As certezas milimétricas contra o Flu (por Aloísio Senra)

Tricolores de sangue grená, gostaria de rever, em 3D, por todos os ângulos, com todas as câmeras, o impedimento “claríssimo” de Yony González em mais um gol nosso anulado no campeonato, porque, com toda a sinceridade, eu vi o replay pelo menos umas três vezes e não consegui enxergar impedimento do nosso atacante no gol que nos traria pelo menos um ponto de Minas. Para mim, estava na mesma linha e, se não estava, foi milimétrico… mas marcado com uma certeza invejável pelo auxiliar. Deve ter olho biônico o rapaz. Deve ter sido coincidência também que o já manjado Wilton Pereira Sampaio tenha começado a ignorar faltas nos nossos jogadores após o segundo gol do Galo, principalmente as que gerariam lances de bastante perigo, perto da entrada da área, com Nenê, cobrador nato de faltas, já em campo. Coincidência, é claro. Em que pese a falha de compactação da equipe no primeiro gol e o mole do próprio Nenê no segundo, são coincidências demais.

Agir para que o número de coincidências diminua é essencial para o Fluminense hoje. A atitude não pode ser limitada a notas oficiais inócuas. Estamos flertando perigosamente com o rebaixamento há várias rodadas e, se ainda temos dois terços da competição pela frente, as coisas precisam mudar. Será que é impossível termos duas partidas seguidas com arbitragem completamente isenta? Se o Fluminense não se fortalecer nos bastidores, como venho falando há tanto tempo, quantos jogos mais teremos que passar raiva com a atuação da arbitragem? Teremos um confronto contra o Corinthians pela Sula e, a menos que tenhamos estrangeiros no apito, podemos esperar um repeteco de 2015 contra o Palmeiras na Copa do Brasil? Até quando, presidente? O que está sendo feito de concreto para minimizar o efeito dos bastidores na nossa via crúcis? Sei que está há pouco tempo no cargo, mas repetir as atitudes de seu antecessor quando o Fluminense for garfado não trará qualquer solução.

As vitórias não virão só porque queremos, só porque temos um bom treinador, um time bem treinado, mais peças de reposição para algumas posições e uma torcida apaixonada. Se não conseguirmos isenção de quem comanda o espetáculo, vamos continuar patinando, e se perpetuará a loucura de que a culpa é do técnico. Diniz precisa, sim, ser cobrado pelo que estiver errado, assim como os jogadores precisam assumir suas responsabilidades. Digão não pode espanar uma bola pro meio da área como fez. Os jogadores de meio-de-campo não podem deixar a defesa descoberta e quebrar a compactação da equipe. A Avenida Caio Henrique não pode existir. Nenê não pode ser perder uma bola com a displicência que apresentou. E quem cobra o bandeirinha? Quem valida para nossas partidas juízes e auxiliares que já cansaram de nos prejudicar? Vitória é uma questão de atitude, dentro e fora de campo. Não adianta ser gigante nas quatro linhas e minúsculo fora delas. Isso tem que mudar pra já!

Curtas:

– Mesmo com a derrota do Cruzeiro para o Avaí, o que nos poupou da zona de rebaixamento, não podemos pensar em qualquer coisa que não seja vencer o CSA no Maracanã no próximo domingo, até para irmos com moral para Itaquera no outro meio de semana.

– Diniz sabe que ainda está com sua cabeça a prêmio, e a manutenção de um único esquema de jogo infelizmente pode ser sua derrocada. Nunca pensei que diria isso, mas é hora de desenvolver uma formação mais defensiva para determinados jogos, principalmente aqueles em que atuamos fora de casa contra equipes muito ofensivas. Não seria propriamente uma retranca, mas uma variação tática que privilegiasse o contra-ataque em momentos de necessidade. Se ele já está treinando o time assim, ainda não ficou evidente ou está sendo mal executado.

– Atuação muito sólida e segura do Muriel. Nenhuma culpa nos gols sofridos em Minas. Uma pena que não tenha conseguido ainda sair de campo com o placar zerado.

– Fechamos com o tal do Lucão, que é centroavante e andava esquecido lá fora. Entendo essa contratação como uma oportunidade de mercado mesmo já pensando em não contarmos mais com João Pedro e/ou Pedro para o ano que vem, mas ainda falta um zagueiro e um lateral esquerdo, carências óbvias quando vemos a zaga ainda dando umas falseadas e Caio Henrique a ponto de estourar.

– Que todos tenham tido um feliz Dia dos Pais.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#credibilidade

6 Comments

  1. Meus parabéns. Você falou tudo que eu e, com certeza, todos os tricolores gostariam de falar a respeito da arbitragem. Ou a diretoria toma as providências necessárias ou iremos para a segunda divisão.

    1. Caro Rivaldo,

      Isso não é de hoje, e já venho denunciando essa questão há muito tempo. Ficamos 2018 inteiro sem ter um pênalti marcado a nosso favor no Brasileiro, algo sem precedentes. Só que esse ano parece que apertaram a “marcação” usando o VAR como muleta para nos prejudicar, principalmente num momento em que, em condições normais, estaríamos facilmente entre os dez primeiros da competição.

  2. Isso sem falar, que quando estava 0 x 0, o goleiro do galo deveria ser expulso, ao atropelar com falta, fora da área o Jonhy, depois de um lançamento do Daniel, que era o último homem e fatalmente iria marcar. Isso
    o War não viu ou não quiz ver.
    O caso é muito sério.

    1. Com certeza, Carlos. Essa é uma das faltas que eu mencionei que foram ignoradas, mas essa realmente beirou o absurdo por ser lance para expulsão, que deveria ter revisão do VAR.

      Na questão do impedimento o bandeira contrariou a orientação que é para deixar seguir o lance caso haja dúvida. Ao apontar o impedimento, ele assumiu que não tinha dúvidas. Ou seja, o cara tem olho biônico mesmo, já que esse foi o impedimento mais duvidoso do campeonato inteiro. Contra o Flu, na dúvida se marca. Isso…

  3. Botafogo e Vasco já reclamaram na CBF. Até quando vamos ficar de braços cruzados, sendo prejudicados pela arbitragem, justo um clube que é presidido por um advogado. Parece que não, mas quando se faz uma reclamação dessas, bem ou mal, a arbitragem passa a ter mais cuidado.

    Parece que a diretoria tem medo de ser chamada de chororô! Já era para ter reclamado há algumas rodadas, já contra o Vasco. Vão deixar para as últimas rodadas?!

  4. Se for um juiz brasileiro no jogo contra o Corinthians, estamos fora da Sudamericana. Está na hora do Bittencourt pressionar a Comebol para escalar um juiz que habla, nada de juizes que falam, pois quase sempre, na dúvida, apitam para o adversário do Flu, ainda mais se for o Corinthians. Quanto ao prestígio na CBF, o Flu levará muitos anos para readquirí-lo, não se refaz uma imagem em pouco tempo. A incompetência de nossos dirigentes nos últimos 20 anos, ferrou com o Flu. O Bittencourt é apenas…

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