Coletivo (por Mauro Jácome)

Coletivo. É o que o Fluminense fez, sábado, no Moacirzão (qualquer estadiozinho tem que ser “ão”?). Aparentemente, o estádio não é ruim, mas o gramado é. O adversário também. O time reserva do Fluminense é bem melhor do que o titular do Kissa. Mesmo assim, o Cavallieri teve que quebrar o enfado e fazer uma difícil defesa, logo no começo do jogo. Para ele, o jogo acabou ali. Ainda teve uma bolinha no segundo tempo, mas até o FH pegaria. Saiu com a camisa branquinha.

Os dois tempos foram distintos. A etapa inicial mostrou as dificuldades que o time tem quando o Nem não joga e, também, a falta de laterais no apoio. O Carlinhos foi, mas errou tudo. Thiago Neves se movimentou e trocou ideias com Jean e Sóbis. O mais novo convocado de Felipão correspondeu e participou de várias investidas. No entanto, Sóbis sentou em mais uma atuação burocrática. Valência foi o leão de sempre. Acho que o Abel está certo em dar-lhe a titularidade. Até quando eu não sei, pois a saudade pode apertar e o Edinho pode voltar a qualquer momento.

Com a inexistência das bolas da linha de fundo e, ainda, com uma marcação forte, Fred ficou muito isolado. Aparecia somente na hora do agarra-agarra dos escanteios. Marcos Junior só lembrou Nem no tamanho.

Com essas dificuldades em criar oportunidades de gol, o jogo encaminhava-se para o zero a zero e, provavelmente, para algumas vaias na saída para o vestiário. Mas quem tem Fred tem meio caminho para o gol. Em mais uma de suas cavadas, o centroavante protegeu uma bola e deixou o zagueiro desabar em cima dele. Ainda fez aquela cara falsa de dor. Falta, lógico, quem não marcaria? Foi quase na risca da grande área. Chance de ouro para abrir o placar. Na cobrança, um petit comité em volta da bola: Sóbis, Thiago Neves, Jean, Fred. Numa aposta, provavelmente, o camisa 7 seria o menos votado. Mas foi ele quem bateu, e com maestria. Uma bela cobrança no ângulo. Ano passado, num jogo do Brasileiro, ele bateu de forma semelhante, só que a bola foi no travessão e caiu quase em cima da linha. O gol de Jean só influenciou no segundo tempo, pelo horário em que saiu.

Na volta do vestiário, o placar favorável tirou a pressão das costas e o time jogou mais solto. Só que o Fluminense padece de um mal que é histórico, algo de décadas: a acomodação. Muitos resultados adversos aconteceram por causa desse desinteresse em função de vantagens parciais durante os jogos. O Quissamã até se assanhou e passou do meio-campo.

Aos 18 minutos, Wagner entra no lugar do inútil Sóbis e o Fluminense volta e ter onze jogadores em campo. A bola rola com mais rapidez e o time acorda. Numa dessas trocas de bola, Wagner recebe de Carlinhos (quem diria!), gira, toca para Fred e recebe mais à frente. Tiro seco, rasteiro. 2 x 0 e jogo liquidado. No fim, Wagner lança Felipe, que cruza, mas o jogador do Quissamã, num carrinho, leva a bola com a mão. Pênalti. Fred corre e, com os olhos fixos no goleiro, bate com força, no canto. 3 x 0 e, assim, o artilheiro abriu a porteira para 2013.

Da mesma forma que nos jogos anteriores, o time não mostrou evolução tática. Os lados do campo estão deficientes. Carlinhos, em crise, e Bruno, por característica, pouco têm contribuído para abrir as defesas adversárias. Fred está muito isolado. Sóbis pouco participa. A posse de bola, fator com que o Abel disse que se preocuparia mais este ano, ainda é deficiente. Quando o time tem a iniciativa do jogo, as trocas de passes são inócuas e, muitas vezes, efetuadas lá atrás, pelos zagueiros.

Coletivo. É o que o Fluminense fez, sábado, no Moacirzão (qualquer estadiozinho tem que ser “ão”?). Aparentemente, o estádio não é ruim, mas o gramado é. O adversário também. O time reserva do Fluminense é bem melhor do que o titular do Kissa. Mesmo assim, o Cavallieri teve que quebrar o enfado e fazer uma difícil defesa, logo no começo do jogo. Para ele, o jogo acabou ali. Ainda teve uma bolinha no segundo tempo, mas até o FH pegaria. Saiu com a camisa branquinha.

Os dois tempos foram distintos. A etapa inicial mostrou as dificuldades que o time tem quando o Nem não joga e, também, a falta de laterais no apoio. O Carlinhos foi, mas errou tudo. Thiago Neves se movimentou e trocou ideias com Jean e Sóbis. O mais novo convocado de Felipão correspondeu e participou de várias investidas. No entanto, Sóbis sentou em mais uma atuação burocrática. Valência foi o leão de sempre. Acho que o Abel está certo em dar-lhe a titularidade. Até quando eu não sei, pois a saudade pode apertar e o Edinho pode voltar a qualquer momento.

