O novo Fluminense e o futuro (por Felipe Fleury)

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Quem espera do Fluminense uma máquina avassaladora, como se chegou a desenhar em algumas partidas da Taça Guanabara, poderá ter uma enorme decepção. O Tricolor foi merecidamente o campeão do torneio, mas poderia nem mesmo ter chegado à final se tivesse sofrido apenas um dos quatro ou cinco que o Madureira perdeu na disputa da semifinal.

Portanto, não dá para cravar que essa equipe que nos trará sempre vitórias, sobretudo porque as competições tendem a se tornar mais difíceis daqui por diante. Isso não quer dizer, contudo, que o Flu não será competitivo como foi, por exemplo, contra o Criciúma. Mesmo sem jogar o que pode, o Tricolor conseguiu um resultado que deve ser considerado satisfatório para suas pretensões na Copa do Brasil e, se tivesse forçado um pouquinho mais, teria saído com a vitória.

Competitividade será a marca do Fluminense em 2017, um valor que estava apartado do Tricolor há longos quatro anos. E foi isso que Abel Braga prometeu quando chegou ao Flu: dar-lhe uma nova alma.

Abel não é maluco. Sabe que, diante do quadro de escassez financeira, não poderia prometer muito e, assim, prometeu apenas o que pode dar, ou seja, uma injeção de ânimo e um sentido técnico de equipe, além, é claro, de contribuir para a melhora do ambiente com seu estilo paizão de ser.

Assim, com apenas três contratações, o Fluminense pisou 2017 renovado, muito porque Abelão deu uma nova “alma” a alguns renegados de 2016, como Henrique e Henrique Dourado, por exemplo. Ainda que sejam jogadores apenas medianos, ganharam nova oportunidade e mostraram que, bem comandados, podem ajudar a equipe a alcançar seus objetivos no ano.

Não há dúvida, assim, de que o novo Flu é muito diferente daquele que encerrou melancolicamente 2016, mas ainda não é o time que pode ser apontado como favorito nas competições que disputar. Aliás, nem é bom que seja. O Fluminense ganhou títulos importantes em sua história com a mística do “timinho”, usando as “sandálias da humildade”, e é melhor que assim seja. Não éramos favoritos contra o Flamengo e os derrotamos. Não somos favoritos na Copa do Brasil, mas podemos levá-la para casa. Tudo dependerá de uma conjunção de fatores que já apontei aqui no começo da temporada: o bom rendimento dos jogadores da base, os equatorianos jogando em alto nível e todos os jogadores imbuídos do sentimento de um time de guerreiros.

Se tudo funcionar dessa forma, poderemos, aí sim, sonhar com um eventual retorno à Libertadores, que é o desejo de dez entre dez torcedores.

De toda a sorte, 2017 já é um novo ano, um ano em que comemoramos uma Taça Guanabara, algumas boas partidas, mas, sobretudo, a renovação psicológico-espiritual dessa equipe, que entendeu, nas mãos de Abel Braga, que a camisa tricolor tem um peso altíssimo e deve ser respeitada sempre.

Assim, não seria exagero dizer que foi Abel Braga o principal reforço tricolor para a temporada, e que seja, durante o ano, o líder a comandar esse grupo de guerreiros ao topo de todas as competições que disputarmos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

Imagem: f2

4 Comments

  1. Bom dia!
    Saudações Tricolores!
    É muito difícil não pensar em títulos, todo ano penso no meu time campeão, sou uma tricolor passional, mas inteligente rs muito boa sua reflexão .

  2. ST**** Felipe

    Análise abrangente e de um ponto de vista seguro com realismo.
    Necessitamos de duas ou três contratações para respaldar o elenco.
    A temporada é longa e sobrecarrega os atletas.
    Também não confio o bastante na direção para afirmar que “farão tudo para conservar o plantel”.
    Para falar a verdade, feitas propostas intere$$antes para o Fluminense, nem eu mesmo oporia.
    No mais, concordo absolutamente que a melhor contratação foi a do Abel.

  3. Outro aspecto que quero abordar é a presidência do Abad.
    Surpreende a guinada radical em relação ao anterior presidente.
    Mesmo não sabendo de futebol, vestiu as já mencionadas em teu texto, Felipe, “sandálias da humildade”, não centralizando em si mesmo as decisões do futebol.
    Como nada é perfeito, vejo com desconfiança qualquer relação institucional ou mera confraternização com aquele clube de regatas cuja oposição ao futebol do Fluminense está em seu DNA.

    Timeo Danaos et dona ferentes.

  4. Isso aí, ganhar e perder é do jogo, ninguém é imbatível.
    Mas jogar com raça e paixão pelas 3 cores que traduzem tradição, é obrigação.

    ST

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