Fluminense: Eleições 2016 (por Felipe Fleury)

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O Fluminense vive um momento de acirrada disputa política que antecede o pleito de 26 de novembro, data em que será escolhido o seu próximo presidente pelos próximos três anos.

O colégio eleitoral tricolor, ampliado desde que foi garantido ao sócio-torcedor o direito de voto, sem exagero, supera o de muitas cidades no interior do Brasil, o que garante uma participação mais democrática do torcedor na escolha da nova gestão do clube.

As quatro candidaturas – Cacá Cardoso, Celso Barros, Mário Bittencourt e Pedro Abad – também conferem um ar de eleições que se comparam aos pleitos a que estamos acostumados quando escolhemos nossos representantes no Executivo ou no Legislativo.

Infelizmente, contudo, toda essa grandiosidade conferida ao pleito tricolor também o aproxima das principais mazelas das eleições políticas do país: hostilidades entre candidatos e correligionários, bravatas, rancor, pouco debate de ideias e o baixo nível das campanhas.

Guardadas as devidas proporções, é claro, esse ambiente pouco saudável tem contaminado torcedores adeptos das candidaturas, cabos eleitorais e outros interessados, gerando um clima conflituoso que não combina com a disputa, que deveria ser exclusivamente fulcrada no debate de ideias e argumentos.

Diferentemente dos pleitos eleitorais para cargos executivos e legislativos, onde o antagonismo exacerba-se, por vezes, ante as profundas diferenças de pensamento político e doutrinário dos candidatos, provocando raivosas contendas entre seus seguidores, a disputa eleitoral para a presidência de um clube de futebol deveria pautar-se apenas pela divergência de ideias, uma vez que todos, invariavelmente, seguem a mesma doutrina: a doutrina tricolor.

O objetivo comum dos candidatos à presidência do Fluminense Football Club é, presume-se, engrandecer o clube. Todos são torcedores apaixonados pelo Tricolor, portanto, todas as plataformas almejam o mesmo fim, mas por caminhos diferentes.

É nesse sentido que o respeito mútuo deveria nortear os debates entre os adeptos de uma ou outra chapa e as próprias manifestações dos candidatos. Não apenas o respeito entre si, mas sobretudo o respeito ao torcedor, destinatário de suas mensagens. Promessas vãs, bravatas, não devem ser lançadas irresponsavelmente somente com o objetivo de angariar votos, afinal de contas, o maior prejudicado por essas condutas será o próprio Fluminense, que não será aquele prometido na campanha eleitoral.

Todos os torcedores, e também os candidatos, desejamos um Fluminense maior, vitorioso, autossuficiente, o que naturalmente ensejaria o nascimento de uma candidatura única que reunisse os melhores quadros para compor a próximas administração.

Não foi assim, porém. Os melhores quadros estão divididos entre os quatro candidatos que pretendem, por suas próprias convicções, chegar à presidência do clube. Essa diversidade, por outro lado, pode ter um ponto positivo: dar ao torcedor a oportunidade de escolher a melhor proposta para a gerência do Flu nos próximos três anos.

De uma forma ou de outra, a campanha está aí, efervescente, com quatro candidatos que, do seu jeito, pretendem o melhor para o Fluminense.

Diante disso, aceitei todos os convites que recebi para curtir páginas de candidatos. Fui às explanações que me foram possíveis, assisti às suas entrevistas e curti, quando me agradaram, postagens de todos, indistintamente. Fiz o que achei que deveria fazer para conhecer melhor as propostas de cada um, sem rancor, sem preconceitos.

Evidentemente, já tenho o meu escolhido que, se vitorioso, seja aquele que conduzirá o Tricolor aos mais elevados patamares do futebol nacional e internacional.

Deixo aqui, então, minha sugestão para esta reta final de campanha: que os indecisos escolham com consciência, que os que já se decidiram respeitem as decisões alheias e que no dia 26 de novembro a vitória de um candidato não signifique a derrota dos demais, porque estaremos todos, sempre, do mesmo lado da arquibancada.

E, por fim, que a retidão moral e a grandeza de espírito do presidente Sylvio Kelly, cuja perda nos faz doer o coração tricolor, norteie os passos de quem assumir a gloriosa missão de conduzir os destinos do Fluminense Football Club pelos próximos três anos.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

Imagem: f2

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