Fluminense 4 x 0 Univ. Quito (por Walace Cestari)

Eita, grená! Chegar ao estádio atrasado? Coisas dos tais ossos em que o ofício nos enterram… mas a tempo de ver a festa, torcida grande, sorriso aberto, a felicidade que se pronuncia em cada sílaba: Fluminense. E dá-lhe, dá-lhe.

Flu na pressão, mostrando que mandante é quem manda. E nas contas do jogo, Dourado ceifou depois de tanto insistir. Nem deu tempo pra comemorar… um par de minutos e Richarlison colocava mais vantagem no placar.

A torcida canta e o Flu encanta. Joga com raça, pressiona, finge que nem está na frente e se atira ao jogo. Temos fome. Temos pressa. Respiramos o ataque. Criamos e sofremos. No contragolpe, os sustos a que os corajosos se arriscam passar. Somos mais. Somos milhares de vozes.

O jogo amornou, a Uniquito ciscou em nosso terreiro, mas ainda no final do primeiro tempo, a mão na bola determina o apito e a cal. Ali Dourado é Pelé. O moço que não perde pênalti ceifou mais uma vez. Um, dois, três. É o Flu renascendo sempre de novo outra vez.

Quando renasce fresco e sanguíneo o tempo segundo, ainda que haja do intervalo o letárgico ranço a roçar n’alma, lançamo-nos à frente e perdemos a mais clara de todas as chances. Mais que isso, dor e lamento em alta definição: HD sentiu e deu lugar ao menino Pedro.

Como traquinagem de moleque é coisa de terra, o prodígio-engarotado acerta mais um daqueles petardos. Wendel, Wendel, Wendel… Joga de fraque… É a fase da experiscência, juventuridade. Ah, Xerém, fábrica incansável de sonhos em três cores!

Quatro! Mas nem assim estava satisfeita a sede. Como um potente motor que pedia incessantemente: mais um! Mais um!

Entretanto, mais uma foi a baixa no campo. Em lance bobo no meio de campo, Magic Wendel sente a perna e dá lugar a Luquinhas. Nada de grave, é o que esperamos.

O sopro do inverno ameaçou esfriar ânimos e ímpetos. Mas vá! MestrAbel é dos que gosta de calor. Sacou Leo e enfiou Wellington Silva para esquentar a grama e voltar ao ritmo que fazia seus marcadores dançarem.

E ele tentou. Quase marcou no final, naquelas bolas em que o uuuu da torcida emoldura as memórias dos antigos torcedores. Aí já passava dos quarenta, hora de rodar a bola e curtir o olé da sorridente torcida.

É assim que vamos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: cw

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres