Fluminense 3 x 3 (4 x 2) Flamengo: atuações (por Mauro Jácome)

Depois de muita confusão, o presidente Pedro Abad teve uma postura correta de quem está à frente de uma instituição centenária e que se confunde com o que de melhor já houve no futebol brasileiro. É importante registrar que o jogo só ocorreu pela sua atuação firme e de personalidade. Atitudes como essa podem resgatar o que já foi o melhor futebol do mundo.

1º TEMPO

Parecia que o Flamengo iria impor uma pressão no começo de jogo ao tomar a iniciativa, mas na primeira chance de contra-ataque, Wellington pegou um rebote na entrada da área do Fluminense, cruzou todo o campo, passou como quis por Pará e bateu na saída de Muralha. 1×0. Não deu nem tempo de comemorar: num cruzamento, Júlio César saiu pessimamente, a bola sobrou para Rafael Vaz, que errou o chute, mas Henrique Dourado cortou nos pés de William Arão. 1×1.

Aos 16’, contra-ataque puxado por Richarlison e Lucas, Trauco recuou para Muralha. O árbitro marcou dois lances. Na cobrança, Wellington rolou para Sornoza, que bateu em cima de Pará. Tivesse batido um pouco mais alto, seria o segundo. O Flamengo chegava com facilidade à área de Júlio César, porque o Fluminense dava muitos espaços na sua intermediária. Aos 23’, num contra-ataque rubro-negro, Pará cruzou da direita, sem a marcação de Léo, a bola cruzou a área, Guerrero cabeceou livre, sem a marcação dos zagueiros do Fluminense, Júlio César defendeu, mas Everton cabeceou para o gol, novamente sem ação da zaga tricolor.

O jogo continuava num ritmo alucinante, com os dois times chegando com perigo. Aos 31’, num lance confuso na área rubro-negra, a bola bateu na mão de Guerrero. Pênalti. Henrique Dourado bateu e empatou novamente. Bola lá, bola cá, noutra saída rápida aos 40’, Wellington viu Lucas disparar entre os zagueiros do Flamengo e lançou. O lateral avançou, entrou na área e bateu no alto para desvirar o placar. Aos 45’, Arão recebeu livre e bateu cruzado para boa defesa de Júlio Cesar. No último lance do primeiro tempo, Sornoza disputou uma bola no meio-campo e sentiu. Seria uma perda e tanto.

Que primeiro tempo!

2º TEMPO

Sornoza voltou para campo. Ao contrário do primeiro tempo, o jogo recomeçou mais cadenciado. Além disso, as marcações melhoraram e o jogo ficou mais pelo meio-campo. Somente após os 30’ o jogo voltou a ter emoções. Primeiro com Berrío e Diego, depois com Richarlison. Em ambos os lances, as zagas levaram vantagem.

A entrada de Berrío colocou fogo no jogo e o Flamengo foi para cima. Numa das muitas faltas de Richarlison, Guerrero bateu para Júlio César ficar olhando. Ô goleirinho…

Nos pênaltis teria a chance de se recuperar e se recuperou. Defendeu a cobrança de Réver e empurrou a bola de Rafael Vaz para fora.

Em suma, FLUZÃO CAMPEÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!

JÚLIO CÉSAR

Saída horrorosa no gol de empate do Flamengo. Errou o tempo da bola e chegou atrasado. No segundo gol, fez a defesa, mas jogou para o meio no susto, na cabeça de Everton. Tomou um gol de falta lá da intermediária. Ficou olhando. Salvou nos pênaltis. Se o Fluminense tivesse perdido, a torcida não o perdoaria. Mesmo assim: Volta, Cavalieri!

LUCAS

Tem força ofensiva e sabe se lançar nos contra-ataques. No terceiro gol do Fluminense, leu muito bem a jogada e disparou para receber. Também, teve calma para observar a saída de Muralha e bater, tirando do goleiro. Uma partidaça.

RENATO CHAVES

Muito trabalho com Guerrero e com Everton. Perdeu muitos lances aéreos. No segundo tempo, com o jogo no meio-campo, teve tranquilidade, mas quando o Flamengo apertou no final, voltou a perder várias jogadas aéreas.

HENRIQUE

Teve dificuldades na marcação, principalmente, porque Léo dava espaços e tinha que sair na cobertura. Fez um segundo tempo com menos trabalho até Berrío entrar. Daí em diante teve que se desdobrar.

LÉO

Deu muitos espaços, principalmente para Pará, que cansou de jogar a bola na área do Fluminense. Marca sempre muito a distância. Se lançou bem à frente, mas cruzou muito mal.

PIERRE

Corria de um lado para o outro, mas tinha muitas dificuldades em encontrar um posicionamento que evitasse os ataques do Flamengo.

OREJUELA

Apesar dos problemas defensivos do primeiro tempo, conseguiu trabalhar quando a bola ficou no chão. Tem muita capacidade física, então, corre o campo todo: marca atrás, faz a transição e chega para ajudar o setor ofensivo.

SORNOZA

Começou muito tímido. Aos poucos, foi se soltando e se achando no campo. A partir daí, as bolas começaram a passar por seus pés. Tem ótima visão de jogo. Fez uma grande partida.

MARQUINHO

Entrou no momento de pressão do Flamengo. Fica o crédito do gol nas cobranças de pênalti.

WELLINGTON SILVA

Puxou um contra-ataque espetacular no primeiro gol do jogo. Em outra jogada de habilidade e velocidade, optou por cavar uma falta e desperdiçou boa chance de chegar à área do Flamengo. Fez uma assistência perfeita para Lucas fazer o terceiro gol do Fluminense. Abusou dos dribles. Talvez, tenha sido o grande nome do jogo.

CALAZANS

Entrou ajudar Léo na marcação em Berrío. Foi envolvido algumas vezes. na frente, não deu tempo de colaborar mais.

RICHARLISON

Um excelente primeiro tempo. Encontrou um vão entre as duas intermediárias pelo lado esquerdo e criou boas oportunidades. Levou Pará à loucura. Fez ótima partida, mas comete muitas faltas desnecessárias por afobação.

HENRIQUE DOURADO

Brigou, marcou de pênalti. Na área, pouco participou, mas saiu bem da área para fazer o pivô. Fez seu papel.

MARCOS JUNIOR

Mais uma vez, fez o gol do título. Só isso, não precisava mais.

ABEL

Sem inventar, mandou para a decisão o time que teria que mandar. Talvez, Calazans poderia entrar no lugar de Léo, mas Abel preferiu optar pelo garoto que tem sido titular. Armou o Fluminense para partir com velocidade nos contra-ataques. Assim, o Fluminense fez um primeiro tempo primoroso nos contra-ataques. No entanto, ficou exposto. Valeu a aposta. No segundo tempo, o Fluminense procurou ficar mais com a bola nos pés. Fez as substituições corretas. Muito desse título tem a cabeça de Abel.

FLAMENGO

Não esperava um Fluminense tão bem armado. Valorizou muito o título tricolor. Como sempre!

ARBITRAGEM

Bom primeiro tempo.
Não deu amarelo para Pará claramente matando um contra-ataque de Marcos Junior.

…SAINDO DE CAMPO

Só uma coisa a dizer: ABEL MITO!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @MauroJacome

Imagem: aur

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

 caracteres