Fluminense 5 x 0 Salgueiro-PE (por Paulo-Roberto Andel)

Com vinte minutos de jogo, o Fluminense já tinha feito 2 a 0, perdido pelo menos outros dois gols e era senhor absoluto da partida. É óbvio que, diante de um adversário humílimo, ao Flu cabia a responsabilidade de mandante, mas é bom que se diga: o Salgueiro não deve nada à Aparecidense, que bateu no Botafogo outro dia, nem ao São Bento, que castigou o Corinthians ontem – com Henrique de espectador na pequena área.

Gilberto é um jogador tecnicamente restrito, mas colocou muita garra e velocidade, além de ter acertado bela finalização no primeiro gol. Já no segundo, incansável MJ marcou porque estava em cima, acreditou e conferiu. Mérito total dele, pouco importando se o goleiro falhou. Nos dois lances, a estrela de Sornoza: participativo, criativo, chamando o jogo para si, batendo escanteios e bolas paradas – o que não fazia antes com Gustavo Traíra – e até mesmo colocando o dedão na cara dum marmanjo numa nanobriga. Uma pena que Orejuela não tivesse cabeça, porque a dupla era do barulho.

Se o Salgueiro não exigiu nada da defesa tricolor, melhor ainda: jogamos sóbrios e tranquilos – Renato Chaves só tomou cartão para reparar uma besteirinha de Jadson, perdendo uma bola fácil no começo da partida. Dois foi pouco, sem contar que o time pernambucano desceu a porrada em campo.

Problemas: quase todos os passes certos, mas os poucos errados foram quase todos no antepenúltimo ou último toque. E Pedro precisa deixar de receber pedradas. Ele é diferente do antecessor, é preciso acertar isso.

Segundo tempo, Robinho no lugar de MJ, o ritmo tricolor foi mantido e logo veio o terceiro gol, com Robinho cruzando e Gilberto finalizando na marca do pênalti, alla Romário. Canto direito, estopa, classificação assegurada e fatura liquidada sem maior stress. Outra linha de passe, Sornoza não marcou porque não quis, mas deu o gol para Robinho: 4 a 0 com 21 minutos.

Matheus Norton e Marlon Freitas para dar vigor físico para o fim da partida, saindo Richard – bem na partida – e Jadson – oscilante, mas bem no saldo. Aliás, desde que veio muito desacreditado, Richard é um dos jogadores mais regulares do Fluminense. Quem fala demais se engasga com a própria baba.

Os quinze minutos finais foram de protocolo, mas Pedro merecia ter feito o quinto: acertou um balaço, mas Mondragon defendeu. Depois perdeu outro, livraço,depois de um bolão de Marlon. A cereja do bolo coube ao maestro: Sornoza recebeu um bolão de Pedro – merecido! – e bateu com uma categoria de chorar, marcando 5 a 0.

Parabéns ao Fluzão pela total aplicação em campo, jogo coletivo e guerreiro de primeira. Independentemente do adversário, é honrar a camisa tricolor. Sornoza foi o monstro da partida. Gilberto lutou demais.

Uma das maiores goleadas tricolores na competição em 28 anos.

Uma noite para espantar todos os papa-defuntos, mas ainda é muito cedo e falta muita coisa.

Juventude ou Avaí pelo caminho.

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Não é nada, não é nada, mas já são quatro vitórias consecutivas, o que dá confiança para os próximos passos e, felizmente, ajuda a espantar a negatividade que parecia uma constante na torcida tricolor internauta.

Um meia veloz e um matador cairiam muito bem nos reforços.

Ninguém vai se contentar com pouco nem cair em conto do vigário, mas torcer é acreditar e apoiar, ainda que de forma crítica e justa, por sinal.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#JuntosPeloFlu

Imagem: rap

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