Grêmio 1 x 0 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

Se o futebol fosse avaliado por justiça ou volume de jogo, não haveria o que contestar a vitória do Grêmio há pouco sobre o Fluminense. O duro foi ter aguentado a pressão durante quase toda a partida, com garra em campo, ainda que com velhos erros, para tomar o gol numa bola inesperada.

No primeiro tempo, o time da casa predominou é só não marcou porque Cavalieri foi um monstro, mostrando porque torcedores como eu pediam sua volta há tempo. Descemos com o coração nas mãos, aliviados com o empate. Na segunda etapa, o Flu voltou com algum efêmero ímpeto ofensivo, perdeu gols e parecia que finalmente iria equilibrar as ações. Ledo engano: o Grêmio retomou o ataque, deitou e rolou pela direita, fez o Flu recuar e, antes de marcar seu estranho gol, já tinha desperdiçado chances valiosas. No fim, veio o castigo irrecuperável.

Nos dias atuais, Leo, Wendel e Orejuela tiram minha paciência por completo, assim como as entradas de Marcos Jr e Peu. Agora vem uma parada de dez dias e a última chance para o Fluminense escapar de um inferno que era absolutamente evitável semanas atrás. Trocentos times estão entre o oitavo e o décimo oitavo lugares. Quem errar, morre. O time tem que se preparar, mudar para melhor, recuperar seu arranque e não se pode pensar em outra coisa que não seja uma promoção para se colocar 60 mil pessoas na próxima partida pelo Brasileiro: quando o time emperra, o torcedor precisa empurrar e os dirigentes precisam entender a gravidade do momento.

Apesar da derrota, o Flu mostrou vontade em campo, coletivamente, descontando-se as falhas individuais, só que vontade é pouco para uma recuperação. Reginaldo foi bem na defesa. Do Cavalieri já falei. O Dourado lutou como sempre e quase fez.

ROGER

Solidariedade não tem camisa, nem torcida, nem adversário. Que o atacante alvinegro tenha sorte e uma excelente recuperação. Futebol não existe sem o outro.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: cezar guedes

7 Comments

  1. Acho um absurdo voces analisarem este jogo sem pontuar a incompetencia de um treinador mediocre que não consegue sair da casinha. Esse Abel é um fracasso e a diretoria é composta de um bando de omissos. Esse treineiro em 2005 nao conseguiu 1 ponto nos ultimos 5 jogos deixando o Flu de fora da Libertadores. É muito fraco. Não entrar com o Sornoza é digno de demissao sumária. O meu Fluminense precisa de gestão, cobrança, pulso firme. Fora Abad. Fora Abel. Por favor saiam do meu Fluminense. Já deu.

    1. A situação está braba, mas pensando bem poderia ser pior.

      Já pensou o time escalado com Arthur, Wiliian Matheus, Danilinho e Wellington do Abraço Paulista.

      ST

      1. Parabéns, não vamos pela raiva, pela política sem sentido agora, vamos ajudar por que o Flu vai precisar muito agora. O Abel não vai embora dizendo que não consegue mais como outros no passado recente.

  2. Houve erro no planejamento.
    A liberação do Jonathan e do Edson.
    Nossos laterais são nulos, RC, o reforço para o Fla-Flu, é ridículo.
    JC como titular da meta.
    As contusões do Calazans e do Luiz Fernando complicaram bastante.
    Tô achando quase impossível a salvação da segundona.
    Acho que tem que barrar os laterais, jogar com 3 zagueiros, Reginaldo, Henrique e Frazan, caso o Gum não tenha condição, 3 volantes, Scarpa, WS e Sornoza e o Dourado.
    Foram 6 anos de PS e agora a continuação com o…

  3. “Quem errar morre”! Que a Direção reconheça a gravidade da situação, suporte a pressão e mantenha o Abel. Não podemos cometer o mesmo erro de 2013.

  4. Esta muito difícil, é verdade!
    O time está mal.
    O pessimismo aumenta para muitos, sim.
    Porém o que não está feito, resta a fazer. Vitória. Vencer ou vencer!
    Nada melhor que dar uma surra no genérico.
    Alguns dirão que estou louco de surrar o poderoso genérico, pois perdemos de novo e de novo para o gremio…que é o 3 colocado e liberta.
    Enquanto isso o podereso inimigo, perdeu, de novo…para o 15 colocado dessa vez, e só nos ganhou roubado este ano.
    No Fla-Flu…é o “aí Jesus”…

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