Ganhar do Vasco é normal, reajustemos a história: freguês é o @*&%***@@ (por Antonio Gonzalez)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

Meus primeiros 13 jogos in loco contra o Vasco, transcorreram desta maneira (segundo o site NetVasco   –  CLIQUE AQUI.) com o Fluminense ocupando a coluna número 2 dos resultados:

21-Abr-1969 1 x 2 Campeonato Carioca

25-Mai-1969 0 x 0 Campeonato Carioca

20-Jul-1969 0 x 0 Taça Guanabara

21-Set-1969 2 x 2 Taça de Prata

15-Mar-1970 1 x 2 Taça Guanabara

28-Mai-1970 0 x 3 Taça Guanabara

19-Jul-1970 1 x 1 Campeonato Carioca

20-Set-1970 0 x 2 Campeonato Carioca

01-Nov-1970 1 x 3 Taça de Prata

21-Mar-1971 1 x 3 Campeonato Carioca

25-Abr-1971 1 x 1 Campeonato Carioca

16-Jun-1971 0 x 2 Campeonato Carioca

25-Jul-1971 0 x 1 Taça Guanabara

8 vitórias e 5 empates…  Quem era o FREGUÊS?

Passam-se os anos e eis que sou testemunha desta sequência abaixo, de 15 jogos entre 1974 e 1976:

21-Abr-1974 1 x 2 Campeonato Brasileiro

08-Set-1974 1 x 5 Campeonato Carioca

29-Out-1974 1 x 1 Campeonato Carioca

10-Nov-1974 2 x 0 Campeonato Carioca

30-Mar-1975 2 x 1 Campeonato Carioca

01-Jun-1975 0 x 1 Campeonato Carioca

27-Jul-1975 2 x 1 Campeonato Carioca

10-Ago-1975 1 x 4 Campeonato Carioca

26-Out-1975 1 x 4 Campeonato Brasileiro

21-Abr-1976 0 x 0 Campeonato Estadual

07-Jul-1976 2 x 4 Campeonato Estadual

08-Ago-1976 0 x 3 Campeonato Estadual

29-Ago-1976 2 x 2 Campeonato Estadual

03-Out-1976 0 x 1 Campeonato Estadual – Decisão

14-Nov-1976 0 x 3 Campeonato Brasileiro

Nove vitórias  (sendo uma marcando cinco gols, três vezes marcando quatro e outras duas vencendo por 3 a 0), três empates e três derrotas (duas por 2 a 1 e uma por 2 a 0)…

Repito a pergunta:

QUEM É FREGUÊS DE QUEM?

Ora senhores, essas informações também foram retiradas do NetVasco  (CLIQUE AQUI.)… Nada além disso…

Em 1969, com sete anos de idade, meu SANTO pai começou a me levar a todos os jogos, muitas vezes me bancando contra os castigos, que não foram poucos, que recebi por parte da minha mãe.   Na boa, o que era o Vasco?  Time do Valfrido… tá de sacanagem, né?

E assim, das crianças Tricolores nos transformamos naqueles adolescentes da Máquina que começou a ser gerada em 1974 (Felix, Toninho, Silveira, Assis, Marco Antonio, Pintinho, Cleber, Zé Roberto, Gil e Manfrini… quase nada) e ganhou forma em 1975, com a chegada do Rivelino e Paulo Cezar Caju, entre outros…  Em 30 pontos disputados, ganhamos 21 contra 9 da freguesia… Em 60% das nossas vitórias marcamos mais de 3 gols…

Repito:

QUEM É FREGUÊS DE QUEM?

A verdade é uma só: Eurico tentou mudar a história nos últimos 30 anos, livrando-se da relação SERVIÇAL onde o clube de remo de São Januário sempre teve submetido aos nossos pés nas Laranjeiras. Sem lugar à dúvida, o fato de ser um clube grande, não transforma a sua história em enorme como é a nossa. Pode ser que alguns possam ter se assustado pelos resultados obtidos pelo pessoal da Barreira, na aliança de irmandade entre o Euriquismo e o Caixa d’Água, e entendessem que esse era o curso normal da história…  A olhos vistos a Federação de Futebol do estado se transformou numa pocilga de cartas marcadas.

