Difícil de acreditar (por Rafael Rigaud)

IMG_20140917_224112Amigos, o onze mais importante do mundo entrou em campo para enfrentar o soteropolitano Vitória em seus domínios. Começamos vencendo o jogo com gol do excelente Cícero na primeira etapa, mas o que parecia um começo promissor de uma vitória consistente (dominamos as ações do jogo durante a primeira etapa) acabou se tornando um acachapante revés por 3×1 em Salvador.

Inacreditável a queda de rendimento existente entre o primeiro e o segundo tempo nos jogos do Fluminense. Se os empates contra Corinthians e Cruzeiro já tinham tirado o time de uma eventual briga por título (sim, não era impossível, era “só” improvável – e o Flu adora destruir probabilidades-), agora sequer com o G4 acho que dá pra sonhar.

Em condições normais de temperatura e pressão, nosso elenco nos permitiria sonhar, mas na atual conjuntura, sinto que não dá. Não com esse rendimento. Não com esse comportamento. Não com essa postura. Não com esse Cristóvão apático e que só falta dar de ombros para o jogo e virar as costas para o gramado (vitória, empate, derrota, tudo parece satisfatório para o treinador do tricolor, suas entrevistas pós-jogo me assustam, tudo parece tudo estar bem em qualquer circunstância, isso é assustador).

Agora entendo os amigos vascaínos que o odiavam e o chamavam de incompetente e “professor Pardal” quando este treinou o time cruz-maltino, eu antes achava que ele era incapaz de mudar um jogo e que perderia sempre que a gente tomasse um gol antes do adversário, mas que saberia administrar uma vantagem e nos garantir três pontos quando abríssemos o marcador. Hoje, nem nisso tá fácil de acreditar.

Não pensem vocês que sou de jogar a toalha, fui vítima de deboche de amigos próximos quando em 2009 falei que dava pra não cair e mais ainda quando perdíamos pro Cruzeiro por 2×0 e me perguntaram “e agora?” e eu respondi “agora precisamos de três gols”, justamente o que acabou acontecendo para minha euforia e desespero dos amigos rivais (sobretudo porque ganhei cerveja da torcida do arco-íris que dava como favas contadas nossa derrota e apostou comigo). No fim, pra incredulidade de todos (menos dos tricolores de Álvaro Chaves) não caímos e muito disso se deveu à crença inabalável certeza da nossa gente que era possível reverter o iminente rebaixamento.

Mesmo sabendo que tem quase um turno inteiro pela frente, não vejo qualquer possibilidade de reação. O time, outrora de guerreiros, não tem mais a mesma chama no olhar e o treinador parece aceitar qualquer coisa que venha no fim dos 90 minutos e isso é o que eu acho que nos tira qualquer possibilidade de algo grande no fim da temporada.

Nunca gostei de fazer o papel de pessimista nem acho divertido me colocar como o portador das más notícias, pelo contrário, me dói fazer essa afirmação, mas entendo que até vaga no G4 vai ser digna de uma jornada homérica (como a comandada por Cuca em 2009) e, caso venha, deverá ser festejada com toda a pompa, pois vai ser muito além do que esse elenco está merecendo nessa temporada. Domingo próximo, jogaremos o clássico entre os irmãos Karamazov da bola, espero desesperadamente que consigamos uma vitória diante do nosso rival, se João de Deus quiser (ele e Gravatinha). Sim, porque graças ao Cristóvão é que não vai ser.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

2 Comments

  1. TÉCNICO PREGUIÇOSO E FROUXO
    Não treina esse monte de molengas. Não bota nenhum dos medalhões no banco. Um desastre.
    TÉCNICO BURRO
    Porque toma pressão desde o primeiro minuto após fazer um gol e não mexe no time até tomar o empate.
    TÉCNICO LOUCO
    Por fazer substituições estapafúrdias, mantendo a nulidade do Sóbis em campo, colocando um zagueiro no lugar de um lateral com o time perdendo e precisando atacar.
    VERGONHOSO. Pode pegar a malinha e se mandar com toda essa cambada de inúteis.

  2. Concordo plenamente com sua opinião. Nosso maior problema ainda é o preparo físico. A perna do Conca parecia pesar 300 kilos. Errou tudo o que tentou no segundo tempo, exceto o chapéu nos acréscimos. Cristóvão tentou tirando o Fred, mas, como aconteceu contra o América de Natal, apagamos e levamos de 3×0 no segundo tempo, contra o lanterna. Espero que cheguemos aos 47 pontos o mais rápido possível, para não sofrermos tanto. ST

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