Fluminense 2 x 4 Santos (por Paulo-Roberto Andel)

ANDEL RED NEW

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Queria demais uma partida melhor do que aquela gosma diante do Sport.

Nossa camisa é linda, linda, linda demais. Pena que a fornecedora seja tão trash. Beleza pura à tela da televisão.

POR um instante gostei do chutão do Cícero na cobrança de falta no começo da partida, a bola fazendo uma curva dos tempos da Jules Rimet e quase beijando o ângulo direito do bom goleiro Vanderlei. Pergunta inevitável: por que o Henrique sempre finge que vai cobrar se ninguém acredita? Depois, a blitz sobre o goleiro santista, inclusive com bola no travessão e grandes defesas.

O Flu deu seu calor em boa parte da primeira etapa. Marcos Junio fez o dele, com garra, honesto, com atitude. Corre muito, não fica de sacanagem. Quando Wellington Nem foi embora, muita gente apostava do futebol do novo atacante que, por sinal, finalizava melhor do que o antecessor. Saiu, rodou, não vingou, continua lutando. Existe o peso de superar a saída do ídolo. A vida é isso.

Detesto crucificar qualquer jogador – embora alguns mereçam. Mas o caso é que o velho Henrique, nosso David Luiz com permanente, chama a velha máxima do Barão de Itararé: “De onde menos se espera é que não vem nada mesmo”. Arrancada na malandragem e gol de empate dos caras. Injusto. Depois, quase o Wellington Silva marca um golaço: ângulo direito novamente. Uuuuuuuuuuuuh!

Para piorar, os santistas viraram. Nova bobeira da defesa. Injusto pacas. Bom, se assim não fosse, futebol não seria. BOSTA!

A primeira etapa, tirando o péssimo resultado, foi movimentada e até agradável de se ver. Tudo seria diferente.

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Impressionante. Mal retornamos e a terra foi arrasada. GabiGol agradeceu o toque contra de Wellington Silva. Henrique? Desnecessário dizer. Santos 3 a 1, fácil, em cinco minutos, somados o primeiro e o segundo tempo. Um jogo que vinha bem encaminhado virou um acidente fatal na estrada com perda total de veículos.

Mas o Fluminense não se deu por vencido e, aos 20, Magno Alves fez uma jogadaça e Junio tocou com categoria, descontando no marcador. Inútil paisagem: em ritmo de treino, o Alvinegro marcou seu quarto gol numa cabeçada marota. A segunda melhor defesa do campeonato foi pelos ares. Goleado, o Tricolor viu sus cores combalidas. Teve até um brevíssimo olé. Para melhorar a inteligência e a técnica do time, entrou Osvaldo…

Quase foi pior. O Santos perdeu quatro gols. Favas contadas.

O Magno lutou até o fim.

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Prêmio de consolação: nossa torcida do Espírito Santo é um barato. Sempre esperta, cantando, pressionando, reclamando – ninguém é louco de impedir isso por lá. E os nossos admiráveis maníacos com suas faixas. A nativa, simples e especial: “O ES é a sua segunda casa”. O amor não se prende a geografias. Mereciam um time melhor e menos lorotas oficiais.

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É isso. Mais três dias e o Fla-Flu potiguar, 21 anos e um dia depois do maior jogo de todos os tempos – o do inesquecível gol de barriga. Novamente temos o mundo contra nós, a começar por alguns tricolores com o rei na barriga e o adubo na cabeça. A faca no pescoço. Só a vitória interessa.

Politicagem é o caralho!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: andelman

5 Comments

  1. Infelizmente queridos tricolores, mais um ano fugindo da degola.
    Até quando continuaremos assim.
    O que temos hoje, é uma caricatura de time.
    Time sem alma, sem categoria……
    É ainda temos um piadista como treinador.
    Lamentável.

  2. O Fluminense tinha uma torcida de verdade que ia para a porta das Laranjeiras sempre que esse tipo de palhaçada aconteceria… Hoje canta nense quando vai bem e nense quando vai mal…

    Fico imaginando se o indivíduo que ocupa a presidência do Flu ainda estaria lá se nossa torcida fosse tipo a do Curinthia…

    Quem faz politicagem é quem tenta desqualificar qualquer crítico dessa gestão… Tem membro de grupo político que já está desqualificando até quem o apóia…

  3. Hola tricolores;

    Humilhados, levamos olé, ouvimos a torcida adversária perguntar: “cadê nense”, começamos ganhando e levamos a virada, em vários momentos do jogo parecíamos um time de juvenis contra profissionais, levamos diversos “nós táticos”. E para colmo, tivemos que aturar Cavaliere com Júlio no banco, Pierre com Edson no banco, vimos mais uma vez a entrada triunfal de Geovani e Osvaldo. Agora estou entendendo o recado do rapazinho quando nos mandou reforçar o estoque de remédios…

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