante demais, afinal, se não a obtivéssemos, ficaríamos relativamente pero da zona da degola. E teremos jogos duros pela frente nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Meus parabéns a todos. Vamos encarar o Cruzeiro de cabeça erguida, Na próxima sexta-feira, o clube completará 115 anos, mostrará sua nova camisa e a torcida merece todas as alegrias possíveis. Mesmo desfalcados, com problemas financeiros e o escambau, somos grandes demais. E o amor que sentimos por estas três cores jamais morrerá.

xxxxxxxxxx

É importante demais que a torcida tricolor lote Edson Passos na quinta-feira. Teremos jogadores experientes de volta – o zagueiro Henrique e o atacante Dourado – e podemos vencer esse duro desafio. Do lado do Cruzeiro há dois velhos conhecidos nossos, Thiago Neves e Rafael Sobis. Temos que pegar no pé desses caras do início até o fim da partida. E mostrar a mesma personalidade que exibimos domingo na capital paranaense.

xxxxxxxxxx

Gostei do pouco que vi da camisa que a Under Armour lançará essa semana. Inspirada na Máquina Tricolor dos anos 70, ela tem uma beleza simples, porém marcante. Não inventar muito e respeitar as tradições são coisas importantes no futebol. Que ela nos traga sorte e mais glórias para a nossa extensa galeria.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paro

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres