Fluminense com CT (por Marcus Vinicius Caldeira)

caldeira verde

1.

Botafogo com CT é o caralho.

2.

Dito isto, entendo a preocupação e críticas de alguns, por conta da saída do Fred. Era o ídolo maior. O capitão da nau. A referência. Mas, por mais que fosse meu ídolo e emocionalmente não queria a saída dele, acho que racionalmente, em campo, o Fluminense, hoje, irá melhor sem ele. Já está em declínio técnico e físico e engessava o time. Espero que saiba a hora de parar.

O que não entendo é o chilique desproporcional, o derrotismo, tratando como se o Fluminense fosse um Botafogo (que com toda grandeza que possui, hoje carrega um estigma derrotista). Me parece que o Botafogo está na cabeça de alguns e não da gestão. Ou é só discurso vazio, mesmo.

O fato é que sem o Fred, pegamos duas pedreiras, empatamos uma (e poderíamos ter vencido) e ganhamos outra. Ambos candidatos ao título, assim como entendo que o Fluminense hoje é candidato à vaga para Libertadores podendo beliscar o título.

Vamos para frente.

3.

Ninguém pode prever o futuro. Em campeonatos como o Brasileiro, candidatos ao título ficam pelo caminho; não cotados, ganham, times quase rebaixados escapam na última rodada; quem estava bem na primeira fase do campeonato despenca e vice-e-versa. Totalmente, imprevisível.

Mas, para mim temos elenco, sim, com dificuldade, para conquistar a vaga na Libertadores. Mas, isso ainda é pouco para a grandeza do Fluminense. Para entrarmos de cabeça na luta pelo título precisamos de uns três bons reforços (meia armador, atacante de velocidade e lateral-esquerdo).

Que a gestão não meça esforços para encontrar esses caras. O mercado sul-americano está aí.

4.

Na minha Tabela Planejada em que defini uma meta de 70 pontos para o Fluminense (entendo mais que suficiente para garantir vaga na Libertadores e superando, brigamos pelo título), hoje temos 81% (13 em 16) dos pontos que planejei. Temos que ficar no cem por cento ou mais. E temos 19% dos pontos necessários para atingir os setenta.

Traduzindo: estamos no bolo.

5.

A partida contra o Corinthians, ontem, foi emoção pura.

O Fluminense não fez um primor de partida, mas, lutou muito, se dedicou, tentou o ataque, foi sólido na defesa e foi premiado com gol.

No fim, com um a mais, sofreu pressão, mas, Levir mexeu no time para buscar a bola matadora. Ela não veio e a pressão foi até o final com o excelente goleiro Cássio indo a nossa área tentar o cabeceio.

Tem de ser sofrido.

Aliás, gosto do meu Fluminense do um a zerinho. Construímos nossa historia assim. Com bons times aplicados e determinados. A torpe imprensa convencionou chamar de timinho. Mas, assim, conquistamos títulos e mais títulos e ídolos.

Enfim, sou sempre a favor do jogo operário do que a beleza do jogo burguês sem alma.

6.

Sou contra, por princípio,  a venda do mando do campo. Aliás, acho que isso devia ser proibido pelo regulamento do campeonato.

Tira a isonomia do mesmo, pois, times com maiores torcida em nível nacional como Corinthians e Flamengo, acabam tendo mais jogos em casa que os demais.

Mas – e lendo hoje o desabafo do tesoureiro do clube – prefiro não ficar de estilingue atirando pedra e entendo o lado do clube, principalmente neste ano terrível que estamos sem casa.

As pessoas precisam acreditar: contas precisam ser pagas.

Ser estilingue é fácil.

Epílogo.

Vamos com tudo para cima do Sport lá em Recife. Sem medo de ser feliz.

Aqui é Fluminense. Quem não acredita, lamento.

E teremos Centro de Treinamento.

O Fluminense é um gigante.

Panorama Tricolor 

@PanoramaTri

Imagem: cvm

 

 

 

1 Comments

  1. Até me animei com seu post.
    Confesso que esta certa preguiça que bate no time em vários momentos e enerva demais, dá vontade de entrar em campo e sacudir o Cícero pelos abraços por exemplo, igual minha mãe fazia comigo qd eu estava preguiçoso.

    ST

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