Copa América. E aí? (por Márcio Machado)

Parece que agora vai. Depois da Colômbia não poder segurar porque o povo cansou, além da Argentina sabiamente perceber que não ha condições e outros países serem tímidos, o presidente do Brasil e seu destemor sanitário trouxeram isso pra cá. Cada um que faça o seu julgamento, o meu está claro, mas vamos ver as consequências pro Fluminense.

Primeiro, quero bom senso da diretoria: a não ser que seja forçada a isso, não é momento de receber visitas no CT. Messi já foi lá, já fizemos fotos legais e não teremos lucro nenhum em compartilhar estrutura com seleções, só o vírus.

Agora, o fato é que a CBF ajudar rapidamente essa competição inútil a não naufragar pode, de alguma forma, aumentar a chance política de um terceiro título consecutivo de Libertadores aqui. Entendo eu que um outro por fora agrade mais a AFA (CBF da Argentina) e similares, posso estar viajando, mas acho que, no mínimo, o contexto político tá propício a ficar melhor pra gente. Cabe ao presidente trabalhar nisso.

O Flamengo está aí e tem de ser combatido dentro e fora de campo. Nisso a gente lembra que eles não querem jogar por terem oito convocados. Parar tudo durante essa coisa, tendo em vista que, provavelmente vai se usar o Maracanã com público, e um combinado de ameaças ao fair play e a saúde de todos nós, que exige um combate articulado com outros clubes, esferas de governo e sociedade civil, o perigo é grave e exige uma atitude.

No mínimo, esperamos que a temporada siga. Caso contrário ela não acaba esse ano de novo. Que a Copa América seja sem público e em bolhas de no máximo três estádios, onde não estejam jogando clubes pelas quatro divisões. Aí dá para levar, com muita restrição. ST.

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