Afinal, o que falta ao Fluminense? (por Aloísio Senra)

Tricolores de sangue grená, Wendel ficou, só perdemos o Richarlison, continuamos com o mesmo treinador, jogadores lesionados estão voltando e, até onde eu sei, a palavra do presidente tem estado em dia em relação aos pagamentos de salários – em que pesem os atrasos. Por que, então, o Fluminense não engrena? As últimas duas partidas pelo Brasileiro foram tristes. Se contra o Vitória o time não soube fazer o simples e segurar a importantíssima vitória, contra o Atlético-PR também não soube cadenciar o jogo após ficar em vantagem no placar, e tomou um baile do Furacão, que tem sido nosso freguês no Paraná por anos.

O resultado é que estamos agora a longínquos seis pontos do objetivo mínimo, que é a vaga para a Libertadores, e a quatro perigosíssimos pontos do quarteto da morte. E se olharmos o que vem pela frente, fica difícil fazer prognósticos positivos. Teremos Palmeiras em casa, Grêmio fora e, depois, a Dissidência. Palmeiras é um time muito bem treinado e com elenco melhor que o nosso. Jogar no Maracanã deveria ser um diferencial, mas só será se jogarmos com aplicação e qualidade. O Grêmio vai querer se recuperar das duas derrotas seguidas com toda a certeza, e não será mole nem mesmo trazer um ponto de Porto Alegre.

E os rubro-negros, como bem sabemos, sempre nos proporcionam um jogo aleatório. É impossível fazer qualquer previsão, porque mesmo quando estamos bem e vencendo, o décimo-terceiro jogador entra em campo (e às vezes o décimo-quarto, o décimo-quinto…) e muda o resultado da partida. Os próximos compromissos do Fluminense serão extremamente temerários. Resultados negativos podem mudar completamente nosso foco e passar à preocupação real com o rebaixamento. Fico preocupado, principalmente, com o nosso desempenho em relação à Sul-Americana.

Imaginem estarmos em uma situação na qual precisemos poupar jogadores em jogos decisivos da Copa Sul-Americana por conta de uma situação desconfortável na competição nacional. Seria um desastre. Falando nisso, foi maravilhosa a noite de quinta-feira passada. A torcida comprou o barulho e mostrou por quê ela é tão exaltada no Brasil e no mundo afora. O resultado magro de 1 a 0 contra a LDU foi o bastante para premiar a participação dos fanáticos tricolores, e eu espero que seja o bastante para nos garantir a classificação também. Sabemos o quanto é difícil jogar na altitude.

Sinceramente, precisamos passar pela LDU. Não por 2008, não por 2009, mas pelo resto do nosso ano. Seria um golpe muito duro sofrer a terceira eliminação consecutiva para a equipe equatoriana, e eu temo que isso possa repercutir muito mal na relação time-torcida para o resto do ano. Achei totalmente inadequado Abel e seus comandados tratarem esse jogo de modo até banal, como se fosse apenas mais um. Isto mostra a falta de empatia com a torcida, que tem sido norma nas Laranjeiras. Antes foi o desdém pela Primeira Liga, agora isso. Que pelo menos cumpram sua obrigação e nos classifiquem em Quito.

Curtas:

– Lamentável esse imbróglio do Giulite Coutinho e mais lamentável ainda a postura dos principais canais da imprensa esportiva, atribuindo ao Fluminense uma culpa que, até que se prove o contrário, não é sua.

– Quando veremos o time titular do Carioca (ou algum que renda como ele) em campo novamente? Está difícil assistir aos jogos do Fluminense e ao mesmo tempo gostar do que se vê.

– Sim, eu falei sobre o décimo-terceiro jogador que geralmente participa dos Fla-Flus. Afinal de contas, o décimo-segundo participa de todos eles, né, família Marinho?

– Tricolores, vamos aproveitar a onda positiva criada pela última partida em casa e tentemos ser mais presentes ao Maracanã. Se as coisas apertarem, seremos necessários como nunca.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: alo

1 Comments

  1. Hola tricolores;
    Para mim está posta a situação de que existia o interesse de transferências milionárias para o velho mundo. A condição de único efetivamente negociado ter sido o “Richarlison” deixou muitos beicinhos e com postura “meia boca” em campo. Muito mais que os tais dos “atrasados”. Em sua condição de acéfalos, não calculam que um eventual mau resultado ou desempenho do Brasileirão lhes deixa ainda mais desvalorizados. Some-se a isso a omissão da direção e “violá”. Temos a…

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