Fluminense 1 x 2 Chapecoense (por Felipe Fleury)

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No Fluminense, é depois da bonança que vem a tempestade. O espetacular desempenho contra o Atlético MG já é passado. O momento é de sofrer novamente, de se apagar aquela brilhante vitória e lamentar o elenco medíocre e os sucessivos erros de interpretação do nosso treinador Levir Culpi.

Já o defendi, reconheço, mas tem errado demais, erros que nos têm custado pontos cruciais como esses que deixamos contra a Chapecoense, adversário que nunca vencemos pelo campeonato brasileiro.

Noite para o torcedor esquecer.

O Flu começou o primeiro tempo com a vontade que encerrara a partida contra o Galo. Além da vontade, as mesmas organização e velocidade, sobretudo pelo lado esquerdo, com W. Silva e Scarpa. A pressão inicial deu certo e, após uma falta sofrida por Marquinho e muitíssimo bem cobrada por Scarpa, Cícero se antecipou e marcou de cabeça o primeiro gol tricolor aos 4`.

Depois disso, porém, mais procurou administrar a partida do que se precipitar ao ataque. Magno Alves funcionava melhor como meia de ligação do que como atacante, função que pareceu mais apropriada a Cícero, que além do gol, deu outro chute perigosíssimo que passou rente à trave esquerda de Danilo.

A Chapecoense chegou com um perigoso disparo de seu volante, que passou próximo à trave direita de Júlio César, mas o Flu permanecia melhor e aos 29` quase chegou ao segundo gol, após cabeçada de W. Mateus que Danilo defendeu com brilhantismo.

O Flu jogou para o gasto no primeiro tempo, apenas o suficiente para sair com a vantagem no marcador.

No segundo tempo, Levir substituiu W. Mateus, lesionado, por Airton e Magno por Maranhão, precipitadamente. Magno não é jogador para dois tempos, mas poderia ter ficado em campo um pouco mais, pois prendia a marcação sobre si e ainda é uma cabeça pensante no atual Fluminense.

Sem esse incômodo, a Chapecoense começou o segundo tempo melhor do que terminara o primeiro, vindo para cima do Fluminense. Aos 8`, após um contra-ataque, a Chape traduziu essa evolução em gol e empatou a partida após um arremate cruzado no canto esquerdo de Julio César.

O Flu não se abateu. Ao contrário, foi para cima, e aos 10`, perdeu a chance de empatar por duas vezes, nos pés de Marco Junio e Cícero, após duas excelentes defesas do goleiro Danilo.

Mas foram apenas lampejos. O Tricolor caiu na mesmice, sucumbiu à marcação do time catarinense e parecia sem saber o que fazer para chegar ao segundo gol, quando Levir, para corrigir o prejuízo causado pela ausência de um homem de área, pôs Henrique Dourado no lugar de Marquinho. Aí Levir reconheceu seu equívoco e desmantelou a equipe.

A torcida chiou. E com razão. O time, que já não vinha bem, tornou-se apático, confuso e ainda deu espaços para a Chapecoense chegar por mais de uma vez com perigo ao gol Tricolor.

Aos 43`, o time catarinense chegou ao gol da virada numa falha de marcação após cobrança de córner. Um castigo para as invencionices de Levir Culpi. Um gol anunciado, uma derrota anunciada.

Por essa e por outras é que, embora a tabela de classificação indique ser possível uma classificação para a Libertadores, ela parece ser impossível diante de uma equipe inconstante comandada por um treinador que até hoje não conseguiu dar um padrão à equipe.

Um resultado terrível para as nossas pretensões. Levir mais uma vez determinante para a derrota com suas intervenções equivocadas.

O Flu padece, a torcida sofre. Eis a nossa sina.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

Imagem: f2

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