Cruzeiro 2 x 2 (3 x 1) Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

Desta vez bem posicionado defensivamente, o Fluminense soube ser matreiro e deu o bote para marcar o primeiro gol, num pênalti de Dedé em Brenner. Ganso bateu mal, Fábio defendeu e Luciano marcou de cabeça no rebote. Como agora tudo é VAR, a cobrança teve que ser repetida e aí sim o 10 tricolor mostrou a categoria habitual, abrindo o marcador. Mesmo mais atrás, o Flu não foi imprensado pela Raposa, um tanto lenta embora empurrada pela multidão azul, mas já sem Fred, que saiu contundido. O Flu chutou um pouco mais do que o Cruzeiro e viveu o primeiro tempo sem grandes sustos. Mostrou personalidade.

Na volta do intervalo, o eterno Thiago Neves quase marcou depois de uma infiltração pela direita, mas felizmente a bola cruzou a área. A pressão aumentou junto com a velocidade, o Fluminense se encolheu e veio o empate cruzeirense com o próprio TN, ao escorar de cabeça praticamente em cima da linha. Empate, torcida incendiada, meia hora de briga à frente e Gilberto chutando bolas longe, bem longe…

Neves dá um drible desconcertante em Ganso, por entre as pernas, lança para Pedro Rocha na esquerda e é marcado (mais) um pênalti duvidoso contra o Fluminense – e, claro, sem VAR. Sassá fez palhaçada na cobrança e o contestado Agenor defendeu no canto direito. Num indo e vindo, o Flu de volta ao jogo.

Lá e cá, aos 32, pênalti de Caio sobre Lucas Romero, aí sim com VAR. Ironia do destino, Thiago Neves na cobrança, bola no meio do gol, virada do Cruzeiro. Imediatamente vieram a campo Ewandro e Mascarenhas, saindo Brenner e Frazan, com Diniz tentando tudo – Caio virou zagueiro. E Fábio fez um defesaço em cabeçada de Nino.

Último cartucho: Miguel, 16 anos, no lugar de Nino. O Fluminense no desespero sem zagueiros. Agenor salvando o terceiro em chute de Pedro Rocha. Voo de Fábio defendendo bela cabeçada de Ganso com a mão trocada aos 47, Fluminense na pressão final. E aí…

Veio um GOLAÇO-AÇO-AÇO DE PLACA na bicicleta de João Pedro, daqueles de gozar e infartar, apoteótico. Bola no canto direito, Fábio batido, a velha sina do último minuto bateu à porta e a decisão foi para os tiros livres da marca do pênalti, como dizia o velho Mário Vianna. Cada time dominou um tempo, o resultado de campo acabou justo.

Nos pênaltis tudo poderia acontecer e acabou acontecendo mesmo. Ganso acertou o travessão, o menino João Pedro perdeu para o grande Fábio, Gilberto fuzilou a trave direita. Por fim, Thiago Neves encerrou a conta. Vida que segue, 2008 não volta mais.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

#credibilidade

2 Comments

  1. COMO TREINO É TREINO E JÔGO É JÔGO JÁ DISSERA O FOLHA SECA MESTRE DIDI CAMPEÃO EM 1951 APOSENTE – SE E JÁ ESSE GILBERTO A ME FAZER TER SAUDADES DE JAIR MARINHO, CARLOS ALBERTO TORRES, OLIVEIRA, TONINHO BAIANO, RUBENS GALAXE E ALDO. ACONSELHO A ESSE JOGADOR FRACO ASSISTIR AOS TAPES DESSAS GRANDES VIRTUOSES DA BOLA ALÇADA NA ÁREA OU COMO DIZIA WALDIR AMARAL NO CÓRNER DE MANGAS CURTAS…QUANTO AO JOÃO PEDRO TREINAI – O NA TAREFA DOS PENALTIES, POIS, AO IMPONDERÁVEL, SUPÕE – SE INDOMÁVEL, O MENINO…

  2. Andel, fora do assunto do jogo: Nesta 3.a feira fiquei sabendo por fonte confiável, que o nosso “tricolorzaço” cantor Serguei está internado, em estado grave no Hospital Regional do Médio Paraíba Doutora Zilda Arns Neumann em Volta redonda.
    Não sei se a notícia não chegou na imprensa por desconhecimento ou opção da família, mas acredito não ser problema passar essa informação aos amigos tricolores, que tem admiração pelo Serguei.
    Abraços e ST’s

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