Deixando o QPM de lado (por Paulo-Roberto Andel)

Depois de um momento difícil na temporada, veio em boa hora esta vitória sobre o Avaí. É natural prever o argumento da turminha do QPM (quanto pior, melhor – a abominável politicagem de murais e colunas de aluguel): “Tinha que vencer o lanterna do campeonato”. Sem dúvida, mas é bom que se diga: desde a implementação do sistema de pontos corridos em 2003, o Fluminense já perdeu seiscentos pontos para os times que, na ocasião dos jogos contra nós, estavam na zona de rebaixamento – com e sem Unimed, com e sem Flusócio; com e sem Fischel, Horcades, Peter, Mário Bittencourt e o diabo a quatro. Basta pesquisar para atestar o fato. Ah, a terrível estatística também acontece na mesma amostra temporal quando a adversário teve algum jogador expulso contra nós.

Outra da QPM: “Venceu porque o goleiro deles falhou”. É óbvio que o gol de Dourado amenizou a tarefa, mas se o time tivesse parado no 1 a 0, talvez sofrêssemos um sufoco a seguir, o que não aconteceu. E se o Avaí é o lanterna do campeonato, não dá para dizer que é um time bobo, tendo jogadores como Maicon (ex-Seleção), Betão (ex-Corinthians), o camaronês Joel e o interminável Marquinhos. Juan, não: sempre foi um enganador. O time catarinense não havia perdido em casa no Brasileirão até os 3 a 0 de ontem.

Não há como não reconhecer a atitude de Calazans, a evolução gradual de Reginaldo, o bom presságio da entrada de Mascarenhas. E nem se pode desprezar a atitude do time do Fluminense em 2017, new blood, cheio de garotos impetuosos, ao contrário dos milionários entediados em campo nas temporadas anteriores. Ao mesmo tempo, torcer para o Flu não pode significar a insanidade em não se perceber a necessidade de reforços para ontem. É certo que nossa dificuldade econômica é enorme; no entanto, não dá para simplesmente dizer que não há dinheiro ou escalar balancetes em campo quando alguém se contundir. Se o dinheiro é nenhum, que se use a criatividade por meio de trocas e empréstimos. Criatividade, senhores.

Última forma: temos em nossa direção e no apoio político alguns nomes extremamente bem sucedidos no mundo corporativo nacional. É certo que o país está sob escombros econômicos, o caos está por toda parte, mas o que falta para termos um patrocinador minimamente decente? Hora de agir, senhores. Espero sinceramente que a nova camisa traga novidades concretas neste sentido.

Extra: o Fluminense tem condições sim de vencer o São Paulo no Morumbi. E conseguindo isso, dará mais um passo para consolidar sua posição na parte de cima da tabela. O empate não é mau, mas essa garotada não entra em campo para enrolar. Pode vencer, pode perder, mas não deixa de ter atitude. Reconhecer isso é bem mais útil do que ter candidato de estimação. É melhor ser alegre do que ser triste.

Mas afinal, quem é que lidera esse tal de QPM? desconfiado de que é este senhor abaixo…

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: Curvelo

4 Comments

  1. Quem é esse abaixo? Não entendi, é o George Michael tricolor (por conta da música)? Hahah

    1. Carlos, é o Conselheiro Francisco de Zanzibar y Zanzibar, conhecido como Chiquinho Zanzibar.

  2. “milionários entediados” – A primeira vez que ouvi isso, foi com o Tony Platão no Rock Bola…..grande sacada.

    “Pode vencer, pode perder, mas não deixa de ter atitude” – Isso é o que a torcida quer.

    ST

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