Diego Cavalieri e mais dez (por Paulo Rocha)

Em primeiro lugar: não acho que é do goleiro Júlio César a culpa pela fase que o Fluminense está passando. Tampouco considero que ele ande engolindo frangos – embora os gols do vascaíno Ramon e do palmeirense Egídio não tenham me descido pela garganta. Mas minha esperança numa subida de produção da equipe ganhou novos contornos desde a revelação de Abel Braga de que Diego Cavalieri voltará, neste domingo, contra o Grêmio, no Rio Grande do Sul, a ser o titular da meta tricolor.

Já escrevi nesta coluna: Cavalieri não é infalível. Ao longo de sua trajetória no clube, já até protagonizou falhas incríveis; algumas delas, inclusive, acarretaram em derrotas. Mas não se deve esquecer, nesta mesma trajetória, o quanto ele foi decisivo nos títulos conquistados pelo Fluminense. Como ele foi importante no Carioca de 2012 e no Brasileiro do mesmo ano. E também na Primeira Liga (lembram-se da disputa de pênaltis com o Internacional?)

Diego Cavalieri é o representante daquele Fluminense do qual sentimos tanta saudade. Vencedor, acostumado a levantar troféus. Mesmo veterano, alvo de cobiça de grandes clubes. Num momento em que nossa equipe carece tanto de experiência quanto de jogadores vencedores, não há como desprezar o talento e a vivência de nosso arqueiro. Cavalieri é ídolo, e um ídolo tem que ser tratado, no mínimo, com respeito.

Outra coisa: quando o antigo patrocinador bateu em debandada, abandonando o clube quase que à própria sorte, Cava jamais cogitou deixar as Laranjeiras. E tinha muito mercado. Ele quis ficar, mostrando que dinheiro não é tudo. Pensamento contrário ao de vários crápulas que já foram endeusados por nossa torcida e cujo maior exemplo é um argentino de merda que, atualmente, recebe salário de nosso grande rival para sequer entrar em campo.

Não sou louco de achar que a entrada de Diego Cavalieri vai acabar com os problemas do nosso time. Mas que ter um cara como ele debaixo dos paus provoca mais respeito dos adversários, não há dúvida. Um clube como o Fluminense, cuja história sempre guardou um lugar especial para os goleiros, tem a obrigação de ter um vencedor na posição de titular. É meu ídolo, ídolo do meu filho, da torcida tricolor. Bom retorno, nós confiamos em você.

Que fique bem claro: não esperamos milagres do nosso goleiro, mas, caso eles ocorram, não será a primeira vez. Um cara com tanta identificação com o Fluminense – inclusive em aspectos de sua vida pessoal – é fundamental no momento em que atravessamos. Promover sua volta num duelo tão importante é a grande prova de que nada devemos temer. Nada contra Júlio César, repito, mas Diego Cavalieri é Diego Cavalieri.

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Além do gol, devemos ter mudanças em outras posições contra o Grêmio. Reginaldo pode surgir na zaga, Richard ganhar uma vaga na contenção de meio-campo e Sornoza na criação. Aprovo todas. O Grêmio já nos sacudiu três vezes este ano, algo precisava ser feito. Mesmo com toda a dificuldade, estou com fé de que podemos obter um resultado digno.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: paro

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