Quando o analfabetismo funcional se transveste de torcedor do Fluminense (por Antonio Gonzalez)

Semana decisiva do Campeonato Carioca, estamos a menos de três dias para a grande final, quando tudo deveria ser calmaria no seio do Fluminense, quando o nosso time deveria estar apenas concentrado em ganhar a decisão e, principalmente, quando a nossa torcida teria que estar cada vez mais metida no papel de ser o 12º jogador, eis que para a surpresa da imensa maioria lúcida dos nossos torcedores, nos vemos imersos numa confusão sem precedentes, nas redes sociais.

O caso é que alguns iluminados (por acaso todos votaram no candidato que ficou em segundo lugar na última eleição no Fluminense) divulgaram que o advogado Carlos Portinho, rubro-negro confesso, seria o atual advogado do Fluminense, além de ser Conselheiro do Clube de Regatas do Flamengo.

Confesso que a princípio fiquei um pouco confuso, menos que atordoado, sem perder a calma. Perguntei a quem de direito dentro do Fluminense, pedi as informações que julgava procedentes e, a partir daí, resolvi pesquisar de quem se tratava.

Sabendo quem eram as fontes de onde a notícia saiu, surge a primeira certeza sobre os passos que deveria tomar: “Gonzalez, você pensa e atua diametralmente desses caras, portanto não seja como eles!”… pensei.

E assim foi.

Mas antes deixa eu falar uma particularidade da minha vida profissional. Todos sabem a minha trajetória dentro do Fluminense: Componente da Força Flu e seu Presidente de 1980 a 1986, Conselheiro do Clube (1994/1998 – 1998/2001 – e na atualidade 2017/2019), Vice Presidente de Futebol (15/05/1998 a 03/08/1998), Gerente do Projeto ‘Sócio Torcedor do Fluminense’ (07/1999 a 08/2001)…

Ou seja, torcedor, político e empregado.

E mesmo com esse “currículo” nada impediu que eu fosse contratado profissionalmente em 2002, pelo Esporte Clube Bahia, para desenvolver o seu Projeto de ‘Sócio Torcedor do Bahia’. E lá trabalhei por 10 meses, quando o acordo inicial (desenvolvimento e implantação) eram de 4.

Portanto senhores, sou obrigado a recordar uma frase de um dos maiores dirigentes do E.C. Bahia de todos os tempos, Paulo Maracajá, que, ao me apresentar na entrevista coletiva, disse a seguinte frase: “Eu não quero saber para quem ele torce, para trabalhar no Bahia tem que ser um excelente profissional”.

Então a partir daqui começa a minha dissertação, depos das devidas pesquisas feitas.

É verdade que o advogado Carlos Portinho é torcedor do clube da Gávea, do qual foi Vice Presidente Jurídico em 2002. Da mesma forma que é mentira que ele seja na atualidade membro do Conselho Deliberativo desse clube, ou de qualquer outro clube.

Dito isto, que tal analisar o seu histórico acadêmico:

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

BACHAREL, DIREITO

Professor pela Universidade Carioca nas disciplinas de Legislação e Ética na Publicidade, Introdução ao Estudo do Direito, e Instituições de Direito Público e Privado.

Professor de Direito Desportivo do Curso de Pósgraduação da Escola Superior de Advocacia de SP -ESA/SP- desde 2009

Professor de Direito Desportivo do Curso de Pós-graduação da Escola Superior de Advocacia do RJ -ESA/RJ- desde 2011

Professor de Direito Desportivo do Curso de Pósgraduação da Universidade Candido Mendes, “IVM”- desde 2010

Especializações (Pós e Master):
Direito Esportivo pela UniverCidade (2002)

Direito Público e Tributário – Universidade Cândido Mendes-RJ – “Instituto A Vez do Mestre” (2008)

Gestao Publica e Lideranca – CLP/SP-HARVARD Kennedy School/USA (2015)

Ou seja, não estamos falando de um imbecil, menos ainda de um vendedor de fitas VHS piratas.

Segui consultando, viajando pelo Google, onde ficou nítido que não estamos falando de uma pessoa que começou ontem a atuar na esfera do Direito Desportivo.