Com a inexistência das bolas da linha de fundo e, ainda, com uma marcação forte, Fred ficou muito isolado. Aparecia somente na hora do agarra-agarra dos escanteios. Marcos Junior só lembrou Nem no tamanho.

Com essas dificuldades em criar oportunidades de gol, o jogo encaminhava-se para o zero a zero e, provavelmente, para algumas vaias na saída para o vestiário. Mas quem tem Fred tem meio caminho para o gol. Em mais uma de suas cavadas, o centroavante protegeu uma bola e deixou o zagueiro desabar em cima dele. Ainda fez aquela cara falsa de dor. Falta, lógico, quem não marcaria? Foi quase na risca da grande área. Chance de ouro para abrir o placar. Na cobrança, um petit comité em volta da bola: Sóbis, Thiago Neves, Jean, Fred. Numa aposta, provavelmente, o camisa 7 seria o menos votado. Mas foi ele quem bateu, e com maestria. Uma bela cobrança no ângulo. Ano passado, num jogo do Brasileiro, ele bateu de forma semelhante, só que a bola foi no travessão e caiu quase em cima da linha. O gol de Jean só influenciou no segundo tempo, pelo horário em que saiu.

Na volta do vestiário, o placar favorável tirou a pressão das costas e o time jogou mais solto. Só que o Fluminense padece de um mal que é histórico, algo de décadas: a acomodação. Muitos resultados adversos aconteceram por causa desse desinteresse em função de vantagens parciais durante os jogos. O Quissamã até se assanhou e passou do meio-campo.

Aos 18 minutos, Wagner entra no lugar do inútil Sóbis e o Fluminense volta e ter onze jogadores em campo. A bola rola com mais rapidez e o time acorda. Numa dessas trocas de bola, Wagner recebe de Carlinhos (quem diria!), gira, toca para Fred e recebe mais à frente. Tiro seco, rasteiro. 2 x 0 e jogo liquidado. No fim, Wagner lança Felipe, que cruza, mas o jogador do Quissamã, num carrinho, leva a bola com a mão. Pênalti. Fred corre e, com os olhos fixos no goleiro, bate com força, no canto. 3 x 0 e, assim, o artilheiro abriu a porteira para 2013.

Da mesma forma que nos jogos anteriores, o time não mostrou evolução tática. Os lados do campo estão deficientes. Carlinhos, em crise, e Bruno, por característica, pouco têm contribuído para abrir as defesas adversárias. Fred está muito isolado. Sóbis pouco participa. A posse de bola, fator com que o Abel disse que se preocuparia mais este ano, ainda é deficiente. Quando o time tem a iniciativa do jogo, as trocas de passes são inócuas e, muitas vezes, efetuadas lá atrás, pelos zagueiros.

O Abel poderia assistir a jogos do Barcelona. Os espanhóis fazem muito bem uma jogada que lhes dá posse de bola e, principalmente, serve para colocar o adversário numa armadilha. Tocam a bola em zig-zag da direita para a esquerda, ou vice-versa. Daniel Alves, Xavi, Iniesta, Jordi Alba. Vão e voltam. Enquanto isso, Messi, Fábegras e Pedro (ou Sanchez) revezam-se entre a última linha de zagueiros e a aproximação à linha da bola para trazer um marcador e abrir espaço para outro ser lançado em diagonal. Simples e fatal. Craques? Sim, mas, acima de tudo, treino, muito treino. Thiago Neves, Jean, Bruno e Carlinhos podem fazer algo parecido. Principalmente porque o Fluminense tem um jogador muito rápido, Wellington Nem, e Fred pode se apresentar para fazer o pivô, enquanto alguém do meio-campo se aproxima, numa jogada parecida com a do segundo gol. Em suma, o Fluminense precisa arranjar mais alternativas de jogo, caso contrário, ficará na exagerada dependência das arrancadas de Nem e da bola aérea de Thiago Neves.

Apesar da vitória contra o Quissamã, o Fluminense ainda vai ter que batalhar pela classificação. Audax e Flamengo estão juntos e, provavelmente, os semifinalistas só serão definidos na última rodada. Os próximos jogos do novato no Campeonato Carioca são: Volta Redonda, Vasco e Quissamã. Os adversários do Flamengo são Friburguense, Botafogo e Olaria.

Mauro Jácome

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Contato: Vitor Franklin

Revisão preliminar: Rosa Jácome

4 Comments

  1. MEDO DE NÃO CLASSIFICAR PARA AS SEMI DA GUANABARA, NENHUM! CLASSIFICAREMOS COM FOLGA.

    CAMPEONATO XINFRIM ESSE….REALMENTE OS JOGOS CONTRA PEQUENOS, NÃO PASSAM DE COLETIVOS…

    O QUE INTERESSA É A LIBERTA, VAMOS COM TUDO

    ST4

    1. Luciano, o Fluminense joga sábado contra o Vasco para atender o jogo da TV aberta.

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