Tentou acabar com o Fluminense, quase conseguiu.  Fez de tudo para que o Vasco passasse a  ocupar, no cenário estadual e nacional,  o espaço que corresponde ao Tricolor das Laranjeiras.

Só que nunca esperou e contou o senhor Eurico Miranda é que, um dia, o Caixa d’Água deixasse de fazer parte do jogo, da mesma forma que ele mesmo envelheceria.

E se pelo caminho encontra Tricolores destemidos, leia-se Vanguarda Tricolor, que faziam e fazem  questão de que a história seja contada como realmente foi escrita, nem que para isso fosse necessário derrubar o decadente feudalismo que apequenava às Laranjeiras, o certo é que esse pessoal e as suas novas variantes políticas não esmoreceriam na  luta para restabelecer o curso normal da história.

E as coisas nessa relação Fluminense x Vasco começam a se normalizar, dois jogos este ano e duas vitórias inquestionáveis por 3 a 0…

Para quem, neste sábado passado, esperava e contava com uma arbitragem como a do Daniel Pomeroy em 1993, que costurou o jogo durante os 90 minutos marcando mais de 100 faltas, pois o empate dava o título aos remeiros da Cruz de Malta, percebeu de cara que o poder do senhor do charuto já não é o mesmo.

Agora é somente uma questão de reajustar a história, colocando essa galera de São Januário no seu devido lugar, que é abaixo do Fluminense.

Ponto!

Falando de futebol…

Que duas vitórias nesta semana! O segundo tempo contra o Goiás e a partida inteira contra o Vasco permitem que nós, Tricolores das mais antigas gerações, percebamos que estamos diante da formação de um time que vai dar o que falar (se as inconseqüências financeiras cometidas pela gestão Peter Siemsen deixarem e não sangrarem o futuro do clube ao ponto que seja inevitável vender alguns dos nossos jogadores). Uma equipe que certamente fará história.

Foram duas aulas de futebol, com gols fantásticos. Quer queiram os chatos e desesperados “Zé Cornetas”, quer não, o certo é que, ao contrário dos últimos quatro anos, desta vez temos realmente um Departamento de Futebol dirigido por gente séria, competente e, acima de tudo, com um PLANEJAMENTO que há muito não se via na casa.

E se aliarmos a isso o reencontro com o talco nas arquibancadas, nossa maior senha de identidade na relação clube/torcida, veremos que realmente os tempos são de renovação e de reencontros.

Só não podemos deixar que meia dúzia dos famosos “anti quem?” se apropriem dos instantes, poucos, de nervosismo, para criarem ondas antagônicas, para nada propositivas, sem conteúdo, somente alvo de plateia ‘imbeciloide’, cuja maioria tem interesses pecuniários. Para  esse tipo de gente, somente a transparência basta para caracterizá-los como o que verdadeiramente são. Para eles, a eleição acabou e pouco importam a união e a estabilidade política no Fluminense.

Mas o caro leitor sabe do que eu falo, dos profetas do caos, daqueles que, através das suas redes sociais e dos seus sites, vociferavam durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro passados, que o Fluminense estava rumando em direção ao fundo do poço.

Ledo engano.

#SomosFluminense é a cara desse Fluminense unido e forte. É inequívoco que estamos diante de uma gestão que colocará o nosso clube no lugar que lhe pertence, que é o de ser vanguarda no cenário nacional, sendo a locomotiva do futebol brasileiro.

Deixa eu dar uns toques por aqui:

  • As arquibancadas, se ainda não apresentam sinais visíveis de união, mostram proposta por uma nova cara. Já (contra o Goiás foi perceptível) existem menos divisões nos cantos.  Também é somente uma questão de ajuste, desde que cada grupo entenda a sua verdadeira função em prol do Fluminense;
  • É preciso que em uma coletividade a participação de todos seja fundamental, e que as mudanças, não sejam impostas, mas que nasçam sempre na democracia participativa, dos que estão na base da pirâmide. O que não dá é para que se venha com comida mastigada para tal;
  • Pelo visto as Torcidas Organizadas do Fluminense começaram a se mexer a perceber que os novos tempos exigem voltar aos mecanismos dos anos 1970. Contra o Goiás, a Fiel Tricolor rifou uma camisa do Tricolor; contra o Vasco, a Young Flu vendia adesivos; tanto a Força Flu como a Garra Tricolor dispõem de uma boutique interessante (camisas, casacos, bonés, etc…). Também é uma questão de ajuste, mas é importante que se respeite quem há quase cinco décadas representa por todo o Brasil, os torcedores Tricolores.  E esse respeito também deve partir do clube, principalmente saber ao certo o real momento dos nossos grupos organizados;
  • Na questão Maracanã, se o governo quer uma nova licitação, falando que a outra foi fraudulenta – pois a fraude maior veio de quem governava -, amigos Tricolores, nos preparemos para bater de frente, via Ministério Público, com os amiguinhos do Big Foot. E é bom que de saída não abramos mão de nenhum centavo que a Odebrecht tem que pagar por não cumprir o contrato que fez com o Fluminense por 35 anos;
  • Essa semana, para ser preciso, contra o Goiás, soube do falecimento da Dona Ermelinda. Tricolor, lá de Niterói, uma pessoa que muito me ajudou em 1994 e 1995. Era uma das responsáveis pela venda dos materiais da Força Flu, super mãe, super gente boa. Deixa a saudade de momentos que até hoje estão vivos na nossa memória e que atingiram ao ápice com aquele famoso, e ainda muito vivo, gol de barriga, que acabou com a festa do centenário dos remeiros da Gávea;
  • A Flu Fest 2017 está a pleno vapor. Colabore com o crowdfunding CLICANDO AQUI;
  • Nasceu o Fernando, filho dos amigos Tricolores Luiz Couceiro  – o mentor intelectual do livro “Pagar o quê?” e cronista desta PANORAMA – e Rejane. Felicitações para toda a família;
  • Mais uma vez, parabéns Sobranada 1902. A chegada desse movimento de Tricolores ao Maracanã no último sábado emocionou àqueles que como eu, humildemente, já somos meio que (ou totalmente) antigos pelo pedaço. Deixando claro que ser antigo não é sinal de velhice e sim de ter vivido essas arquibancadas da vida a plenos pulmões;

Termino dizendo que eu sou o mesmo de sempre, é fácil de me achar. Se quiserem conversar, aqui estou… Se não quiserem, vida que segue. Ninguém perderá por isso nenhuma hora de sono.

Que venham o Flamengo, o Liverpool e o Grêmio!

Três decisões!

Esse é o Fluminense!

PS.:  para quem gosta de compor, há 34 anos, lá naquela Força Flu, a gente começou a fazer a versão dessa música do Kiss:  Nenseêêê…  Nenseêêê…  Fica a dica… assim de fácil.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon/flu

10 Comments

  1. Parabéns pelo post.
    Acredito que no momento em que a arquibancada se “acertar”
    Entraremos favoritos em todas as competições.

    1. Totalmente de acordo! Será recordada pelos mais jovens de hoje dentro de 30, de 50 anos.

      Muito obrigado

      Abs
      Antonio Gonzalez

  2. Uma pena que o Maracanão não estivesse lotado pra ver esse baile de gala do Fluminense, mas ninguém esquecerá assim como foi o 7 x 1 no Botafogo, que eu estava

  3. Antonio, concordo em tudo.
    Fregues é o cacete..
    Sou um tricolor fanático nascido numa família de vascaínos e acompanhei de perto essa história.
    Não podemos esquecer que este assoprador de apito no domingo deixou de marcar um penalti claro no inicio do jogo, e ia validar um gol com 5 jogadores do vasco impedidos.
    O canalha do Eurico ainda está mandando na FERJ.
    Nosso Flu vai nos dar muitas alegrias neste ano.
    Um abraço, Márcio

    1. A história é única me merece ser contada com a verdade dos fatos.
      O nosso time jogou muito, fato que minimizou a frágil atuação do árbitro.

      Muito obrigado pela participação.

      Abs
      Antonio Gonzalez

Comentário