Atlético-MG 4 x 1 Fluminense (por Paulo-Roberto Andel)

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Uma tremenda blitz atleticana, dois escanteios, Antonio Carlos salvando um dos lances, Cavalieri comendo mosca e, na terceira finalização consecutiva, 1 a 0 na cabeçada do zagueiro Jemerson, com a bola ainda tocando na trave direita. Seis minutos.

Aí finalmente começou (?) o jogo para o Fluminense, já com revés no marcador. Depois, Wellington Silva reclamou de um pênalti.

Cavalieri se recuperou a seguir, salvando gol certo de Thiago Ribeiro. Lucas Pratto acertou um balaço no travessão em conclusão fora da área. Metade do primeiro tempo e o Atlético controlou as ações e finalizações. A estreia tricolor nos chutes a gol poderia ter acontecido numa cobrança de falta frontal, feita por Jean aos 26 minutos, mas parou na barreira. E o mesmo Jean cruzou da esquerda aos 30, mas a bola passou pela frente da pequena área sem conclusão.

Porrada do Dátolo no ângulo direito, nova explosão no travessão. Ugh! Defesa de Cavalieri em chute rasteiro. Ugh!

Jemerson livre na área, bancando o centrovante, 2 a 0 de cabeça.

Ficou barato. Se eles tivessem acertado tudo, estaríamos fritos. O ataque em off (não dá para Fred jogar por três, nem contar com a explosão de Vinicius), o meio perdido e a defesa batendo cabeça (Antonio Carlos é um herói, mas estava há um ano sem jogar, Gum não vem bem). Drub mandou Magno Alves e Wagner para o aquecimento. Por mais ridículo que pareça, senti alívio com “apenas” dois na sacola.

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Com 25 minutos de atraso, os dois do banco entraram no gramado. Magno Alves merecia estreia melhor.

Dátolo, chutaço, 3 a 0. Um gol perdido, outro gol perdido. Vários ataques com três ou quatro infiltrados e o pobre Fred tendo que ser zagueiro.

Lucas Gomes no lugar de Vinicius, para melhorar a ofensividade. Armação de jogadas? Para quê? Aliás, os dois jogadores responsáveis pela armação tinham saído…

Aos 23, a primeira defesa de Victor, o goleiro atleticano.

Fiquei pensando nos abnegados tricolores que pagaram 160 reais pelo ingresso do espetáculo, que sonham em ver o nosso time de perto e passam por um papelão desses.

Com a vitória consolidada, o Galo tirou o pé do acelerador e o Flu, com mais gente no ataque, manteve a bola menos perto da sua defesa. Também não fez nada que ameaçasse. Um cruzamento, talvez. E uma cabeçada do Gum.

Sem forçar, em ritmo de coletivo feliz, o Atlético fez o quarto gol com Luan. Entrou livre, como sempre esteve. Diziam que a defesa estava desprotegida, então Pierre foi contratado. Mas ele também tinha saído…

Na garra, pênalti aos 43. Fred bateu no canto esquerdo baixo, gol de honra (se é que foi possível).

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Caem por terra as fanfarronices do penta com a nova camisa verde. Primeiro, amigos, 46 pontos. O resto se conversa depois. Preferencialmente com alívio.

Sobre o Drubscky? Escrevi antes do fim de março. Estamos indo para o fim de maio. Longe de cornetar, mas também longe de varrer sujeira para debaixo do tapete. Recentemente tivemos duas semanas de treinos e uma semana do jogo contra o Joinville para cá.

Ricardo Drubscky/

Uma tarde onde tudo foi muito ruim. O segundo tempo contra o frágil Joinville já inspirava cuidados. Não confundir preocupação com alarmismo.

Perder é do jogo. Até ser goleado. O massacre é que não pode ser tratado com indiferença. O Atlético não tem mais R49, Diego Tardelli e Bernard.

Cai bem um pouco de humildade nos debochados sorrisos sabichões e sabichonas dos infalíveis.

Antes que seja tarde. Bem tarde.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

Imagem: pra/guis saint-martin

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3 Comments

  1. Andel, já faz uns três anos que o Atlético vem correndo mais quando enfrenta o Fluminense. Outros adversários, vem repetindo isso, caso do Vasco e até o Botafogo. O jogo contra o Corinthians vai ser muito perigoso, outro time em ritmo de libertadores e que pode facilmente aplicar nova goleada caso o Fluminense não saia desse ritmo de férias e campeonato carioca ao qual se encontra! S.T

  2. Foi muito preocupante ver a atuação do time. Além da escalação que não encaixa. E eles não enxergam isso?

  3. Desculpa ae, sou tricolor roxo, mas esse jogo foi agota d’agua, esse pseudo-tecnico não sabe nada, bastava adiantar a marcação, compactar o time… inclusive o elenco é bom, discordo de quem diz que o Galo é muito melhor, a única coisa infinitamente melhor é o treinador Levir Culpi, enquanto estiverem “brincando” com o Flu não apoio mais !!! FORA CUBRUSK jÁ !!! ABEL ou CUCA, outro pangaré NÃO !!!!! ST

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