Ceará 1 x 0 Fluminense (por Felipe Fleury)

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Andando em campo, o Fluminense não ganha nem do Quixadá, time da terra do melhor jogador da partida, o Juninho. Apático, lento e sem inspiração, o Tricolor foi amplamente dominado por um Ceará concentrado, dedicado e organizado, que merecia, pelo que fez no primeiro tempo, até um placar mais elástico.

A bem da verdade, o Flu só teve uma chance clara ao longo de toda a partida, com Everaldo, que perdeu cara a cara com o goleiro do Vozão, já na segunda etapa. O resto do tempo passou trocando passes improdutivos para os lados e para trás, mesmo com o placar adverso, ou erguendo boas na área – foram inúmeras – para ninguém.

Sornoza e Matheus Norton foram os piores no primeiro tempo. Isso, Marcelo Oliveira viu bem, mas manteve o segundo – que parece ser o seu escolhido para queridinho – em campo até o fim, precarizando o meio Tricolor, que ficou absolutamente sem inspiração. Sem criatividade, a solução foi dar chutões para frente e alçar bolas à área, que a defesa adversária, bem postada – exceto num lance em que Luciano subiu livre – rechaçou bem.

Pedro, sem ter a quem recorrer, ficou perdido. A bola não chegava ao artilheiro, senão numa oportunidade ainda no início do primeiro tempo e noutra, já no segundo, quando tentou finalizar e o zagueiro se pôs à frente. O Flu também usou pouco e mal as laterais, foi um enorme vazio no meio e, na defesa, falhou no lance capital, quando Gum foi facilmente driblado pelo jogador cearense.

Eu tinha visto algo parecido contra o Vasco, até escrevi sobre isso. A diferença é que lá, Pedro usou de sua qualidade para empatar a partida.

Entrar em campo para se defender parece ser a nova opção tática de Marcelo Oliveira. Aposta num contra-ataque para tentar um gol, mas para tanto precisa de um time rápido na articulação do meio campo para o ataque. Sornoza seria esse homem de qualidade no passe, Marcos Junio, o da velocidade. Sem isso, o Flu passa a ser defesa e ataque, pois o meio é nulo. Hoje, sem Marco Junio, Marcelo Oliveira poderia ter acreditado mais em Sornoza, pois as opções que fez em nada mudaram o panorama da partida, até porque encheu o time de jogadores de frente sem pensar no meio. Jadson, cuja saída não entendi, também foi outra opção errada do treinador.

Esses novos contratados, Luciano e Everaldo, parecem horrorosos. Júnior Dutra ainda pode ser mais observado.

Temo que essas duas últimas vitórias Tricolores tenham sido efeito da “mudança de ares”, que costuma ocorrer quase sempre quando um treinador novo chega ao clube. Tomara que não seja isso, pois futebol não vi.

Os dois próximos jogos são em casa. O Fluminense precisa voltar a jogar pressionando o adversário, marcando alto e impondo sua autoridade para conseguir seis pontos que serão fundamentais. E Marcelo Oliveira precisa enxergar a partida para fazer as melhores opções. Hoje, não as fez.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @FFleury

1 Comments

  1. B noite. Concordo com tudo que escreveu. O time desanda de um jogo para o outro de forma impressionante. A apatia é gritante e temos jogadores muito fracosnesse elenco. Muito. Não sei porwue em um jogo pressionamos e em outro gicamod olhando o adversário jogar.

Responder Monica Fontenelle Cancelar