Fluminense 1 x 0 Macaé (por Felipe Fleury)

Não ter alcançado a classificação para a semifinal da Taça Guanabara é o menor dos problemas do Fluminense. O maior deles está fora de campo e repercute diretamente dentro dele: uma crise político-financeira sem precedentes, decorrente de gestões administrativas extremamente lesivas aos interesses do clube.

Essa grave crise, que engessa o Tricolor, aliada à incompetência administrativa da atual diretoria, não permite que o torcedor sonhe com dias melhores. Por isso, ainda que se reconheça que o time está evoluindo desde o início da temporada – e está, pois só o fato de ter vencido três partidas seguidas e não ter sofrido gols nas duas últimas é prova disso – não significa que atingirá um patamar minimamente aceitável para as campanhas mais importantes da temporada. Essa ascensão terá um limite, e o limite será baixo.

Contra o Macaé, a evolução se mostrou mais nítida no primeiro tempo, com o Flu dominando as ações e jogando no campo do adversário, sendo senhor do jogo com diversas oportunidades perdidas. Bem em campo, Ayrton e Marcos Junio comandaram as principais ações ofensivas e o Flu se manteve seguro na defesa. Aos 2’, com Pedro, aos 6’, com Renato Chaves de cabeça, aos 8’, com Marco Junio e 37’, com Richard, o Flu perdeu suas melhores chances, praticamente sem ser incomodado pela equipe do Norte fluminense.

O Flu terminou o primeiro tempo sem ter marcado o seu gol, sobretudo porque a criação não funcionou e o ataque, nos pés de Pedro, ainda é muito pouco para os padrões do Tricolor. Mas houve boas jogadas pelos lados e, até Gilberto, embora mal, não fez sua pior partida.

Na segunda etapa as coisas se equilibraram, mesmo que o Fluminense não tenha sofrido pressão do adversário, mas este, mais bem postado na marcação, impediu as principais jogadas do Flu, que teve poucas chances. A melhor delas aos 18’, com Richard quase marcando de cabeça. Abel, então, pôs Robinho no lugar de Sornoza e, mais tarde, Dudu no lugar de Marcos Junio. Matheus Alessandro também entrou no lugar de Gilberto. O time cresceu e, no fim da partida, numa jogada de que participaram Robinho, a iniciando, e Dudu, concluindo, nasceu o único gol Tricolor, o gol da mirrada vitória.

Justa a vitória do Fluminense, triste, porém, a constatação de que com o que se tem não se vai muito longe. E não há culpa que se possa atribuir exclusivamente aos jogadores. Viu-se esforço, entrega e até alguma qualidade em jogadores como Robinho, Ibanes e Ayrton, mas o conjunto ainda é muito fraco.

Em ascensão, pode até ser que o Flu se classifique para a semifinal da Taça Rio, nada, porém, que sirva à ilusão do torcedor, uma vez que a conquista do carioca é algo que parece muito, mas muito distante.

Se não vierem reforços, e bons, não dá para competir com os times de maior investimento no Brasil e, nivelando-se aos menores, a briga será na parte de baixo da tabela do brasileiro. Esta é a nossa realidade. Cabe ao presidente mostrar que, depois de tantos prejuízos causados ao clube, ainda lhe resta alguma nesga de compromisso para tentar dar ao torcedor alguma esperança nesta temporada. Ou reconhece a incapacidade de restituir ao Fluminense a sua grandeza, ou permita que outro o faça. O Tricolor só não pode ser joguete nas mãos de vaidosos e incompetentes.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

#JuntosPeloFlu

Imagem: f2

1 Comments

  1. Stsempre grande Fleury
    Vejo o Fluminense crescendo aos poucos com as mulecadas. Saindo da base, com sangue jorrando nas veias, querendo mostrar seu futebol pra crescer proficionalmente e será assim que Fluminense crescerá junto com eles que querem “aparecer”.
    Acreditando nas “mulecadas”.Stsempre⚽

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