A farsa implodida (por Paulo-Roberto Andel)

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Espero sinceramente que ainda haja tempo para a reabilitação de Orejuela, a começar pela própria cabeça oca do jovem jogador.

Quando chegou ao Fluminense, exibiu um futebol tão vistoso que ficou vários jogos praticamente sem errar um passe, desarmando com elegância e oferecendo excelente saída de bola. Lembrava os anos 1970 com os pés. Dava todos os sinais de que seria um craque completo, daqueles de derrubar os paradigmas pueris do atual futebol brasileiro, recheado de volantes brucutus que mal sabem o que é a bola.

Num súbito, o futebol sumiu. A cidade cosmopolita, os prazeres da noite, a vaidade e a falta de noção fizeram com que se tornasse um ‘mala’ a ser excluído, vide o episódio narrado muito bem por Sergio Trigo em sua coluna de ontem neste PANORAMA.

Se jeito não houver, Orejuela se juntará a uma longa lista de jovens jogadores tricolores que, nos últimos anos, não passaram do quase, especialmente os oriundos da base que não deram retorno esportivo algum pelos mais variados motivos, embora tivessem tudo para fazê-lo. Os mais esquecidos nem se lembram de como Wellington Silva, este mesmo. que aí está, deixou o clube pela primeira vez.

Não há dúvidas de que Xerém é uma mina de ouro e abriga o futuro do Fluminense, mas é preciso melhorar a cabeça da garotada que tem subido. A lista de jovens problemáticos é longa. Orejuela, embora contratado já como profissional vindo do exterior, tropeçou nas mesmas pedras malditas. Tomara que ainda haja tempo, porque tem futebol de sobra, mas é bom que se diga: em qualquer área de atuação na vida, só o talento não garante sucesso. É preciso lucidez, equilíbrio e, literalmente, sobriedade. O corpo não responde com sucesso a uma cabeça de cabeça para baixo.

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Seis pontos, três gols. Um a zero sobre o Bahia, dois a zero sobre o Flamengo.

É o que o Fluminense precisa para transformar os últimos meses em alívio e boa perspectiva, tudo nos próximos quatro dias.

Como se pode imaginar, não há absolutamente nada de impensável nestes dois resultados, por mais que a fase tricolor seja opaca. É momento de atitude, decisão e principalmente resgate.

A primeira batalha é logo mais. Vamos lá empurrar o time.

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Meus agradecimentos plenos, sinceros e definitivos ao Fluminense, em especial ao Vice-Presidente Jurídico do clube, Bruno Curi.

Os que acompanham esta coluna há cinco anos sabem a farsa que foi armada contra a minha pessoa, em computadores dentro das dependências do Fluminense, e que infelizmente contou à época com a completa indiferença – para não dizer escárnio – de membros importantes da gestão anterior, a começar pelo ex-presidente do clube, Sr. Peter Siemsen, que se demonstrou mais preocupado com minhas declarações nas redes sociais do que com a possibilidade de DESTRUIÇÃO de uma obra literária que enaltece o Fluminense e navega por todo o brilhante ano de 2012, um dos mais bonitos das últimas décadas do clube. Um ponto de vista desastroso, mas que sequer constitui novidade.

E uma obra realizada sem remuneração do autor, que, ao contrário de muitos “tricolores apaixonados”, trabalha a favor do Fluminense de graça (e que edita um blog de literatura de futebol, em vez de uma revista de fofocas, nem aluga suas opiniões para candidatos derrotados).

Os homens passam, o Fluminense fica para sempre e, nas sucessões, sempre é possível melhorar em termos de coragem, sensibilidade, apreço à memória do clube e respeito aos tricolores de todos os lugares, sem bravatagem e fanfarronice ou olhando para a marca do relógio do interlocutor. E aí está o nome de Bruno Curi que não me deixa mentir, bem como de outros próceres como meus irmãos Antonio Gonzalez e Marcus Vinicius Caldeira, o advogado Marcello Luna e grande elenco.

Não vivo de futebol. Há 25 anos, sou responsável pelo cálculo de um custo que atende à regularização cartorária de imóveis em todo o Estado do Rio de Janeiro, com interesse mensal de milhares de pessoas. Tal procedimento é do único indicador econômico do país que possui uma memória de cálculo pública e, por isso mesmo, sujeita à prova dos nove por centenas de peritos, milhares nos mesmos 25 anos. Jamais sofri um processo nesta atividade profissional.

Quanto ao meu trabalho voluntário sobre o Fluminense, creio que a imagem abaixo fale mais do que qualquer coluna. Ah, boa parte destas capas foi produzida por mim, ao lado do incansável escritor Zeh Augusto Catalano.

O jogo ainda não acabou, mas a farsa foi implodida. Dela, só restam pó e escombros.

Aos incomodados, a dica é simples e fácil: procurem uma editora que aceite bancar seus trabalhos e escrevam dez livros sobre o Flu.

E para os que tentam sabotar o Tricolor ou levar vantagem pessoal em cima dele através de meios ilícitos, só existe uma saída: a da porta dos fundos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: curvelo

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