A mudança de fase tricolor (por Paulo Tibúrcio)

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Não me interessava tanto por jogos eletrônicos. Também, pudera. Eu era muito ruim. Tenho lembranças das poucas vezes em que tentei jogar. As primeiras fases até que eram tranquilas. Porém, à medida que o jogo avançava, a peleja ficava complicada. Raramente durava muito tempo. Um disparo recebido aqui, um golpe sentido acolá, um movimento mal calculado e “game over”. Claro que ficava frustrado, a diversão do jogo era justamente avançar para as fases mais instigantes. Mas faltava-me a habilidade, técnica e dedicação necessárias para continuar vencendo, chegar ao final e “zerar” o jogo. Isto me faz lembrar o atual momento por que passa o nosso querido Fluminense. Melhoramos consideravelmente, acredito que afastamos para longe o fantasma do rebaixamento, mas ainda me resta uma ponta de dúvida se este time realmente vai decolar e nos fazer substituir o alívio pela alegria. Ocupamos a oitava posição da tabela, com o benefício aparente de ter um jogo a mais por disputar. A posição não é das piores e nos dá alguma tranquilidade. Mas está longe do desejo da torcida. Não nos agrada o meio da tabela. Longe do martírio das últimas posições, porém, distantes do cobiçado G4. Precisamos avançar de fase.

Considero que o Fluminense mudou na vitória contra o Cruzeiro. Na sequência iniciada por esta partida, foram dois jogos contra times grandes (Cruzeiro e Internacional), dois jogos contra times medianos (Ponte e Atlético Paranaense) e dois jogos contra os últimos colocados da tabela (Santa Cruz e América Mineiro). Fizemos bem o dever de casa, apesar da derrota para o Atlético e do descuido contra o Internacional. Mas, sejamos sinceros, nenhum destes times é protagonista neste campeonato. Tivemos a sorte de pegar Cruzeiro e Inter em crise. Não estou menosprezando o feito. Foi válido, principalmente se considerarmos o nosso histórico de “fidalguia” contra times em situação difícil.

Os próximos jogos serão fundamentais para definir se seremos postulantes ao topo da tabela. Chegou o momento de mudar de fase. O grau de dificuldade vai aumentar consideravelmente nas próximas rodadas. Começamos contra o líder Palmeiras, certamente um dos melhores times deste campeonato. Será um grande desafio. Em seguida teremos o Botafogo, que vem evoluindo e sempre faz um jogo complicado contra nós. Não tem descanso, enfrentaremos o Atlético Mineiro que segue firme na briga com um time bastante competitivo. Depois da Chapecoense, que tem sido nossa pedra no sapato, teremos Grêmio e Corinthians, ambos fora de casa. Duas pedreiras. Não vai ser fácil.

Estamos em uma curva ascendente, não restam dúvidas. Mas o time atual, que foi renovado com as recentes contratações, ainda precisa ser provado. É hora de conferir como a defesa menos vazada do campeonato se comporta perante equipes com maior poder de ataque. Realizando uma boa sequência contra times mais fortes, nos credenciaremos na briga pela ponta. Caso contrário, ficaremos como simples coadjuvantes. Espero que a habilidade, técnica e dedicação que me faltou nos videogames estejam presentes nos comandados de Levir Culpi.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: pati

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