Botafogo 3 x 1 Fluminense (por Felipe Fleury)

Eu sou a pessoa menos indicada para falar de derrotas do Fluminense para o botafogo. Como disse Abel recentemente, fazendo referência a Sandrão, um ex-dirigente Tricolor, tolero derrotas para todos os times, menos para o Botafogo. E por isso que vimos hoje.

Jogar contra os alvinegros é sempre enfrentar uma equipe aguerrida e, sobretudo contra o Fluminense jogam sempre como se fosse uma decisão. Quando vencem, como hoje, têm orgasmos múltiplos.

A derrota Tricolor começou antes da partida, quando o desinteresse dedicado ao jogo pela imprensa e pelo próprio Fluminense, que escalou apenas os titulares Orejuela e Douglas – este vindo de um período de inatividade de quatro jogos – desmotivou completamente o grupo, que não foi nem sombra daquele que enfrentou o Flamengo em Cariacica.

Logo no primeiro minuto do etapa inicial, após uma falta cobrada quase do círculo central, a zaga ficou olhando e o goleiro não saiu, permitindo que o jogador botafoguense cabeceasse livremente para marcar o primeiro gol.

O tento Tricolor recuou o botafogo e deu espaços ao Flu, mas Marcos Junio, displicentemente, perdeu um gol feito, na cara de Gatito. Um empate a aquela altura poderia mudar a história do jogo. A partir daí a arbitragem entrou em campo para dar uma força ao time de General Severiano, temerosa, talvez por orientação do presidente da Federação, de que o Fluminense pudesse vencer a partida.

Marcos Junio sofreu um pênalti claro, não marcado e, logo depois, noutra falta do meio de campo, que o jogador botafoguense foi cobrar cerca de 20 metros à frente sem que ninguém o impedisse, a bola foi alçada na área para todo o ataque alvinegro em posição de impedimento. Um dos impedidos fez o gol, livre, de cabeça. Um acinte!

Com dois a zero contra, imaginei que Abel fosse fazer o que fez no último confronto contra os botafoguenses, porém tirou Marco Junio para colocar Osvaldo e trocou seis por meia dúzia. Logo aos dois minutos do segundo tempo, contra-ataque puxado por Sassá contra a lenta zaga Tricolor. Festa de Sassá e gol do botafogo.

Certamente Abelão avaliou que não valia a pena expor demais a equipe com a entrada de titulares. Já havia errado com Osvaldo. Só quando o jogo parecia definido, pôs Richarlisson e, mais adiante, também Sornoza. Mas o fez apenas para reduzir o placar, feio demais para um clássico.

Se quisesse tentar a vitória, já teria posto Wendel e Richarlisson no intervalo. Abel conformou-se com a derrota, preservando, especialmente, o jovem Wendel.

Triste imagem deixada pelo Fluminense, mesmo que se diga que jogou a maior parte do tempo com apenas um titular (Douglas voltava de contusão e também esteve mal), afinal de contas clássico é clássico, e perder para o Botafogo, também com reservas, é sempre pior.

O próximo jogo do Flu é na quinta-feira. Tivesse entrado com metade do time titular hoje e a história poderia ter sido diferente. Poderia ter sido diferente também se a arbitragem não tivesse interferido diretamente no resultado da partida. Um pênalti não marcado, um gol em impedimento e, ao fim, para fechar com chave de ouro, a expulsão de Reginaldo que reclamou com razão de um lance em claro impedimento que o bandeira não marcou e poderia ter resultado no quarto gol do adversário.

Triste campeonato carioca. A Taça Rio, não tenho dúvidas, é um presente da Federação aos seus dois bajuladores, botafogo e Vasco. A Taça da vergonha estará em boas mãos com qualquer um dos dois.

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Panorama Tricolor

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Imagem: f2

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