Vamos por partes (só algumas delas, senão o texto ficaria do tamanho da Avenida Brasil)…

Na esfera desportiva, destacou-se a partir do ano de 2007 na defesa de atletas em casos de doping, com experiência internacional na Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS).
Em 2007 defendeu ao jogador do Fluminense, Renato Silva, pego no antidoping por ter fumados uns baseados (Clique aqui):

Suspenso por doping, Renato Silva reclama do Fluminense
Clique aqui

“Suspenso preventivamente por 30 dias por uso de maconha, o zagueiro Renato Silva, que foi pego no exame antidoping após a derrota de 3 a 2 para o Volta Redonda, concedeu entrevista coletiva no escritório de seus advogados, Carlos Portinho e Theotonio Chermont de Britto. O jogador revelou que está chateado com a diretoria do clube tricolor”.

“A substância usada por ele não produz dano técnico, pelo contrário, só é ilegal por ser uma droga social. Vamos trabalhar nessa linha. O jogador está suspenso por 30 dias preventivamente”, disse Portinho”.

No ano de 2010, atuou na defesa do jogador Jobson, pego no antidoping (Clique aqui):

“A situação de Jobson é bem mais grave, ele corre o risco de ser banido do futebol por ser reincidente. A Wada determina que o atleta flagrado duas vezes por uso de substâncias proibidas seja excluído do esporte para sempre. O advogado Carlos Portinho, que defenderá o atacante, já traçou a estratégia: para ele, não houve reincidência porque o jogador desconhecia o resultado (positivo) do primeiro exame quando se submeteu ao segundo teste”.

Em 2013 defendeu e absolveu o São Paulo em razão das ‘cusparadas’ na Arena Baueri

(Clique aqui):

“Palmeiras e São Paulo se enfrentaram no dia 15 de julho, em duelo que terminou empatado por 1 a 1. Na súmula, o árbitro Péricles Bassols relatou que, “durante o aquecimento realizado atrás da meta e abaixo da torcida do São Paulo, os jogadores suplentes do Palmeiras foram alvejados por água e cusparadas, e por esse motivo aqueceram atrás do arbitro assistente número 1”. O jogo aconteceu na Arena Barueri, com o Palmeiras como mandante, pela nona rodada do Brasileiro”.

Ainda em 2013, trabalhou para o Cruzeiro na defesa do jogador Julio Batista

(Clique aqui):

“A abertura de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para análise das falas polêmicas de Júlio Baptista no jogo contra o Vasco não é motivo de receio para o Cruzeiro. Responsável por defender o clube em casos no tribunal, o advogado Carlos Portinho crê que o meia poderá nem ser julgado. “Temos de aguardar o que a procuradoria fará. É lógico que, quando há alguma reclamação, ela deve abrir um inquérito, deve apurar. Eu, inclusive, sempre me manifestei preocupado quanto a casos de manipulação de resultado. Não me parece, de forma alguma, que esse seja o exemplo”, afirmou o advogado. “Acho que a procuradoria, a partir do momento que tem uma reclamação, tem de abrir (inquérito), mas não espero nenhum desfecho diferente senão o arquivamento da denúncia ou absolvição do clube”, acrescentou”.

Também em 2013 trabalhou para o mesmo Cruzeiro (Clique aqui):

“Depois de ser absolvido em primeira instância, o Cruzeiro voltará a ser julgado nesta sexta-feira pela escalação irregular do goleiro Elisson durante o Brasileirão. Embora esteja incurso no mesmo artigo do caso polêmico envolvendo”.

“Carlos Portinho rebateu o fato de o caso do Cruzeiro ter sido comparado com o dos outros dois clubes, que foram punidos, em primeira instância, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com a perda de quatro pontos pela escalação de jogadores que teriam de cumprir suspensão”

“O advogado do Cruzeiro disse que o caso goleiro Elisson, que estaria sem contrato em vigência com o clube mineiro, foi um erro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Portinho argumenta que o jogador constava no BID”.

Ou seja, existem dezenas de casos na esfera esportiva, com defesa que contem as digitais do advogado Carlos Portinho. Ninguém trabalha profissionalmente de forma esdrúxula para clubes como São Paulo, Cruzeiro, Grêmio, Flamengo, Brasiliense, entre outros. Tanto atendendo situações no futebol, assim como em outros esportes como o basquetebol.

Mais, existiram duas grandes razões para que eu soubesse que estava diante de UM PUTA PROFISSIONAL.

