Ainda cinza (por Lennon Pereira)

(como o verão carioca)

O último domingo foi mais cinza do que costumam ser os dias nublados na minha cidade maravilhosa. Todo brasileiro que tem um pingo de sentimento passou o dia consternado com a catástrofe ocorrida em Santa Maria-RS. Acordei e assisti perplexo às cenas e me impressionei com os números catastróficos de mortos e feridos, subindo a cada dez minutos. Tenho amigos e conhecidos no Rio Grande do Sul e a primeira coisa que fiz foi entrar em contato com eles, me certificar que estavam todos sãos e salvos. Graças ao bom Deus, que será também o maior capacitado a consolar os parentes e amigos das vitimas. Que todos nós possamos aprender com tamanha tragédia.

Cinza também tem sido esse “cariocão” 2013. Pouco importa se o dia está ensolarado ou chuvoso. Os clubes pequenos são inexpressivos, os médios estão se ajustando, e nosso tricolor tem sido cinza, burocrático e nitidamente encara a Taça Guanabara como laboratório para o resto da temporada.

Venho acompanhando de perto as noticias e os jogos do Fluminense. Sem suas principais estrelas, Abel vem treinando um time que provavelmente nunca jogará junto em um campeonato sério. Entendo que ele queira dar oportunidade a todos, que queira dar ritmo e motivação, e assim manter todos os jogadores satisfeitos e ativos. Reservo-me, porém, o direito de expor  insatisfações e considerações. Que fique claro que não é “cornetagem” nem críticas, apenas o livre direito de discordar de certas decisões.

O Fluminense entrou em campo contra dois times ridículos (Olaria e Nova Iguaçu) e um time mediano ( Botafogo). Em comum nos três jogos, a formação com três cabeças de área. Isso mesmo, três volantes para enfrentar times que mal sabem atacar.

Se Thiago Neves e Wagner não estão 100%, penso que Abel devia testar os garotos da base como Higor e Michel por exemplo. Se é para testar e dar ritmo, que se aproveite esse momento para tentar revelar novos talentos. Esses meninos podem com certeza ser muito mais úteis do que Diguinho – este, aliás, é outra interrogação que não me sai da cabeça. Escalado como capitão (sic) contra o Nova Iguaçu, teve uma atuação tão ruim como as de 2012. Contra os minúsculos no domingo, Diguinho foi uma caricatura de jogador. Errou tudo que tentou. Lento, fora de ritmo, displicente, inútil dentro de campo. Talvez Diguinho seja aquele tipo que arrebenta nos treinos. Só isso para explicar a insistência de Abel manter o cabeça-de-bagre no time.

Os jogos não empolgam. Horários ruins, times que não são mais do que “sparrings” da pré-temporada de luxo e nosso time sem Deco e Fred, as grandes estrelas da companhia, ao lado do exuberante e envolvente Wellington Nem – esse sim, um jogador que dá gosto parar para assistir!

Espero mesmo que esse seja o ano do garoto e que ele nos dê muitas alegrias.

No mais, o clássico do Engenhão foi murcho, com parcas emoções e brilhos isolados. Preguiçoso como sugere um jogo às 19:30 de um domingo chuvoso. Palmas para os gênios que fazem as tabelas. Devem ser inimigos do futebol e dos torcedores. Acredito que tudo isso seja um plano maquiavélico, para que ninguém vá aos estádios, e fique em casa comprando “pay-per-view”. Onde vamos parar?

Peço a Deus que traga de volta logo aos campos nosso plantel principal e completo. Nesse dia, com certeza o astro-rei voltará a brilhar com força, nem que seja só para apreciar a elegância do maestro Deco, a frieza do matador Fred e as insinuantes arrancadas de Nem. Tenho certeza que teremos muitas alegrias em 2013. Estamos no caminho certo, pequenos ajustes de rota e os objetivos serão alcançados. Já tirei meu visto para o Marrocos!

Agradeço à equipe do Panorama Tricolor por me permitir participar aqui desse cantinho, onde tantos talentos desfilam seu amor ao meu querido tricolor das Laranjeiras.

Abraços e até a próxima. Saudações Tricolores.

Lennon Pereira

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

Imagem: Marô Sussekind

Contato: Vitor Franklin

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