Corinthians 0 x 0 Fluminense: atuações (por Mauro Jácome)

A lotada Arena Corinthians e os jogadores do time paulista pressionavam a arbitragem. Do lado de fora, um ex-jogador e já ex-interino. Em campo, a bola de pé em pé ainda tinha a assinatura de Fernando Diniz. Muriel e Cássio acompanhavam as idas e vindas. Como o contexto impedia que todas as linhas tricolores subissem, a fragilidade defensiva não estava aparente. Meia hora passada e, ante o bloqueio à frente do gol de Muriel, os ataques alvinegros cortavam o espaço aéreo. Nino, Frazan – que carregava o temor de cada um dos torcedores -, e mais quem por ali passava afastavam os perigos. O terço final do primeiro tempo foi ataque contra todos os tricolores entrincheirados, mas nada de sustos.

Demoraram nove minutos para o Fluminense pisar no campo de ataque. Na intermediária, Ganso, Nenê, Daniel trocavam passes e espaços, mas Cássio era um alvo difícil de ser alcançado. Com Nem, talvez Marcão pensasse alto. Um chute ou outro, mas de tão longe, a bola chegava frouxa. O tempo passou e a ousadia virou cautela. Caio entrou com o fôlego que Daniel tinha perdido. No apagar das luzes, não fosse Muriel, o Fluminense amargaria uma injusta derrota. Mesmo com a atmosfera hostil, mesmo com todas as previsões catastróficas, o Tricolor saiu de cabeça erguida e chamou para si a decisão na próxima quinta-feira.

MURIEL

Ainda não está habituado com os pés e não tem agilidade para definir a saída com um toque ou um chutão. Salvou no fim com uma defesa espetacular.

IGOR JULIÃO

Ficou preso para marcar Clayson e Danilo Avelar e fez bem.

NINO

Começou atrapalhado. Depois, evitou a carregar a bola e a vida ficou menos complicada. Foi muito bem nas bolas aéreas.

FRAZAN

Grande partida. Procurou não dar sopa para o azar. Do jeito que a bola vinha, voltava. Junto ia a desconfiança da torcida.

CAIO HENRIQUE

Sofreu com a dupla Pedrinho-Fagner, principalmente, quando a ajuda demorava a chegar. Mais coberto no segundo tempo, não levou tanto sufoco. Na frente, pouco arriscou.

ALLAN

Recebeu forte marcação na saída de bola e deixou para Ganso a tarefa de articular a transição.

DANIEL

Quando ultrapassava a linha central, havia um paredão corintiano e pouco evoluía. Ajudou muito na marcação.

CAIO

O meio-campo recuperou o poder de marcação, mas teve dificuldades para participar da transição.

PH GANSO

Tentou passes verticais para Yony, Marcos Paulo, Wellington Nem, mas a marcação forte do adversário impediu a evolução até a área de Cássio.

JOÃO PEDRO

Entrou para aproveitar algum descuido corintiano nos minutos finais, mas faltou chance.

NENÊ

Correu, chutou, reclamou, caiu, derrubou. Brigou muito. Importante no auxílio a Caio Henrique no segundo tempo.

MARCOS PAULO

Sumido. Pouco produziu. Não está encontrando espaços entre a dupla Ganso-Daniel e o atacante de área.

WELLINGTON NEM

Uns dois contra-ataques e só. Longe daquele Nem que desmontava as defesas adversárias.

YONY GONZÁLEZ

Não foi feliz nas arrancadas.

MARCÃO

Não se pode negar que o sistema defensivo esteve muito mais consistente do que em partidas que custaram o emprego do Fernando Diniz. No entanto, as condições foram bem diferentes: na casa do adversário, mata-mata, o Fluminense não subiu com todas as peças de meio-campo. Teve muita cautela. Allan não se projetou, os laterais ficaram contidos. Dessa forma, ao perder a bola, havia lastro para iniciar o bloqueio e os zagueiros não ficavam expostos.

Panorama Tricolor

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