A primeira delas aconteceu por conta do Lusagate, onde o nome dele sai diversas vezes ma mídia, questionado sobre a legalidade de que o Flamengo e a Portuguesa de Desportos, fossem para a Justiça Comum (
Clique aqui), vide material de um site sobre o Fluminense:

“As liminares obtidas na sexta-feira por Flamengo e Portuguesa na 42ª Vara Cível de São Paulo podem causar punição aos clubes, segundo o advogado Carlos Portinho, especialista em direito desportivo. Ele sustenta que o artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) prevê que as equipes não podem se beneficiar da ação de terceiros na Justiça Comum. Já outros advogados ouvidos pelo GloboEsporte.com discordam da leitura de Portinho. De acordo com eles, as ações judiciais que conseguiram liminares não discutem as normas do CBJD, e sim o desrespeito ao Estatuto do Torcedor”.

“O artigo 231 prevê pena máxima de exclusão do campeonato que estiver disputando e multa de até R$ 100 mil. Portinho lembra um caso de 2004 para ilustrar sua argumentação.

– Há o risco de punição para todo e qualquer clube que for se beneficiar por terceiros, de aplicação da pena do artigo 231. Em 2004, houve uma invasão de campo no último jogo do Brasiliense na Série B. O time subiu para a Série A e a CBF determinou que o clube jogasse contra o Vasco com portões fechados na primeira rodada. Houve uma ação do Ministério Público, uma ação civil pública, que determinava a venda de ingressos. Advoguei para o clube na época e fiquei na dúvida se cumpriríamos a decisão da Justiça Comum. Houve a partida, e logo depois o Vasco entrou com uma ação. Na ocasião, Luiz Zveiter era o presidente do Tribunal, anulou o jogo e fez valer a decisão da Justiça Desportiva. Mandou repetir a partida, ou o Brasiliense sofreria as sanções do 231. Por isso que os clubes devem se submeter ao que assinaram no regulamento – afirmou o advogado”

“Se a Justiça decidiu, acabou, Flamengo e Portuguesa não têm o que fazer, não há como o clube se recusar a cumprir”.

Concluindo: o tal advogado flamenguista, ficou em contra das decisões que poderiam ajudar o Flamengo. Um caso a se pensar.

E neste vídeo, da sua campanha para vereador no ano passado, perguntado sobre o Maracanã, ele disse claramente que o estádio não pode ser gerido pelo Flamengo sozinho (Clique aqui), assim como deve ter a participação de outros clubes, citando nominalmente ao Fluminense.

Sabedor que ele não é contratado do Fluminense enquanto pessoa física e sim o escritório Stocker Macintyre Advogados, no qual é sócio juntamente com a sua ex-esposa, a Tricolor Deborah Macinryre.

Se para bom entendedor poucas palavras bastam, vou mais além. Esse mimimi que houve em torno da pessoa do Carlos Portinho não passa de choro plantado por quem perdeu benesses, que aconteceriam dentro do Fluminense caso o presidente eleito não fosse o Pedro Abad.

Sendo assim amigos, olho vivo com esses fabricadores de boatos, gente que NÃO SE PREOCUPOU QUE NESTE FIM DE SEMANA O FLUMINENSE JOGA A FINAL DO CAMPEONATO CARIOCA e sim pensou nos seus interesses próprios.

Para essa raça de sepulcro caiado, o que importa é criar o caos, disseminando a confusão.

Que conste que o escritório Stocker Macintyre Advogados já presta serviços ao Fluminense há quatro meses, tendo ganho tudo de interesse do clube até agora.

Fica a pergunta: quem disseminou o caos torce realmente para o Fluminense ou para o Cifrão Futebol Clube?

No mais, muito obrigado a você que chegou até aqui.

Era meu dever, já que fui muito questionado nas redes sociais sobre o assunto, de como sempre dar a cara. Nunca fugi de uma bola dividida, nem de uma boa briga.

Portanto galera, vamos pra dentro dos remeiros no domingo e fazer valer o ‘ai Jesus’. “Vamos pra cima Fluzão, quero gritar campeão!”

De minha parte sobre o Carlos Portinho: bela contratação para o Departamento Jurídico do clube.

Para terminar… Imagina o desespero de quem perdeu noventinha por mês… O mundo gira e a Lusitana roda.

Sem esquecer de pedir aos VERDADEIROS: expulsem do Fluminense os analfabetos funcionais!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: agon

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